Apprendi a palavra «sirigaita» com a minha mãe. Quando se casou em 1956, a minha mãe foi morar para a calçada de tal lugar, 67. A uma vizinha -- a D.ª Adelina que já lá morava -- ouviu, sem querer, dizer como soem dizer vizinhas: -- «Quem será a sirigaita que se muda para cá?»
Ficaram amigas. Tanto que a D.ª Adelina ainda nos annos 80 e com oitenta e tal, rija, visitava a minha mãe para tomar chá e conversarem.
Numa d'estas vezes, por esses annos, estava o Brooks comigo a jogar Monopoly ou algo que o vallesse e, como cumprimentei a D.ª Adelina á chegada, educadamente me imitou elle. Mal as senhoras passaram ao chá, porém, e nos deixaram á vontade, perguntou-me elle desabridamente: -- «Quem é aquella velha tão feia?» -- Admirei-me da observação pois, conhecendo eu de sempre a D.ª Adelina nunca me occorreram juízos d'aquella ou d'outra ordem quanto á sua belleza. Para mim a D.ª Adelina era simplesmente a D.ª Adelina.
Mais tarde devo ter fallado do caso a minha mãe que me ahi, então, contou só a historia da «sirigaita» sem commentar o resto.
Imagem: J. P. Machado, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, 4.ª ed., Horizonte, Lisboa, 1987.
(Revista a translitteração greco-romana em 1/10 ás dez e um da manhã.)
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Sirigaita
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Centro Sul, 54
Houve um autocarro que em tempos circulou da Praça de Londres para o Centro Sul, em Almada. Era um desdobramento do 40 que ganhou alforria como 54. Certo dia meti-me nele...
Centro Sul -- 54, Arco do Cego, 1976.
Guy, in Flicker.
A trupe do Costa e o cheiro do Poder
[Afonso Costa] pouco depois de desembarcar na estação de Entre Campos [para succeder a António Maria da Silva no govêrno], cercado de jornalistas, amigos pessoaes e politicos, entre os quaes se vêem os srs. Manuel Duarte, Álvaro Costa, Barbosa de Magalhães, Viriato Lobo e Germano Martins, representante do jornal «O Seculo».
(O vesgo á direita não será director da SIC-N?)
Cliché de Salgado.
Ao assalto!

Cavalaria, Hipódromo de Belém, 1890-1910.
Foto: Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.
Joães Botelho e Gaspar Simões
Quem disse que Carlos e Ega são, à uma, alter ego de Eça foi João Gaspar Simões na «Vida e Obra de Eça de Queirós». Que o Botelho o tenha bebido por lá não terá, pois, novidade.
(Imagem: Alfarrabista do Quinto Planeta.)
domingo, 28 de setembro de 2014
Multidão de simpatizantes a caminho do Rato

Multidão de peixeiras, mercado da Ribeira Nova, 1900-1919.
Fotografia: Charles Cusseau-Flaviens, in G.E.H.
Parzinho de jarras em «pose»...
Aguadeiras, Portugal, 1890-1910.
Foto: Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Av. 28 de Maio
Alvores da Av. 28 de Maio. Como o 28 de Maio anda invertido na Historia ensinada pelo regimen de 25 de Abril, esta imagem está invertida no archivo photographico da camara municipal. Symptomatico?...
Bom, referências.
Á mão direita a cêrca do extincto mercado do Rêgo. N'este tempo ainda se construía...
Ao fundo da avenida em construcção a estatua aos heroes da Guerra Peninsular, largo vulgarmente designado hoje como d'Entre Campos, d'antes officialmente chamado Praça Mouzinho de Albuquerque.
Além do dicto monumento, a Av. dos Estados Unidos da America galgando a encosta da quinta da Quintinha até á cumeada onde se desenha a rotunda da Av. de Roma (mal se a lá percebe).
