
Diário de Lisbôa, 28/VII/1949.
(Recorte ajeitado duma fotocópia subsidiada da Fundação do irmão do dr. Tertuliano.)

Recordação de viagem, Portugal, [s.d.].
Portimagem, in Flickr.

Diário de Lisbôa, 28/VII/1949.
(Recorte ajeitado duma fotocópia subsidiada da Fundação do irmão do dr. Tertuliano.)

Recordação de viagem, Portugal, [s.d.].
Portimagem, in Flickr.

Como se atiram ao jornalismo estes indivíduos que vivem da escrita, sem noção sequer da gramática portuguesa?! Com base na cultura televisiva «amaricana»? É o melhor que conseguem?!
No princípio era "Guerra das Estrelas", mas em "amaricano" dá outro sainete.

A toada do «Guardador de Margens» tem o langor de noites estivais. Como hoje. Sinto nela o mormaço de noites modorrentas em que para aqui estamos... — Grande poeta, o Tê. Estupenda interpretação ao vivo de Rui Veloso no já longínquo concerto do Coliseu. — 1987!... Onde ele vai... — O Jaime foi quem comprou o álbum. Passei os anos 80 desligado do Rui Veloso. Só lhe liguei lá pelo fim da década, em 88 ou 89, quando me soava o Rui Veloso ao Vivo da cassete que gravei do disco do Jaime e quando, também por esse tempo, ouvia as mesmas cantigas ao bonacheirão do Luís Duarte nas Noites de Luar e na Casa da Lina. Saudosos tempos! Deu-me agora aqui para isto; a soedade a bater deve ser do Agosto a avizinhar-se e do Julho a acabar-se... *
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| Enquanto a cidade inteira vai digerindo o seu jantar E todas as ruas e praças se lavam com essência de luar Enquanto as estátuas famosas bebem brandies e aveledas E as tílias se entreolham meigamente nas alamedas Vou guardando as margens Velando os lírios do jardim Enquanto à meia-noite encerra mais uma sessão E o senso-comum ressona tranquilo e pesado no colchão Enquanto a cidade inteira lava os dentes e faz toilette E os taxistas recolhem as sombras que restam da noite Vou guardando as margens Velando os lírios do jardim Enquanto a luz do promontório ensina a costa ao barqueiro E arde o rum forte no zimbório e traz lucidez ao faroleiro Vou pondo malha sobre malha com o labor dum tapeceiro Palavra, acorde, o som, a talha e a devoção de um mestre oleiro Vou guardando as margens Velando os lírios do jardim Enquanto a cidade inteira vai feliz na sua faina E o Sol boceja na ladeira ao som do martelo e da plaina Saúdo a bruma e o orvalho e a luz do dia madrugado Guardo as cartas no baralho, meu sono é enfim chegado Vou guardando as margens Velando os lírios do jardim |
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São 7h da tarde. Estamos na praia. Não há vento. Dum lado as cigarras, doutro o marulhar suave das ondas. Mar calmo. Tarde calma. No alto o miar duma gaivota. Pouca gente; não há vozes; alguns caminheiros calados, só. Poucos. A senhora pregunta-me do jantar enquanto se recosta em mim. Ali, um chapéu igual ao nosso, à' riscas verde...
O mundo é mais além.