De há muito que o discurso esquerdóide da nossa imprensa ultrapassou o mero salivar pavloviano se rememora o tempo do Estado Novo. Tornou-se, para todo e qualquer acontecimento, paranóia obsessiva.
Ontem o editorial do «Público» dizia: num tempo em que ser português era sinal de opróbrio e de vergonha, Eusébio resgatou o nosso orgulho e devolveu-nos a dignidade (cf. «É sempre a "meme" coisa: o mito de Eusébio e a lenda dos três efes», Porta da Loja, 6/I/14).
Neste apropriar despudorado da memória admira-me como se não ensaiaram a dizer que cada golo de Eusébio fôra um golpe no regime ou que cada chuto na bola era um pontapé em Salazar. -- Que teve Eusébio contra o Estado Novo ou com a Abrilada?! Cuidam com aquela conversa endeusar mais Eusébio por o colectivizarem?...
Que mentes doentias, sempre a recomporem-me a História e a realidade com delírios fantasmagóricos.

(In Ser Benfiquista.)
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Que tem Eusébio com o marxismo?
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Descobri hoje o seu blog a propósito da antiga Estrada de Sacavém e tenho estado viciado em pesquisar no incrível espólio de informação e imagens.
ResponderEliminarAprendi muita coisa que desconhecia por completo e queria apenas deixar a minha mensagem de apreço.
Estou ainda a pesquisar mas acho que depois hei de colocar umas perguntas, que espero que não leve a mal e que me consiga responder.
Obrigado
Mentes... dementes.
ResponderEliminarAssim é que se fala/escreve. Bem observado e melhor criticado. Excelente escrito.
ResponderEliminarMaria
Disponha. Grato pelo apreço.
ResponderEliminarOu mentecaptas.
ResponderEliminarCumpts.
Grato!
ResponderEliminarCumpts.
Lembram-se de "O Diário"???
ResponderEliminarEra o jornal do PCP.
Agora há "O Público"!
É o eng.º Belmiro crypto-communista?
ResponderEliminarCumpts.
Quando o Belmiro começou a enriquecer...
ResponderEliminar...Nadava nas águas da UDP...
Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP.
... Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CT's na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro.
Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou…
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado E eu digo: assim nasceram os PAPAGAIOS DESTE PAÍS.
Já tinha lido, mas confesso que me esquecêra.
ResponderEliminarSomma-se o crypto-communismo ao frete de dar voz aos esquerdóides facturantes para não lhe boicotarem a merceearia. É o que me bem parece.
Cumpts.