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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Espinho

  No fim de contas cá me decidi poupar-me a maiores incómodos e mandei, sem regatear, vir o livrinho do Brito Camacho. Chegou hoje pelo correio. Quando abri o pacotinho alguém me comentou rápido e em tom jovial:
  - Ena! Que livro tão velho!
  - Psst! Saiba a menina que, pelo preço que custou, se trata dum livro antigo. Custasse dez vezes menos então sim, seria um livro velho. 


« Espinho dá uma impressão de frescura, mas começa aqui a impertinencia da areia, como se a linha ferrea assentasse nas dunas, e a columna d'ar que o comboio desloca, marchando a sessenta à hora, as varresse para cima das carruagens. »


Brito Camacho, Jornadas, Guimarães & C.ª, Lisboa, 1927, p. 98.


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475 Espinho (Portugal) - Costumes
(Postal ilustrado de Espinho...)

2 comentários:

  1. Espinho? Não pode vir mais a propósito, caro Bic!
    Será que nessa altura haveria electricidade por lá? Agora não há... :-)

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  2. Bic Laranja1/3/09 18:28

    Devia haver.
    É tudo a propósito: gente carregando cântaros, bilhas ou alguidares para encher com o que calha; o comboio que avança mas que só vai enchendo de areia...
    Cumpts.

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