Em «A Ponte de Alcântara e suas circunvizinhanças. Notícia histórica» (separata do nº 18 de Olisipo, Boletim do Grupo «Amigos de Lisboa» - 1942), escreve o engº Augusto Vieira da Silva o seguinte:
Nos terrenos conquistados ao Tejo [em Alcântara] acham-se abertas muitas vias públicas, das quais a mais importante é a Avenida da Índia, começada a construir há muitos anos, sendo o último troço a concluir-se o que vai desde a actual Avenida 24 de Julho até à actual Rua do Cais de Alcântara.
[...]
Desde a Avenida 24 de Julho até à muralha do cais de Alcântara, do lado oriental da via férrea e da cobertura do caneiro, ao lado das oficinas da Câmara Municipal, e daí até ao Tejo, rasgou-se uma rua a que primeiro foi dado o nome de Rua 14 de Maio (*), e hoje se chama do Cais de Alcântara (**).

Rua do Cais de Alcântara; cruzamento com a Avenida da Índia, Lisboa, 1940.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Nota:
O artigo mencionado encontra-se também publicado em Augusto Vieira da Silva, Dispersos, vol. III, Publicações Culturais da C.M.L., Lisboa, 1960, pp. 73, 74. Os asteriscos no excerto remetem para as notas 46 e 47 no pé da p. 74 da ob. cit., a saber:
(*) Deliberação da Comissão Executiva da Câmara, 9 de Julho de 1915 , e edital de 19 do mesmo mês. Em sessão camarária de 14 de Fevereiro de 1937 propôs-se denominá-la Rua do Marquês de Marialva; é esse o nome que por lapso puzemos no nosso mapa V, e que deve ser rectificado para Rua do Cais de Alcântara;
(**) Deliberação camarária de 12 de Agosto de 1937, e edital de 19 do mesmo mês.