A serventia que d'este lado corta a Av. 28 de Maio, junta á placa central arborizada, é a do Cinco de Outubro (data infausta...) -- Assinale-se que aquelle trôço arborizado lá ao fundo foi primeiramente designado Av. dos Estados Unidos da America por edital de 7/8/1911, muito antes de se rasgar a sua continuação para Nascente do Campo Grande cuja extensão do toponimo foi determinada por novo edital de 29/7/1948. Por fim, sómente n'este trôço a Nascente do Campo Grande permaneceu tal toponimo.
Do lado do Campo Grande e para lá d'elle na zona dos Coroxéos vê-se o bairro de Alvalade assaz adeantado.
Contra o horizonte, a cumeada da Bella Vista inteiramente visível, desde as bandas do Areeiro (à direita) até à quinta da Graça, a par da Rotunda do Relógio (esquerda). A meio d'esta cumeada os mais atentos notarão o contorno duma casa de quinta: das Theresinhas; os modernos hão-de conhecê-la por colégio Suzanna de Valsassina.
Por fim, em se endireitando a photographia consegue lêr-se Algés na placa do camião. Não sei por que o diz.
Av. 28 de Maio, Lisboa, c. 1950.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.
Ah! Para os mais modernos: a Av. 28 de Maio procura-se no Google e nos mapas actuaes pela designação de Av. das Forças Armadas -- as que fizeram o 25 de Abril por fugirem do Ultramar, não as do movimento do 28 Maio.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Demolição do troço final da Rua de Campolide
Vista de Sete Rios em 1977
Vista aérea de Sete Rios ao Lumiar e aeroporto, Lisboa, 1977.
Gonçalves, in Archivo Photographico da C.M.L.
Adenda:
Destaque do leitor José Lima a 25 de Setembro de 2014 às 17:36:
- o antigo Estádio do Sporting, ainda com o peão e sem a chamada bancada nova;
- a Universidade Católica, isolada nos seus edifícios fundacionais, sem a Biblioteca João Paulo II e o edifício dos mestrados;
- as torres habitacionais da Calçada de Palma de Baixo em construção e cheias de andaimes;
- o bairro de lata que existia -- e desapareceu -- nas proximidades da Universidade Católica, no local hoje atravessado pela Avenida Lusíada;
- na parte inferior esquerda da fotografia, a Sete Rios, o edifício onde esteve instalada a Escola Técnica da Pide, hoje em completa ruína;
- enfim, realço ainda uma Luz e uma Telheiras quase rurais, ainda sem as urbanizações que aí viriam a ser edificadas no final do século XX.
Bambochatas de avinhada memória
A dado passo das Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado, sai-se Camilo com os dois mais desbragados estúrdios do Porto de 1847 a reviverem bambochatas de avinhada memória. Como me certa vez sucedeu com um ministro Lino, ocorreu-me de súbito aquele passo de Camilo ontem, não sei porquê, à hora do Telejornal...
Imagem: TV de São Bento apud Telejornal, R.T.P., 23/IX/14.
Estrada de Benfica entre a Palhavã e Sete Rios
Estrada de Benfica em Sete Rios
Estrada de Benfica em Sete Rios no entrocamento com a [nova] Av. Columbano [e a velha Estr. de Campolide]. Neste ponto a velha estrada de Benfica foi desviada primeiro, truncada ao depois. Neste ponto confrontava a quinta do conde Farrobo -- ou do Jardim Zoológico -- com a estrada; havia um muro alto. Deste ponto, para a esquerda, seguia a Travessa das Laranjeiras, serventia que ligava a Estrada de Benfica com a Estrada das Laranjeiras em Sete Rios. Deste ponto para trás (para diante na imagem) deixou a estrada de Benfica de ser Estrada de Benfica para ser Rua Professor Lima Basto, mas só até à Palhavã -- daí a S. Sebastião crismaram-na Rua Dr. Nicolau Bettencourt. — Deste ponto em diante (i.é, para trás do fotógrafo) sobrou a Estrada de Benfica que temos, salvo o troço demolido debaixo da 2.ª Circular à Fonte Nova...
Estrada de Benfica, Sete Rios, 1961.
Artur Inácio Bastos, in Archivo Photographico da C.M.L.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Inundações na Palhavã (vulgo Pr. de Espanha)
É geralmente sabido que a memória é curta. Não será por falta de auxiliares...
