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sábado, 6 de agosto de 2005

Cousas e lousas

 




« Os feitos não se fizeram só para ficar na história para brilho e fama que cobriam de renda alguns descendentes dos heróis. Os feitos fizeram-se para a conquista do comércio, embora este não figurasse na árvore genealógica ou nas lousas sepulcrais.»



António Borges Coelho noutro contexto (ou talvez não).

 Passado o tempo dos heróis, tanto faz que os feitos sejam heroicos ou infames. Sejamos corajosos e assumamos a lei do mercado como Constituição. Eu possuo algumas lousas sepulcrais anunciando já: aluga-se este espaço.

[A despropósito: alguém sabe quanto acrescenta um incêndio ao produto interno, incluindo-se a indústria das notícias?]


 

4 comentários:

  1. É só crescimento: dinâmica económica; maior PIB; mais riqueza! Mas sendo a situação liquida tão baixa não ficamos com o passivo quase igual ao activo? Bjs.

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  2. Bic Laranja6/8/05 14:25

    O balanço já foi feito por Lavoisier: na natureza nada se cria... Bjs.

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  3. A tua visão é assustadoramente lógica! Mas será mesmo que todos lucram com isso? Será que não estamos a perder um bem que nunca nos foi cobrado, e que já sentimos a sua falta? (Como sendo o ar que se respira e a água enquanto bem essencial à nossa existência.)

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  4. Bic Laranja6/8/05 16:25

    Os bens naturais, pela regra do mercado, são propriedade privada da Natureza. Os humanos podem julgar comprar-lhos (ou apropriar-se deles por lhe não rconhecerem essa posse). Mas veja: a Humanos, S.A. pertence ao grupo Natureza, S.G.P.S.. Cumpts.

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