
(Jornal de Notícias, 16/III/25)
Assim como há carros que abalroam multidões, é muito natural que haja bandos (ou gangues, em português refinado) a atacá-los, aos carros. É coerente e talvez um justo castigo (para os carros), como justo é que o jornalismo justiceiro o ponha nestes exactos termos. Nada de bandos a assaltar, roubar carros, porque isso já se não usa, nem ninguém fala assim.
Das coleiras de bovinos (com ou sem G.P.S., uma sigla portuguesa para dizer localização geográfica em amaricano) fico na dúvida se não serão as cangas que jungem modernamente os jornalistas que redigem assim.
E não terem substituído o verbo "atacar" por "sair en transição" como se diz actualmente no futebol ...
ResponderEliminarSeria assim: "Gangue saía em transição a carros de fiéis à hora da missa" ...
O que é preciso é agradar a malta, ou melhor, alguma ... a que ainda vai mandando no jornalismo, cultura, artes, etc ... sempre os mesmos. Que lá vão continuando a ditar as regras, é uma realidade!
Abraço
Ditam as regras e ditam as próprias notícias. Notícia que lhes não cheire, ferram-na com o ingrazéu «fake» a querer convencer que é boato, mas sempre sem dizerem boato; ficava-lhes mal usar linguagem portuguesa tão comum. Uns finórios, eles são.
ResponderEliminarSão uns líricos, êsses oradores da bola.
Também reparei nessa moda da «transição»; parece-me que serve para o ataque e para o contra-ataque. Não tardarão de certo com a «transição defensiva»; as modas que são modas são para ser de uso geral, antes de perderem o chique. Até lá são chiques a valer
Abraço.