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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A sensação que me dá…

Nos 100 anos do elevador da Glória rezava assim:



« Periodicamente, todos os elevadores são revistos e reparados. As revisões diárias são feitas durante a noite, minorando os incómodos que as paralizações [sic] sempre acarretam. Já as reparações anuais, necessáriamente [sic] mais morosas e complexas, vão colidir com os hábitos e comodidade dos fiéis usuários que assim ficam privados deste pequeno conforto. Indesejadas, mas indispensáveis para garantir as condições de segurança de que todos querem disfrutar [sic], estas paragens contribuem para manter na «linha» passageiros e elevadores.»


 



«Características especiais deste elevador», Cem anos a caminho da Glória [desdobrável do centenário do elevador da Glória], Lisboa, Carris, 1985.


 



 Avançados 40 anos, exactamente hoje, a sensação que me dá é que nos não resta em Portugal já um mínimo de massa crítica para manter a funcionar como deve um engenho mecânico do tempo de el-rei D. Luiz. Devemos ter progredido neste entremez para um ponto algures entre o Brasil e o Bangladexe. Basta só ir na rua em Lisboa.


 

16 comentários:

  1. Obviamente, e apesar dos 15 mortos e uma carrada de feridos, o autor do blog não conseguiu evitar deixar nova nota racista, como já é seu apanágio...

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  2. A cavalo nos tais 15 mortos e na carrada de feridos (que nem referi) V. que diz? — Racista!
    Não se conteve de os cavalgar desabridamente, não é?!…
    Fale-me, pois, de apanágios.

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  3. Anónimo4/9/25 13:03

    nao perca tempo com gente burra, veem racismo em todo o lado, qualquer frase e mal interpretada, flotilha com eles

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  4. Isso é verdade! Até acham racismo no cu duma galinha se o ovo for branco.
    Flotilha com eles está muito boa!

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  5. Não se percebe o que a Dona Elsa cá vem fazer, se não gosta.
    Como dizia a minha avó: "Num beijo o que bêm pràqui tcheirar".

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  6. É uma dessa espécie de analfabetos da realidade que vogam em flotilha (só até que chôva).
    A sua avó é que os bem topava. (Beirã?)
    Cumpts.

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  7. São os Dias e os Gamas que temos hoje.
    (Alto minhota).

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  8. Quando a ganância é desmesurada e a negligência é atroz, acontece o que aconteceu no Elevador da Glória. Para um transporte secular que de repente se vê com 3 milhões de passageiros/ano, a manutenção tem de ser diária. Deixar uma infra-estrutura destas praticamente entregue à sorte, é um acto criminoso. Já o descarrilamento que ocorreu em 2018 não teve resultados catastróficos por mera sorte e também ele foi causado por falha de manutenção.
    Desde dia 31 de Agosto que não havia contracto de manutenção. Não foi por 3 dias que se deu o acidente, mas pelo que alegadamente ficou por fazer, sabe-se lá desde quando. Quanto tempo mais iriam os eléctricos e elevadores ficar sem manutenção se não tem acontecido esta tragédia?
    São 3M de passageiros ano a €4,20 ida e volta, só para o Elevador da Glória. Porque diabo se recusa um contrato de 1,9M que contemplava todos os elevadores? Gastou-se tudo na Web Summit?
    Estamos em Portugal. Estou certo de que se vai provar de que tudo foi feito dentro das normas sem qualquer tipo de negligência na manutenção e que foi tudo uma inevitável obra do diabo que jamais poderia ter sido evitada.
    Cumprimentos.

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  9. Percival4/9/25 23:42

    No desdobrável do centenário do elevador da Glória, de 1985, referem "uma lotação de 24 passageiros". No acidente, agora ocorrido, morreram 16 e ficaram feridos mais de 20 pessoas. Isso dá mais que 24 passageiros: não será que foi excesso de lotação a provocar o acidente?
    Com os valores indicados pelo comentador Pedro Nogueira, a ganância de encher o elevador é muito tentadora!

