Quando aqui me referi à abertura da Rua Nova da Palma assinalei onde passava a cerca fernandina. Àqueles que tenham curiosidade por estas memórias do que foi e do que é cá deixo agora a recriação esboçada com supina arte e design. Não é bem a muralha, é antes um supônhamos. Ali onde esvoaça a bandeira da C.E.E. é outro supônhamos:da porta ou postigo da Rua da Palma original (hoje desviada para o eixo da Rua do Socorro); o artista que reconstruiu o troço da cerca há talvez de ter sacado algum da caixa da comunidade, que lá nisto de arte moderna sempre são (cuido eu) os senhores alcaides mui benfazejos...
Mas apreciai a torre ali adiante atrás duma grua, entre os novos edifícios da E.P.U.L. que se alevantam. É a torre do jogo da péla - porque havia ali há muitos séculos umas casas do jogo da péla que passaram o nome ao lugar: à calçada debaixo do plástico preto das obras; e à torre. - É genuína, do séc. XIV, a torre.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Novo postigo da Rua da Palma e a torre da Péla
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É vergonhoso aquilo que se fez aqui.... tendo em conta que a escavação arqueológica no local identificou todos os períodos da História, devia ter sido impedida a construção. Para além daquilo que mostra a fotografia, que é horripilante. Dantes, era possível ter acesso visual ao que resta da muralha, hoje é o que se vê.... é uma vergonha enorme, enorme.
ResponderEliminarForam porventura publicados alguns estudos das escavações feitas?
ResponderEliminarCumpts.
Existe isto, facilmente acessível: http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v7n2/folder/02.pdf
ResponderEliminarVou indagar se existe mais alguma coisa noutras publicações. Claro que naquilo que interessa às pessoas realmente, que é uma divulgação "limpa" de termos técnicos e maneirismos, não me parece que isso tenha sido feito. Por que razão, não me aventuro a tentar adivinhar. Os arqueólogos do Museu da Cidade escavaram lá, o resto já são coisas que ultrapassam a arqueologia. Não será?
Eu ousaria umas quantas hipóteses, mas deixemos.
ResponderEliminarA remissão que me gentilmente deixa já satisfaz muita da minha curiosidade.
Obrigado!
Eu é que ainda não satifiz a minha curiosidade: se era para voltar a construír no mesmo sítio, porque é que deitaram abaixo o que lá estava?
ResponderEliminarA.v.o.
Para libertar o sítio para novas construções, ora bem.
ResponderEliminarCumpts.
Com a fizinhança de tantos símbolos fálicos na fonte fronteira, não me parece haver dúvida sobre o que foi feito à capacidade de fruir a antiqualha arquitectónica...
ResponderEliminarAbraço, Amigo Bic
vizinhança, perdão
ResponderEliminarSem legenda esta fotografia passa bem por ser tirada na Brandoa ou na favela da Rocinha no Rio de Janeiro!
ResponderEliminarJulgo que se trata dum supônhamos das ameias. Mas que dali jorra uma aguadilha suspeita, é verdade.
ResponderEliminarCumpts.
No Rio não por causa do trapo azul com as estrelas.
ResponderEliminarCumpts.
É necessário que nos deixemos de "boas maneiras", isto é, sermos sempre condescendentes com as atrocidades a que vamos assistindo. Não podemos encolher os ombros, esboçar um sorriso amarelo e seguir em frente. Isto tem que acabar, enquanto ainda vai restando alguma coisa a que os vigaristas pensam deitar a mão ( ou antes, deitar abaixo).
ResponderEliminarCumprimentos (irritados)
Vão acabar com a Rua da Palma e quebrar a do Benformoso. Que vamos poder fazer? Partir as ventas ao Costa ou ao enxertado que ele deixou na Câmara? Riscar-lhe o carro? Atirar-lhe com ovos?
ResponderEliminarEles comem tudo... e o povo é manso.
Cumpts.