« A abertura da T.A.P. ao capital privado e passagem a S.A.R.L. [em Junho de 1953] alterou profundamente a gestão da empresa. Uma das primeiras iniciativas consistiu na introdução dos Skymaster na carreira de África, mal as infra-estruturas da nova pista de Luanda ficaram prontas [Cte. Silva Soares, in Histórias com Asas, A.P.P.L.A., Lisboa, 1992, p. 306]. Com intuito de aumentar a qualidade do novo serviço, no ano seguinte os interiores receberam beneficiações com a introdução de novos assentos.»
« O espaço interior de um avião de uma companhia de bandeira foi sempre uma extensão territorial encenada para consumo interno e externo, o que justificou, no caso dos T.A.P., um compromisso entre a ideologia e o gosto oficial do Estado Novo e os clichés da indústria de turismo à escala internacional. «Portugal no ar», metonímia de avião [da] T.A.P., procurou transmitir a imagem de um país moderno […] Cada avião [da] T.A.P. conseguiu ser a casa portuguesa, onde nacionais e estrangeiros puderam antecipar a chegada a Portugal, ou guardar a última recordação do país.»
Pedro Gentil-Homem, «Uma Casa Portuguesa com Certeza»: Design de Interiores para os Aviões da Companhia Aérea de Portugal (1945 – 1979)»,in Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes, vol. VI, [2013].
Imagens: Skymasters CS-TSA e CS-TSD, Portela (Zoggavia, 1954); Serviço a bordo do Caravela, 1962 (Museu da T.A.P., apud P. Gentil-Homem, loc. cit.)


O passageiro retratado será o falecido Prof. Vitor Crespo ?
ResponderEliminarSe não é ele, é pessoa muito parecida, até nos óculos e nas lentes...
Durante muitos anos, que bem que se comia (e bebia) a bordo dos TAP !
Mas agora deve haver por lá dieta rigorosa, presumo eu, pelo que leio nas notícias, a TAP está doentinha e dizem que precisa de tomar umas injecções...
Boas melhoras minha amiga!
Vítor Crespo? É pouco de crer. A imagem é dos primeiros tempos dos Caravelas. Fotografia encenada para mostrar uma «casa portuguesa» que cruzava os céus a jacto. Aí por 1962.
ResponderEliminarA passageira ao lado parece-me uma assistente dos primeiros tempos da T.A.P.: Françoise; ou Helena Calafate, talvez…
Cumpts.
A tábua de queijos é bastante interessante. Eu já não sou deste tempo, mas ainda me lembro de serem servidas refeições a bordo dos aviões da TAP com talheres de metal, bem como de umas garrafas de vinho pequenas (20 cl?), com qualidade bastante razoável, que as acompanhavam.
ResponderEliminarSim, a tábua de queijos é muito apelativa e até lá está o célebre 'limiano'. Provavelmente será uma tábua-tabuleiro para os queijos não tombarem.
ResponderEliminarEm 1968/69/70, nas refeições a bordo eram utilizados talheres de metal e as garrafinhas de 20cl do 'Dão' eram de grande qualidade, mas o preço das viagens era muito caro.
É mais ou menos do tempo do caviar e do faisão… Hei-de ver se acho o cartaz.
ResponderEliminarCumpts.
Caviar e champagne.
ResponderEliminarCumpts.
Eu até nem me referia a essa época, mas antes a tempos mais recente, ao final dos anos 80, princípio dos anos 90. E, claro, um serviço como o que a imagem mostra,em primeira classe, não deveria ser barato.
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