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  10. O Ant.º Silva na «Canção de Lisboa» exclamava de gosma com todas as sílabas pela riqueza das tias — Oitocentos contos!
    Fazendo agora a prova, 3 000 000 x 4.20 € = 12 600 000 € (se forem 4,80 € que vi já nalgum lado vai para 14 400 000 €).
    Aquilo não é o elevador do bairro alto; aquilo é a árvore das patacas em glória nas alturas. Nesta canção de Lisboa a música é a mesma mas não toca à Alice nem ao Vasco nem ao alfaiate nem ao sapateiro. As tias? Ora, são da província.…

    Esta Lisboa perdeu a graça e cuidava-se na glória…

    Anda tudo fora do propósito. Nada hoje é como importaria. Os elevadores fizeram-se para transporte do indígena encosta acima porque era custoso e facilitava a vida ao alfacinha; dava-lhe jeito no seu labor dia-a-dia. Tornaram-nos um brinquedo para excursionistas ociosos e a fazer muito, muito mais arranjo, mas foi aos ladrões da caixa das esmolas que se desunham à fossanga no meio desta merda toda. Nem sei se o passo da Carris ainda dá direito a passagem nos alevadores. Creio piamente que não.
    Lisboa tornou-se num parque de diversões. Não é uma cidade. É uma grande Alfácia Disney para os Sapiens de fora virem brincar, e com os alfacinhas fazerem de trombalazanas de jardim zoológico: tocam a sineta se lhe derem uma moedinha. Se o parque de diversões se estraga é que é o diabo. Lá se descobre a fraude.
    Como disse, massa crítica, neste país, já não há. Nem para entender, nem para fazer, nem para manter o que quer que seja. Mas se houvesse era escusada. A massa que importa é a que tilinta: essa vai toda para uns merdosos de turno que não valem um c…ralho, não fazem nada de jeito e nem entendem coisa nenhuma senão os cifrões. O que eu quero é que eles se f…dam!
    Filhos duma grande p…ta!

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  11. Em tempos idos, no Elevador da Glória, estando todos os lugares sentados já ocupados, havia direito a mais meia dúzia de lugares em pé na plataforma traseira. O guarda-freio não deixava entrar mais ninguém. Agora é como na carreira do 28. Só não vão no tejadilho porque não podem. Fossem as composições do Elevador da Glória iguais às do dia da inauguração e já tinham ido todos parar dentro do Condes.
    Ver foto:
    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcFEheqa3t1MGorrvkovhoZ7u1JPUMtV7ZO75GT390DV6Zkp2msxXY7j6zhJmqarheB_h9wcnsrCjP5QacnOK9U8PJk_d9ut5IogZZzOFccMwSa3oiPoC2qWSXv6L2utniAiXjn75MVu-_r1VEWxjhZ0MAuoQh0757CXhMLlG6slCj6lFGjelBqPJZ6DBG/s839/Elevador%20da%20Gl%C3%B3ria.0.1.1.jpg

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  12. O banco corrido de costas com costas do tejadilho chamvam-lhe a «imperial». Sempre espirituosos os alfacinhas em crismarem as coisas. O folheto fala nele. Diz que os que iam na imperial levavam com as ramadas do arvoredo nas fuças encosta a cima, encosta a baixo que era um regalo.
    Olhe-os lá de chapéu alto todos regalados!

    Cumpts.

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  13. Infelizmente.
    (Meu avô paterno era de lá.)

    Saudações minhotas!

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  14. O folheto dava três milhões de passageiros em 85 para uma lotação menor, sim. Hoje dão um valor anual igual para uma lotação maior por carro. A estarem correctos os tais três milhões há 40 anos e agora, deve o elevador fazer hoje menos viagens por dia. Talvez tenha horário de funcionamento mais reduzido.
    O que acredito é que o funcionamenteo em sobrecarga, ainda que com menos tempo diário de uso, afecte maneira diversa a resitência do material, e não sei se o não esforçará mais por funcionar sempre mais perto do limite.
    O zelo na manutenção preveniria isso e ouve-se muito dela agora, no caso.
    A gosma na exploração parece indesmentida e o zelo na manutenção discute-se, agora, pois…
    Ao depois, já li que a subcontratação de manutenção ali só entrou em 2018 por uma firma criada em 2017. Reinava em Lisboa o António Costa. Suponho que até aí era a própria Carris que a fazia.
    Podemos conjecturar, especular. No fim saberemos alguma coisa, mas o pior, tirando mortos e feridos, será abafado.

    Cumpts.

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