![]() Panorâmica sobre o Campo dos Mártires da Pátria, Lisboa, 1940. Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Não vale a pena alongar-me na lista de sucessivos proprietários do palácio nem na descrição dos interiores. Talvez volte ao assunto mais tarde. Deixo-vos cá a informação — nova para mim — que neste palácio do Mitelo morreu em 1865 o Conde de Vimioso, cavaleiro fidalgo e toureiro, afamado pela ligação à cantadeira Severa. Ref.ª: Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, Vol. IV, 2.ª ed., Vega, Lisboa, 1992, pp. 32-47. |
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Campo dos Mártires da Pátria
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
A correnteza
| ... Do Campo dos Mártires da Pátria. Perguntou, e bem, o prezado confrade Je Maintiendrai se deixara eu no tinteiro a descrição do topo da panorâmica de Lisboa desde a Senhora do Monte com que ilustrei a Praça do Campo de Santana. E generosamente compôs:
Lembrou-me de fazer uma adenda com o comentário mas o verbete ia já extenso e ao depois merece-me o assunto ser tratado agora com melhor cuidado aqui. O primeiro (o último que o confrade refere na correnteza) espreitava para a Alameda dos Capuchos; foi demolido e substituido pelo dos azulejos verdes. Continuo com Norberto de Araújo. O edifício era no começo do séc. XX duns irmãos Costa Lobo - e aqui fico na dúvida sobre os Geraldes Barba. Um deles legou a sua parte à Santa Casa; a parte do outro ficou para a viúva, uma senhora francesa, Dª Josephine da Costa Lobo. Em 1913 o palacete foi arrendado para instalação do Patriarcado...
Adenda:
O tinteiro poderia estar cheio mas a tinta escorreu e faltava-me, como direi… mata-borrão. Agora percebo que a legação da Alemanha se desviou para o palácio da antiga Faculdade de Direito (ou do visconde de Valmor) e que o Patriarcado se fixou nos palacetes do dr. Geraldes Barba e Ludovice. Obrigado sou eu pelo esclarecimento. |
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A praça de touros do Campo de Santana
[*] Sei hoje, Agôsto de 2022, de 4 fotografias no archivo da C.M.L. |
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Lissibona, cristã, 25 de Outubro de 1147, sábado, dia da festa de S. Crispim
terça-feira, 23 de outubro de 2007
A biblioteca de turma
![]() minha madrinha tinha o condão de adivinhar prendas que me deliciavam. Quando fiz oito ou nove deu-me um livro grande, ilustrado, do Robinson Crusoe. Naquela época já tinha visto várias vezes o Robinson Crusoe na televisão e conhecia a história. Uma daquelas vezes na televisão fora em francês: Robinson pronunciava-se Ro-ban-sôm. As aventuras do Robinson Crusoe fascinavam-me. Fragmentos e coisas de nada das viagens marítimas no séc. XVII vinham nas ilustrações do livro e a minha imaginação povoava-se de piratas, tempestades, naufrágios, ilhas perdidas, antropófagos, amotinados de navios ingleses, &c.. Adorava aquele livro e estimava-o muito bem. No 1.º ano, não sei se por vaidade se por generosidade resolvi — apesar do melhor conselho de minha mãe — levar o Robinson Crusoe para a biblioteca de turma que a professora de Português organizou. Cada aluno devia levar um livro — ela também — e cada um depois escolheria dessa pequena biblioteca improvisada algum outro que não o seu para levar e ler. No fim do ano lectivo todos devolveriam e os livros tornariam ao seu dono. O livro fez um vistaço e suscitou a cobiça; ouvi até a professora: — "Olhem que livro tão bonito, já viram?" — e inchei. A biblioteca não me impressionou: um Tio Patinhas, alguns livros mais infantis da Anita, um dos Cinco e outro dos Sete que já lera e não me lembra já mais o quê. Acabei com um sobre o Edison que foi quem inventou a lâmpada eléctrica, uma novidade para mim (o Edison, não as lâmpadas). E vi o Rui Pires Cardoso arrebanhar o Robinson Crusoe; ele fora da minha aula na primária e confiei no zelo que poria no meu livro. Mas a decepção já me dava arrependimento; acho que sonhara lá encontrar mais livros do género do meu: uma Ilha do Tesouro, talvez. Com o passar do ano a biblioteca esmoreceu. Poucos devolviam o que levaram, talvez porque o não lessem, talvez porque a professora o não estimulasse. E em casa a minha mãe dizia: — "Eu bem te disse. Ainda ficas sem o livro." Com o ano lectivo a terminar fechou-se a biblioteca de turma e os livros tornaram aos donos. Não sei se todos os outros; o meu não. E com o pouco caso que a professora fez, fiz eu um ultimato ao Rui Pires Cardoso: — "À saída vais comigo à tua casa e dás-me o livro. Se não vou lá na mesma e digo à tua mãe. — O Rui Pires Cardoso foi e devolveu-me a medo o livro todo rebentado e com os cadernos mal pendurados na costura. Se não fosse a sua mãe aparecer quando me zanguei com aquilo o Rui Pires Cardoso tinha ficado com a lombada mais maltratada que o Robinson Crusoe. E não sei se o nariz lhe não ficaria pela costura... Isto a propósito do Plano Nacional de Leitura. |
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![]() Ilustrações de Balter in Daniel De Foe, Robinson Crusoe, Didáctica, [s.l.], [s.d]. |
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Tratado das Lezírias
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Jet set
Nos anos 60 viajar de avião ainda era ocasião de cerimónia. E sendo a jacto, isso sim, era requinte; os passageiros vestiam-se a preceito, tinham modos. Daqui a expressão jet set.
Quando se viaja de avião hoje em dia percebe-se ao que chegámos. Viajar a jacto orientou-se do passageiro para o cliente, o que é dizer, da qualidade para a quantidade: o cliente tornou-se passageiro indiferenciado; tanto faz ser um grego boçal que se refastela na cadeira sem respeito pelo vizinho, ou que seja a secretariazinha descarada e atiradiça do presidente da associação dos patos bravos europeus que estende malcriadamente os pés (bastante grandes, por sinal) por cima do banco da assistente. É o jet set dos dias de hoje. Está certo.
Airbus 380
O interior da cabina do A380, visivelmente orientado para o cliente; próprio para rebanhos de 525 a oitocentos e tal clientes. Já faltou mais para a supressão da tripulação de cabina e a introdução de máquinas de sandes.
Interior da cabina do A380 via Weblog Aero de Régis Saleur.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Por caminhos... empoeirados
sábado, 6 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Bem haja sr. Artur Goulart
Do autor de inúmeras fotografias que matam a sede do passado lisboeta a este blogo recebi esta sentida mensagem:
Achei extraordinário e fiquei muito sensibilizado ao encontrar reproduções de fotografias que bati, em 1961, para os arquivos da C.M.L.. Bem hajam por me darem a oportunidade de rever estes meus trabalhos.
Artur Goulart
Enviado por Artur Goulart em 03/10/07 às 12:13 AM
Muito obrigado sou eu pela oportunidade de ver a cidade de há 40 anos!
Marco fontanário, Prazeres, 1961.
Fotografia: Artur Goulart in Arquivo Fotográfico da C.M.L..













