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domingo, 1 de março de 2009

Das duas vezes que vi o Lúcifer

 Deu-se o caso há dias de me ter recordado — e de ter contado a alguém a história — duma festa qualquer a que fui certa vez, sendo época de Carnaval, com uns moços amigos lá da paróquia. Havia quem conhecesse quem organizava, suponho, e parece que quem quer que quisesse ir era bem vindo. Convidaram-me e fui também. Era num 2.º andar num prédio antigo na Av. Duque de Ávila. Fomos lá mas não nos demorámos; aquilo não parecia muito animado.
 De saída cruzámo-nos com o Lúcifer. Não vinha mascarado nem coisa nenhuma, mas só eu me dei conta dele; e não me contive que não dissesse alto: — «Olha aqui o Lúcifer!»
 O Lúcifer, lembro-me, mostrou má cara ao comentário da sua presença ali.
 Nós, saindo entretanto, fomos tentar outro bailarico de Carnaval, salvo erro na Faculdade de Veterinária. Recorda-me que um de nós escondeu nas moitas do gradeamento do Liceu de Camões uma garrafa de Martini que desviara à socapa da festa da Duque de Ávila. Disse que ao depois da Veterinária a iria ali buscar para a festa ser maior. Julgo que no fim não a encontrou. — Calhando foi da cerveja, que se esqueceu...
 Isto passou-se e o Carnaval de há dias também…
 Bom! Finalmente, para arrumar a história: ontem cruzei-me de novo com o Lúcifer. Foi num alfarrábio [alfarrabista] da Calçada do Combro. Ele procurava livros de Teatro. Eu peguei na deixa dele lá no Carnaval da Duque de Ávila e não comentei em voz alta já, a sua presença ali.
 Mas venho dizê-la agora cá.

Bando do Lúcifer (Duarte & Companhia)
(Imagem em...)

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