Hoje (ontem) tivemos inundações na Palhavã. Uma coisa nunca antes vista, no dizer dum popular, há 40 anos aqui... -- Bom, dos últimos 40 anos deixo aos pés de microfone o procurarem notícia de inundações no lugar, eles que são exímios em estatísticas do género d' o Verão mais frio dos últimos 25 anos.
Esta agora soma mais de 40 anos, é de 1946, mas retrata o exacto local duma das cheias de hoje (ontem): os baixos da Palhavã (vulgo Pr. de Espanha), justamente na embocadura das actuais avenidas de Berna e António Augusto de Aguiar. -- Para melhor localização, sabei que tendes na imagem a Av. de Berna à mão direita, a Estrada de Benfica segue para diante (começava no Largo de S. Sebastião) e, à mão esquerda, sem se ver, fica o palácio Azambuja, onde funciona actualmente a legação de Espanha. A casa mais próxima do eléctrico era pouco mais ou menos onde poisa o arco triunfal trasladado da Rua de S. Bento para aqui. Ao fundo, por sobre um casarão brasonado que bifurcava o caminho, sobressai o bloco hospitalar do Instituto Português de Oncologia que se inauguraria em 1948. -- Do que vedes, pois, não são novidade nenhuma as inundações no exacto lugar da Palhavã (vulgo Pr. de Espanha) onde se hoje (ontem) deram. Do mesmo já tivéramos notícia em 1912, no tempo ainda do velódromo...
Inundação, Palhavã, 1946.
Ferreira da Cunha, in archivo photographico da C.M.L.
domingo, 21 de setembro de 2014
Da soberania popular
Agora que as gaitas de foles se calaram com a secessão (talvez só até à próxima geração), haviam os comuns ingleses de fleumàticamente exigir também um referendo: se aceitam ou não os montanheses dalém da muralha de Adriano no seu reino.
Haendel, Música Aquática: Alla Hornepipe.
(Hervé Niquet, Le Concert Spirituel, B.B.C. Proms 2012.)
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Portugal algures no séc. XX
Terra portuguesa com rua direita, calçada, ruas travessas, posto de telefone público e bomba de gasolina. Algures na primeira metade do séc. XX, é o que conjecturo.
Povoado, Portugal, s.d..
Fotografia, A.N.T.T., Fundo d' «O Século», Joshua Benoliel, ....
Adenda em 23/IX/14:
O leitor Marques descobriu o lugar. É a Vila de Monforte, mais precisamente (segundo comentário anónimo que não sei se é o mesmo) a Rua do Visconde da Luz...
terça-feira, 16 de setembro de 2014
A Gùiana e a omissão de diacríticos
A quantos se ouve hoje o u de Guiana e de guianês? Perdeu-se na simplificação dos acentos do Acordo Ortográfico de 1945. Simplificação que o Acordo Ortográfico de 1990 estultamente piora em (entre outras coisas) querer tirar o acento gráfico a argúis, redargúi (confesso que aprendi o verbo redarguir pela leitura e enveredei por -- naturalmente -- lhe não pronunciar o u, até aprender...). Pois ou me engano ou não tardamos em ter os neoletrados de 90 para aí a dizerem arguis como se o ouvem já os iletrados do eduquês enunciar o verbo arguir: sem se lhe ouvir o u. É como quem diz sequestro (sekestro) nas TV.
E ao depois há-de a simplificação continuar, extirpando-se os uu emudecidos pela engenharia lexicográfica: ficaremos com Giana, gianeses, mas ninguém redargirá por não saber que é argido de burrice.
(Recorte de Rebelo Gonçalves, Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, Atlântida, Coimbra, 1947, p.182.)
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Do meu amigo Sr. António Fernandes
Do meu querido e generoso amigo Sr. António Fernandes, que bastas vezes me obsequia com achados das suas colecções. Esta manhã estendeu-me de mansinho um tomo com a contracapa para cima... -- Trago-lhe uma coisa, a ver se lhe interessa.
Quando o viro e vejo o que é, exlcamo -- Isto é obra rara, senhor!
