Nos anos 60 viajar de avião ainda era ocasião de cerimónia. E sendo a jacto, isso sim, era requinte; os passageiros vestiam-se a preceito, tinham modos. Daqui a expressão jet set.
Quando se viaja de avião hoje em dia percebe-se ao que chegámos. Viajar a jacto orientou-se do passageiro para o cliente, o que é dizer, da qualidade para a quantidade: o cliente tornou-se passageiro indiferenciado; tanto faz ser um grego boçal que se refastela na cadeira sem respeito pelo vizinho, ou que seja a secretariazinha descarada e atiradiça do presidente da associação dos patos bravos europeus que estende malcriadamente os pés (bastante grandes, por sinal) por cima do banco da assistente. É o jet set dos dias de hoje. Está certo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Jet set
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Fico bastante satisfeito em saber que nao sou o unico a ter reparado que ja ha uns bons anos existe uma forma de estar nos avioes bastante reles, para mim é sempre um prazer em viajar e nao um frete, penso ja que sao tao exigentes com a segurança tambem deviam de o ser na maneira de vestir quando se viaja.
ResponderEliminarA primeira vez que fui a NY fomos jantar a um restaurante, e a entrada estava um empregado que nao deixava ninguem entrar sem jacket.
A classe e o bom gosto nunca fizeram mal nenhum a ninguem agora a sujidade isso sim e até cheira mal como ja vi muitas vezes a bordo de avioes.
Um abraço e boa continuaçao
A forma reles de estar é geral. E as companhias de aviação cada vez mais nivelam-se por esse mercado. Cumpts.
ResponderEliminarAi, meu Caro Bic, tanta insistência na ausência de vibração estaria condenada nos dias de hoje, em que o objecto mais saliente de qualquer wish list é um vibrador...
ResponderEliminarMais algum daqueles estudos que agora se fazem que demonstrou tamanha conclusão, não...? Cumpts.
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