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quarta-feira, 2 de abril de 2008

No fundo é um protozoário

Ameba Quando ontem ouvi a notícia na antiga Emissora cheirou-me logo a bizantinice... Uma firma /fundação de advogados (com nomes bem conhecidos) doou à cidade de Lisboa (nobre gesto) uma - dizem - escultura de ferro retorcido com perto de 1 tonelada, na condição de a Câmara a pôr em frente à sede da dita firma/fundação na Av. da Liberdade.
 Dizem as notícias que é a primeira... escultura a ser acrescentada à Avenida em quase 60 anos...
 Bom!  Não estando com isto a afirmar que o ferro forjado da - dizem - escultura provém dalgum dos prédios demolidos entretanto, julgo que o gosto do que agora plantaram em frente do 224 da Avenida se conjuga muito mais com os fungos arquitectónicos que ultimamente lá brotaram do que com a estatuária convencional que já lá existia.
 Mas a notícia do sr. jornalista Nuno Crespo no D.N. vai mais longe e afirma: «Eu Sou como Tu [é o título da coisa] vai ser a primeira escultura a, definitivamente, ter lugar na Avenida da Liberdade.».
 Definitivamente, a primeira.
 A primeira - agora digo eu - das coisas edificadas na Avenida a precisar de explicação (v. os quatro últimos parágrafos da notícia). Definitivamente para se não confundir com um certo D. Afonso Henriques ou com com uma minhoca guerreira.

(A imagem é da fundação...)

12 comentários:

  1. A Bizantina é uma boa loja alfarrabista:)

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  2. "Eu sou como Tu"? Olhando o boneco fico perplexo, pensava que a concepção da Arte como insulto ao Público tinha passado há décadas...
    Ou talvez seja o espelho que me vai contando mentiras piedosas... Abraço

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  3. tens razão, aquilo não lembra ao Diabo.

    Eu sei que a arte é muito subjectiva, e que a interpretação da arte depende de cada um e bla bla...

    Mas que aquilo é feio, é sim senhor! Com formas redondas antes uma escultura do Botero, que essa sim, é bem mais interessante.

    Um abraço

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  4. Sim senhor. A ideia parece-me tão boa que me atrevo, modestamente, a sugerir o seguinte: no espólio da infelizmente falecida fábrica VALADARES, haverá certamente alguma peça de louça sanitária, minimamente representativa, que possa ser colocada na Praça do Comércio, junto aos não menos infelizmente falecidos urinóis, como preito de merecida homenagem à extinta que, em momentos de grande aflição, abnegadamente valeu (e ainda vale) a tantos milhares, porventura milhões, de portugueses e estrangeiros. Sem desprimor, o mesmo não se poderá dizer da PMLJ.

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  5. Meu caro Bic, acho, sobretudo, extraordinárias as explicações que a notícia avança para a escultura, «um corpo feito de ferro, fogo e palavra, que lembra a erupção de forças primárias do interior da terra», etc., etc. Quem me dera conseguir compreender o sentido denso e profundo destas coisas.

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  6. Sim. Nem se compara com isto. Cumpts.

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  7. Insulto é bem o que é. A corja está cada vez mais insolente. Cumpts.

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  8. A Arte sempre teve o pendor da civilização que a pariu...
    Cumpts.

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  9. Sem desprimor também, acredito que a P.M.L.J. tenha arte desta espécie até à latrina. Tanta que deram em na deitar à rua.
    Este mundo é uma palhaçada.
    Cumpts.

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  10. O sentido profundo não existe. Só o óbvio, que é nada disto ter pés nem cabeça.
    Cumpts.

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  11. não é nada, realmente...

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  12. Talvez seja. Mas não se pode aqui dizer. Cumpts.

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