Ele há coisas que são tão óbvias que um perfeito idiota as entenderia. No entanto...
Qualquer encontro entre o primeiro ministro de Portugal e a chanceler alemã, no actual estado de coisas, em situação alguma deveria dar-se. Muito menos a ida do primeiro ministro à Alemanha. O que havia a tratar haveria imperativamente de ser deixado à gravidade sombria das chancelarias diplomáticas. Isto que ontem se passou é da mais estúpida ausência de sentido de Estado e, vindo de quem vem – é isto o que mais se estranha – do pior amadorismo nessas tretas da promoção de imagem. Haverá alguém no mundo que não capte que o tratante está tão à rasca, mas tão à rasca, que anda completamente à nora? Que confiança inspira isto nos chamados mercados?
Cometida a supina asneira, a última coisa que restava ao pedaço de asno, não para negar a evidência inegável, mas ao menos airosamente honrar a quem faz a maior desonra, seria citar dos Lusíadas:
Fazei, Senhor, que nunca os admirados
Alemães, Galos, Ítalos e Ingleses,
possam dizer que são para mandados,
mais que para mandar, os Portugueses.
Os Lusíadas, X, 152.
Impossível, claro.
Terreiro do Paço, Lisboa, [1930-80].
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..
Tinha esperança que no regresso o avião caísse, mas ...
ResponderEliminarNão que se tornava mártir.
ResponderEliminarCumpts.
Morra o traidor! Viva Salazar!
ResponderEliminargosto da imagem, caro bic.
ResponderEliminarE da quadra que cita também.
Do resto, que há que se espere? se o mesmo senhor em tempos de maior conforto (eu até diria de vacas gordas, se tal fosse possível) e orientação foi para Castela falar em castelhano, não menos me admiraria se tentasse ainda soltar uns vocábulos nessa lingua rude de Wagner e Mozart e fazer uma vénia em agradecimento pelo beneplácito de sua majestade a chanceler da Europa.
Só o orgulho bacoco existe neste pedaço de terra, e este só se verifica em torneios de asnos analfabetos a correrem atrás de uma bola, como se da coisa mais importante se tratasse.
A nobreza de caracter dos nossos governantes, essa, foi assassinada no terreiro do paço.
Tem toda a razão, infelizmente, Caro Daniel.
ResponderEliminarA maior parte do povo português é descendente - não Daqueles que partiram em navios à Descoberta do Mundo, ou mesmo que lutaram valentemente em Alcácer-Quibir - mas daqueles que ficaram, escondidos, medrosos, gananciosos e medíocres, a urdirem «esquemas» mesquinhos.
Quanto a Grandeza, essa ainda se viu até aos últimos dias da Monarquia, e uma ou outra vez na república (com letra pequena), como em Sidónio Pais ou em Heróis que lutaram no Ultramar para defender compatriotas e nativos (porque os movimentos ditos de «libertação» de libertadores não tinham nada).
E um dos melhores exemplos que poderemos ver, foi a atitude de um Grande da Nobreza Portuguesa, em plena ocupação espanhola, quando Filipe II, dito «o demónio do meio-dia», assentou arraiais no Paço da Ribeira. Estava a amesquinhar o Império Português, perguntando:
«Portugal é tão pequeno que, se eu largar uma lebre em Lisboa, onde é que a vou apanhar?» Ao que o dito Nobre respondeu, com honroso orgulho e tom de desafio: «À Índia, meu Senhor!»
Onde é que está essa Gente agora?
Cumprimentos.
A.m.e.i. o texto!!! E "pedaço de asno" deve ser dos melhores eufemismos que tenho lido/ouvido aplicados à criatura em causa.
ResponderEliminarIsso.
ResponderEliminarcumpts.
Isso de resfolegar na língua em que Carlos V falava aos cavalos já tem precedente. É deveras um orgulho de gente muito parva.
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado. "Pedaço de asno" (ou "pedaço-de-asno") e expressão novecentista, pelo menos. Camilo usou-a, Eça também. Não sei a origem.
ResponderEliminarCumpts.
O que conta é cheio de interesse, mas cuido que seja lenda. Quem veja como isto está não acredita.
ResponderEliminarCumpts.
O que é que se encontra gravado nesta Coluna? (E na outra?). Não se consegue ampliar a imagem. Porventura por estar lá gravado o nome de Salazar (isso, sim, distingue-se perfeitamente) é que a/s dita/s Coluna/s desapareceram durante dezenas de anos (para serem substituídas mais tarde e só no caso de haver muita insistência do povo, evidentemente...) e sempre que alguém reclamava, os (ir)responsáveis da Câmara atiravam para o ar com uma qualquer resposta esfarrapada. O nome de Salazar lá gravado é que nunca por nunca ser! Estes bandidos querem à força que nos esqueçamos do Estadista e do nosso passado recente, mas por mais que esperneiem não conseguirão.
ResponderEliminarAposto que as colunas que lá colocaram após anos de muita insistência da parte de variadíssimos e atentos portugueses, estão isentas de qualquer gravação. Apostava dez mil...
Maria
A inscrição da coluna l~e-se bem. Tal como a inscrição da outra. Dão notícia do embarque e das viagens do Presidente Carmona ao Ultramar em 1938 e 1939:
ResponderEliminar"Com a certeza de que fala pela minha voz Portugal inteiro, proclamo a unidade indestrutível e eterna de Portugal de aquém e de além mar."
General Carmona.
Obviamente que cantaria epigrafada com tais inscrições é uma vergonha para o Portugalinho dissolvido e apagado. Não sei o que lá diz hoje, talvez uma auto-flagelação como a do Largo de São Domingos ou textos sagrados como "separe o lixo" ou "beba Coca-Cola".
Cumpts.
Exactamente como diz! E a pedra (calcário? mármore não é de certeza) de que são feitas estas novas colunas deve estar lisinha como granito polido e sem a mais pequena inscultura para deste modo tentarem apagar mais estas 'más memórias' a juntar a tantas outras já destruídas, de um período da História recente que hipòcritamente tanto fingem odiar (só inveja, carradas de inveja) mas no qual, paradoxalmente e para seus eternos pesadelos, nasceram, cresceram, estudaram e se formaram e em cujo regime a grande maioria deles viveu, trabalhou - e usufruiu e de que maneira... - sem o menor pejo!
ResponderEliminarTentaram durante três décadas mas já quase desistiram..., porque por mais que insistam só malham em ferro frio. O que significa afinal que nunca, jamais, em tempo algum, o conseguirão.
Grata pela sua resposta e possibilidade de ampliar as imagens. Agora de facto podem ler-se perfeitamente as mensagens do Presidente da República e do Presidente do Conselho de Ministros.
Maria
a senhora por acaso já foi ao hospital universitário Santa Maria ? hospital feito pelo estado novo , tente ler a inscrição da placa onde consta a data da inauguração do mesmo ,vai dar pela falta de umas quantas letras do texto original , porque será ? é uma tristeza quando relegamos o nosso passado e nos tentam a todo o custo moldar o discernimento das ideias , só vale aquelas que os internacionalistas humanistas mas a conta do nosso dinheiro nos querem impor , a traição já é genética e é uma tristeza é o que é .
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