Nos 100 anos do elevador da Glória rezava assim:
« Periodicamente, todos os elevadores são revistos e reparados. As revisões diárias são feitas durante a noite, minorando os incómodos que as paralizações [sic] sempre acarretam. Já as reparações anuais, necessáriamente [sic] mais morosas e complexas, vão colidir com os hábitos e comodidade dos fiéis usuários que assim ficam privados deste pequeno conforto. Indesejadas, mas indispensáveis para garantir as condições de segurança de que todos querem disfrutar [sic], estas paragens contribuem para manter na «linha» passageiros e elevadores.»
«Características especiais deste elevador», Cem anos a caminho da Glória [desdobrável do centenário do elevador da Glória], Lisboa, Carris, 1985.
Avançados 40 anos, exactamente hoje, a sensação que me dá é que nos não resta em Portugal já um mínimo de massa crítica para manter a funcionar como deve um engenho mecânico do tempo de el-rei D. Luiz. Devemos ter progredido neste entremez para um ponto algures entre o Brasil e o Bangladexe. Basta só ir na rua em Lisboa.

Obviamente, e apesar dos 15 mortos e uma carrada de feridos, o autor do blog não conseguiu evitar deixar nova nota racista, como já é seu apanágio...
ResponderEliminarA cavalo nos tais 15 mortos e na carrada de feridos (que nem referi) V. que diz? — Racista!
ResponderEliminarNão se conteve de os cavalgar desabridamente, não é?!…
Fale-me, pois, de apanágios.
nao perca tempo com gente burra, veem racismo em todo o lado, qualquer frase e mal interpretada, flotilha com eles
ResponderEliminarIsso é verdade! Até acham racismo no cu duma galinha se o ovo for branco.
ResponderEliminarFlotilha com eles está muito boa!
Não se percebe o que a Dona Elsa cá vem fazer, se não gosta.
ResponderEliminarComo dizia a minha avó: "Num beijo o que bêm pràqui tcheirar".
É uma dessa espécie de analfabetos da realidade que vogam em flotilha (só até que chôva).
ResponderEliminarA sua avó é que os bem topava. (Beirã?)
Cumpts.
São os Dias e os Gamas que temos hoje.
ResponderEliminar(Alto minhota).
Quando a ganância é desmesurada e a negligência é atroz, acontece o que aconteceu no Elevador da Glória. Para um transporte secular que de repente se vê com 3 milhões de passageiros/ano, a manutenção tem de ser diária. Deixar uma infra-estrutura destas praticamente entregue à sorte, é um acto criminoso. Já o descarrilamento que ocorreu em 2018 não teve resultados catastróficos por mera sorte e também ele foi causado por falha de manutenção.
ResponderEliminarDesde dia 31 de Agosto que não havia contracto de manutenção. Não foi por 3 dias que se deu o acidente, mas pelo que alegadamente ficou por fazer, sabe-se lá desde quando. Quanto tempo mais iriam os eléctricos e elevadores ficar sem manutenção se não tem acontecido esta tragédia?
São 3M de passageiros ano a €4,20 ida e volta, só para o Elevador da Glória. Porque diabo se recusa um contrato de 1,9M que contemplava todos os elevadores? Gastou-se tudo na Web Summit?
Estamos em Portugal. Estou certo de que se vai provar de que tudo foi feito dentro das normas sem qualquer tipo de negligência na manutenção e que foi tudo uma inevitável obra do diabo que jamais poderia ter sido evitada.
Cumprimentos.
No desdobrável do centenário do elevador da Glória, de 1985, referem "uma lotação de 24 passageiros". No acidente, agora ocorrido, morreram 16 e ficaram feridos mais de 20 pessoas. Isso dá mais que 24 passageiros: não será que foi excesso de lotação a provocar o acidente?
ResponderEliminarCom os valores indicados pelo comentador Pedro Nogueira, a ganância de encher o elevador é muito tentadora!
O Ant.º Silva na «Canção de Lisboa» exclamava de gosma com todas as sílabas pela riqueza das tias — Oitocentos contos!
ResponderEliminarFazendo agora a prova, 3 000 000 x 4.20 € = 12 600 000 € (se forem 4,80 € que vi já nalgum lado vai para 14 400 000 €).