Fez a maior questão de mo oferecer.
-- Sim senhor, com certeza... -- rendo-me, mas não incondicionalmente. É obra rara e de certeza lhe custou boa soma. Fiz menção de lho pagar, já que era um enorme o favor que fizera em ma achar. Insiste-me que não e diz-me que a arrematou na Feira da Ladra por valor tão ínfimo que o envergonharia dizer-mo. E desarma-me: -- Um livro com esse título não há-de ser destinado a si? -- e saiu.
Resta-me fazer-lhe público e penhorado agradecimento.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Viva a partição! Abaixo Portugal inteiro!
O bastoneiro traulitário -- ou traulitário bastoneiro -- perfila-se para aí com um novo partido. Um novo partido é o que mais faltava; há de certo reforçar a democracia, como o novo banco reforçou já a finança e o novo seleccionador que há-de vir reforçará o fado-futebol-e-Fátima.
É. Andamos nisto.
(Imagem em Lérias e Velharias.)
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Dum grilo
Havia um grilo onte' à noite na minha rua. «Grilava» a rua através do contínuo da viação e trânsito, esse «cântico» de 24 sôbre 24 horas que Lisboa entoa. -- O que torna mais deslocado o grilo, que havia de caber a noites mais estivaes que a de ontem e a scenário romanceadamente campestre.
Pois o grilo imaginei-o eu nalguma sacada, numa gaiolinha de grilo, como espécie de bucolismo plastificado dalgum vizinho dado a devaneios pastoris, mas mais diligente que eu em nos prosseguir. É que ter um grilo na minha prezada sacada foi coisa que me já ocorreu...
Disse-me o snr. do café que não, e que é novidade antiga êste grilo cantando por aqui nas noites quentes. Engano e distracção minhas porque o não ouvira antes, nem no supunha agora em lora perdida no meio da buliçosa cidade.
Um grilo à noite na minha rua alegra-me sem me incomodar o sono. O ruído da cidade é que me desengana de, com êle, conseguir sonhar com o campo.
Cruzamento da Rua de Artilharia Um com a Joaquim António de Aguiar, Lisboa, 1961.
Arnaldo Madureira, in, archivo photographico da C.M.L.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Ludismo de calhaus
A Câmara Municipal de Lisboa do Intendente anda para aí a promover um Peddy paper, com o objectivo de divulgar, de forma lúdica, a calçada artística portuguesa.
- Peddy [?!!!] paper!... Crioulo amaricano saloio para o alfacinha ver.
- Divulgar, de forma lúdica... Divulgação, ludismo? Na realidade iludismo; sem trabalho, hão-de realmente conservar a calçada, hão!...
- Calçada artística portuguesa... Precisam de ressalvar artística para melhor materializar o... iludismo. E percebe-se. Podemos é começar já a esquecer a calçada não artística...
Para a vereação do Intendente (a cavalgadura do Costa nem conta, por ausente a tempo inteiro), a calçada portuguesa (melhor, os passeios da cidade inteira) tornou-se só mais um nicho de mercado. «Peddy papers», ou o raio que lhe chamem, são antolhos para burricadas de asnos não notarem o monumental negócio que se arma (ou já armou?): a substuição do calcário nos passeios de Lisboa.
Lisboa, no tempo em que os calceteiros pavimentavam a cidade inteira, Rua Morais Soares, 195...
Judah Benoliel, in Archivo Photographico da C.M.L..
(Revisto ás duas e meia da tarde.)
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A censura era dantes
O Papillon tornou hoje ao microfone da emissora nacional onde tem púlpito e conezia. De que se lembrou de falar? Do ex-administrador de toilette Nuno de Matos, do ex-B.E.S., mai-lo seu inacreditável solfejo ao «I» na semana passada.
Pois o Papillon cá nos papagueou gravemente, hoje (Contas do Dia, Antena 1, 8/IX/2014), do administrador «verbo de encher», aferiu-lhe a remuneração (com mais demagogia que rigor) pelo ganho anual de «80% dos portugueses», mas, admiràvelmente omitiu o maior trabalhinho que o não-executivo afinal executou...
