Elio De Angelis & Lotus 81, G.P. da Argentina, 1980.
LAT Images, in motorsport.com.
Veio-me ontem à ideia o Lotus da Essex, o Lotus 81.
Já nos anos 70 havia marcas comerciais — sobretudo tabacos e bebidas — que se pegavam às marcas de construtores da Fórmula 1. Hoje é em todo o lado: Liga Nos, Volta a Portugal Santander, até uma estação de Metro… Mas nos anos 70 a coisa era limitada, não enjoava. Nos melhores casos entranhava-se até como um cântico: Yardley McLaren, Ligier Gitanes, John Player Special Lotus…
Pois ontem veio-me à ideia o Lotus da Essex.
De 72 a 78 — 7 anos — a Lotus andou ligada aos tabacos da John Player Special. Pareciam inseparáveis, quási se tornando numa e a mesma coisa. O preto e doirado devieram como que as cores dos Lotus. E em 79 os carros pretos da Lotus apareceram verdes a dizer Martini! A coisa não durou mais que esse ano e em 80 os Lotus deram em ser prateados, azuis e vermelhos, com publicidade à Essex, uma empresa de compra e venda de petróleo. Tinham os números 11 e 12; o 11, o Andretti e o 12 o Elio de Angelis. Só continuaram daquela cor mais em 81…

Mario Andretti & Lotus 81, G.P. do Mónaco, 1980.
A. n/ id., in wheelsage.org
~~~~ / / ~~~~

Mario Andretti & Lotus 80, G.P. de Espanha, 1979.
Motorsport Images, in motorsportmagazine.com.

Mario Andretti, Ronnie Peterson & Lotus 79, G.P. da Holanda, 1978.
A. n/ id., in reddit.

Ronnie Peterson & Lotus 72, G.P. do Mónaco, 1974.
LAT Images, in motorsport.com.
Bela viagem no tempo.
ResponderEliminarLembro-me bem disto tudo e de todos esses pilotos ou não tivesse eu Ligier Gitanes e John Player Special Lotus na minha pista de slot cars :)
Do tempo em que a F1 tinha emoção.
Cumprimentos.
Pois tinha.
ResponderEliminarDepois de 80/81 perdeu a graça.
E agora os carro até têm um pára-brisas de ferro.
Cumpts.
Ao longo dos anos 80 e começo dos anos 90, ainda lhe achei graça. No meu caso, foi a morte de Ayrton Senna que me fez desinteressar da coisa. Depois, dantes, os grandes prémios disputavam-se quase toda a temporada na Europa, com excepção do início da mesma no Brasil e com um salto de permeio aos Estados Unidos e Canadá; agora, ao invés, é só quase grandes prémios em locais exóticos e fora de horas, com corridas nocturnas e tudo. Enfim, dantes ainda, os grandes prémios eram transmitidas na RTP em sinal aberto, enquanto correntemente andam por canais estranhos e pagos, nem sei bem quais.
ResponderEliminarÉ verdade! A fórmula 1 parece que seguiu o caminho da indústria. Migrou para o terceiro mundo. É bem o sinal do declínio do Ocidente pela mão dos próprios europeus.
ResponderEliminarÉ no que dá a gosma. Parece que se ganha e só se perde.
As corridas não têm graça, os carros não têm encanto, os grandes prémios não passam de corridas de automóveis (G.P. do Dubai é alguma coisa que lembre fórmula 1?), a pontuação é uma vulgaridade. Enfim, perdeu-se a essência da coisa.
Dos anos 50/60 para os 70 já havia quem maldissesse a descaracterização pelo comércio publicitário. Mas não há dúvida que daí em diante, os negócios levados ao extremo deram cabo da coisa.
O mundo, a vida é para ser um negócio, e se possível de plástico, que é barato e descartável. Por que haveriam a fórmula 1 de ser mecânica ou o futebol, os desportos e os desportistas, de ser humanizados?
Cumpts.