Aquilo não é o elevador do bairro alto; aquilo é a árvore das patacas em glória nas alturas. Nesta canção de Lisboa a música é a mesma mas não toca à Alice nem ao Vasco nem ao alfaiate nem ao sapateiro. As tias? Ora, são da província.…
Esta Lisboa perdeu a graça e cuidava-se na glória…
Anda tudo fora do propósito. Nada hoje é como importaria. Os elevadores fizeram-se para transporte do indígena encosta acima porque era custoso e facilitava a vida ao alfacinha; dava-lhe jeito no seu labor dia-a-dia. Tornaram-nos um brinquedo para excursionistas ociosos e a fazer muito, muito mais arranjo, mas foi aos ladrões da caixa das esmolas que se desunham à fossanga no meio desta merda toda. Nem sei se o passo da Carris ainda dá direito a passagem nos alevadores. Creio piamente que não.
Lisboa tornou-se num parque de diversões. Não é uma cidade. É uma grande Alfácia Disney para os Sapiens de fora virem brincar, e com os alfacinhas fazerem de trombalazanas de jardim zoológico: tocam a sineta se lhe derem uma moedinha. Se o parque de diversões se estraga é que é o diabo. Lá se descobre a fraude.
Como disse, massa crítica, neste país, já não há. Nem para entender, nem para fazer, nem para manter o que quer que seja. Mas se houvesse era escusada. A massa que importa é a que tilinta: essa vai toda para uns merdosos de turno que não valem um c…ralho, não fazem nada de jeito e nem entendem coisa nenhuma senão os cifrões. O que eu quero é que eles se f…dam!
Filhos duma grande p…ta!
Sem tirar nem pôr.
ResponderEliminarEm tempos idos, no Elevador da Glória, estando todos os lugares sentados já ocupados, havia direito a mais meia dúzia de lugares em pé na plataforma traseira. O guarda-freio não deixava entrar mais ninguém. Agora é como na carreira do 28. Só não vão no tejadilho porque não podem. Fossem as composições do Elevador da Glória iguais às do dia da inauguração e já tinham ido todos parar dentro do Condes.
ResponderEliminarVer foto:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcFEheqa3t1MGorrvkovhoZ7u1JPUMtV7ZO75GT390DV6Zkp2msxXY7j6zhJmqarheB_h9wcnsrCjP5QacnOK9U8PJk_d9ut5IogZZzOFccMwSa3oiPoC2qWSXv6L2utniAiXjn75MVu-_r1VEWxjhZ0MAuoQh0757CXhMLlG6slCj6lFGjelBqPJZ6DBG/s839/Elevador%20da%20Gl%C3%B3ria.0.1.1.jpg
O banco corrido de costas com costas do tejadilho chamvam-lhe a «imperial». Sempre espirituosos os alfacinhas em crismarem as coisas. O folheto fala nele. Diz que os que iam na imperial levavam com as ramadas do arvoredo nas fuças encosta a cima, encosta a baixo que era um regalo.
ResponderEliminarOlhe-os lá de chapéu alto todos regalados!
Cumpts.
Infelizmente.
ResponderEliminar(Meu avô paterno era de lá.)
Saudações minhotas!
O folheto dava três milhões de passageiros em 85 para uma lotação menor, sim. Hoje dão um valor anual igual para uma lotação maior por carro. A estarem correctos os tais três milhões há 40 anos e agora, deve o elevador fazer hoje menos viagens por dia. Talvez tenha horário de funcionamento mais reduzido.
ResponderEliminarO que acredito é que o funcionamenteo em sobrecarga, ainda que com menos tempo diário de uso, afecte maneira diversa a resitência do material, e não sei se o não esforçará mais por funcionar sempre mais perto do limite.
O zelo na manutenção preveniria isso e ouve-se muito dela agora, no caso.
A gosma na exploração parece indesmentida e o zelo na manutenção discute-se, agora, pois…
Ao depois, já li que a subcontratação de manutenção ali só entrou em 2018 por uma firma criada em 2017. Reinava em Lisboa o António Costa. Suponho que até aí era a própria Carris que a fazia.
Podemos conjecturar, especular. No fim saberemos alguma coisa, mas o pior, tirando mortos e feridos, será abafado.
Cumpts.
Consigo imaginar a cena :)
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