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Da pureza de «tal [e] qual»
Sobre a pureza do uso da expressão tal qual ante tal e qual houve há semanas um comentário inesperado dum leitor.
Desculpai [...] tenho de vos corrigir: «tal qual» e não «tal e qual». Considero curioso como ninguém se engana em «tal como», «tal que» e outros advérbios, mas a patetice do «tal e qual» vai medrando. «Um erro mil vezes repetido...»
Empreendendo na curiosa questão que me nunca pusera, reflecti. Não será antes uma questão de estilo, de ênfase? — A conjunção funcionando como reforço de realce. — Ou até de fonética, já que se interpõe como epêntese para dissimilar duas sílabas de vocalismo idêntico?
Não obstante o uso corrente de tal qual desde a Idade Média e de Epiphanio Dias se lhe referir apenas nesta forma na sua Syntaxe Histórica, a locução comparativa tal e qual já nos surge em Rodrigues Lobo, no Diálogo VIII de Côrte na Aldeia e Noites de Inverno como arrimos, a que se pega ou encosta o que fala, quando as palavras lhe cançam,
[...] são mettidos na mesma pratica com alguns, que em cada palavra d'ella mettem um «diz», «assim que digo», «tal e qual», «sim senhor», «vae vem», «então», «senão quando», «espere vossa mercê», «assim que», «senhor», «estaes commigo»; e outros muitos [...] (p. 116)
... o que nos atesta o seu uso desta maneira desde os alvores do séc. XVII, pelo menos.
Garrett também a aplicou tal..., em discurso directo, nas Viagens
— Tal e qual quando fazes essa cara. Olha: ahi estás tu na mesma. Vamos! ria-se e esteja contente (Vol. I, cap. XXIV).
Há cousas que vareiam na voz do povo sem haver despachos nem decretos... Leixá-las assi bem variar.
É de feira em concrusão
e bailam-na cada dia
porque sai a melodia
tal qual fica o coração,
ao revés do que soía.
(Gil Vicente, Triunfo do Inverno.)
Os bonecos são d' A Farsa de Inês Pereira do Rafael que, parece, lê português,
mas escreve num crioulo qualquer (quem lhe chamar português engana-se).
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Ao serão
Ganhou a senhora o hábito há anos de, nestas noites quentes, desligar a televisão e pôr algo mais apropriado na grafonola. A estranheza que senti pela falta do fundo televisivo em casa ao serão -- e no meu caso cresci com isso -- não resistiu trinta segundos ao embalo desta cantora. E desde então...
Diana Krall, Let's Face The Music And Dance
Setembro
Entra Setembro com a «Vindima» em 1.ª edição. Embora esteja calor de mais para ela...
Exemplar n.º 1822 desta edição [outrora] na Estante Usada.
Sirigaita (teste à «gaita» dos novos blogos)
Sirigaita (ssi-ri-ghái-ta), s.f. (zool.) ave de bico comprido semelhante á carriça. || (Fig.) Mulher muito inquieta e buliçosa ; mulher que se saracoteia muito. || Espertalhona ; mulher que tem resposta para tudo ; mulher espevitada, ladina. || F. r. Sara.
Diccionario Contemporaneo da Lingua Portugueza (Aulete), 1.ª ed., Lisboa, Imprensa Nacional, 1881.
Nota: este verbete foi publicado em de 1 de Outubro de 2014 a partir dum rascunho guardado em 1 de Septembro do mesmo anno; acabou publicado na data de 1 de Septembro de 2014 devido ás alterações no módulo de edição dos blogos do Sapo, que deixaram de sobrepor automaticamente a data da publicação dos verbetes á data primitiva de gravação dos rascunhos.
Abertura da Av. Marechal Gomes da Costa
Ex-Viegas secretário
Sabemos de a criatura ser mais ventre que cérebro. Aflige-se com o estrago que a demência à solta venha a fazer na feijoada à brasileira, só pode. Não o mando tomar passivamente na Autoridade Tributária por respeito ao vernáculo. Ele que vá portuguesmente prò...


