
Pintura mural de Manuel Lapa e Tomaz de Melo, Museu de Arte Popular.
In «Panorama : revista portuguesa de arte e turismo», n.º 35, 1948.
sábado, 29 de junho de 2024
Algarve: colorido rodapé numa terra de lendas
sexta-feira, 28 de junho de 2024
5 carradas de couves
quinta-feira, 27 de junho de 2024
terça-feira, 25 de junho de 2024
VF617TL
domingo, 23 de junho de 2024
Lisboa!…
sábado, 22 de junho de 2024
sexta-feira, 21 de junho de 2024
Interior original de um A.E.C. Regent III ou Regal da Carris
Ainda me lembro dos bancos estofados de couro verde aos gomos, as molduras das janelas em madeira envernizada, as cortinas de couro ou lona verde, o chão de ripas para se não escorregar, os frisos cromados. O único plástico era a fórmica dos painéis de tecto. No meu tempo já não havia chapeleira.
Não tinham ar condicionado, mas tinham quebra-sol ao longo das janelas e no óculo traseiro. Agora falem-me em ecologia, ou salvar o planeta ou lá o que é isso…
As reformas em fins de 60 nestes autocarros de um piso — os primeiros que vieram, ainda pelos anos de 1940 — puseram-lhe portas automáticas e alargaram-lhe as plataformas traseiras em metro, metro e meio, retirando-lhe todos os assentos atrás do eixo traseiro para poder ensardinhar melhor os passageiros. Entre eixos, acabaram por ter só bancos de 1 lugar e não de 2, para ensardinhar mais ainda o que se pudesse o nobre passageiro, que assim viajaria confortàvelmente [ou aconchegadamente] de pé nas amplas coxias.
Tem sido um aprimorar de qualidade que só visto. Parece-me que desde que o uso de chapéu caiu em desuso, ele é só barretes, mas ninguém repara. Já crescemos assim e a propaganda pinta a falta de qualidade ao contrário.
A fotografia é da inauguração da carreira 37, Rossio-Castelo, em 10 de Agosto de 1959 e é de Armando Serôdio, à guarda do archivo photographico da C.M.L.
quinta-feira, 20 de junho de 2024
De quando os verdes deram em laranjas

Autocarro 25A para a Portela (Urb. da), Terreiro do Paço, post 1976
Autocarros clássicos [sic], in Carris.
Em 75 vieram Volvos para a Carris. Dera-se a viradeira em 74 e amigos da situação, agora, em 75, eram os Suecos. Suecos que pouco antes nos combatiam humanitàriamente em África… Mas disperso-me: os Suecos são tão virtuosos que ajudam sempre à paz e à concórdia, mesmo só entre alguns…
Dera-se a viradeira, pois, e nada podia ficar como antes; era preciso mudar tudo. Nem que fosse só na aparência. Só a lembrança do passado!… Ainda agora…
Vieram autocarros novos para a Carris e mudou-se a cor do verde oficial para o laranja nacional. Não só na Carris, portanto, mas em tudo o que rolasse ou vogasse como transporte colectivo nacional-izado: os comboios, as camionetas da carreira, até os cacilheiros… Para os autocarros, a Volvo deve feito preço humanitário ou deixado escorrer comissãozinha em boa paz; o Rui Mateus há-de sabê-lo, de tanto que andou ele tratando lá com os Suecos para firmar cá a democracia; ou o socialismo democrático… Mas disperso-me outra vez: isto são memórias dum P.S. desconhecido que não vêm muito agora ao caso dos autocarros laranjas.
Vieram os Volvos e logo foram eles laranjas (cor de). Os verdes da frota não se iam em todo o caso e apesar de tudo jogar fora logo assim. Não! Talvez fosse vontade, mas naquele tempo eram os eléctricos que estavam mais na calha para liquidar. Bem que era imperativo mudar tudo, sim, mas calma! A seu tempo. Entretanto haviam de verter-se os verdes da frota em laranjas, a cor eleita dos amanhãs que já cantavam.
![«Fumarada de autocarros; Lisboa em hora de ponta», Campo Grande, [1984]. Cristóvão Leach, in Busworld Photography, 28/IX/08.](https://live.staticflickr.com/65535/53804407901_5bf5578cc4_h.jpg)
Fumarada de autocarros; Lisboa em hora de ponta, Campo Grande, 1984.
Cristóvão Leach, in Busworld Photography, 28/IX/08.
Não deixaram de me fascinar os novos Volvos laranjas quando os vi. Mas gostava mais dos velhos autocarros ingleses da Carris, de dois pisos e também dos pequenos, todos eles tão característicos com aquela cabina onde ia o motorista. E também gostava dos mais modernos dos verdes, pois então: os direitinhos, de que também havia pequenos; fascinavam-me desde que os vi com seu ar já moderno por 70 ou 71, a contrastar com os velhos que ainda tinham radiadores e faróis a fazer lembrar calhambeques. Ao depois então, os Volvos laranjas em 75 também me fascinaram. Mas tão só logo ali, quando foram novidade. Desencantaram-se-me depressa, não sei porquê… Sei: triviais, sensaborões, sem encanto, bem certo: levavam 90 passageiros de pé!…
Quando começaram a chegar os laranjas, a Carris, entre ir deitando alguns dos velhinhos para a sucata, foi pintando de laranja os talvez menos cansados. Estes foram naturalmente os direitinhos: os Daimlers fleetline e freeline e os A.E.C. Regent V — os de porta à frente…

Três gerações [de autocarros], Rossio, 1980.
Biblioteca de Wood, n.º 1449, in Flickr.
Por 1980 sobrava um punhado de Regents V ainda verdes, os tais de porta à frente, um ou outro direitinho dos mais modernos de dois pisos — uns que houve com duas portas — e alguns dos pequenos de três portas que normalmente faziam o 15, o autocarro das Portas de Benfica. Mas estes seriam uma questão de tempo, como foi, até acabarem laranjas.
Dos de porta atrás a ficarem laranjas é que, nada.

Dois quinzes para as Portas de Benfica, Cais do Sodré, 1980.
Biblioteca de Wood, n.º 1440, in Flickr.
Por esse tempo, lembra-me de ter pensado: — Hão-de pintá-los talvez no fim dos outros!… — Mas mais que coisa certa, era desejo, muito pouco provável quando reflectia nele. Eu gostava daqueles autocarros Regent III de porta atrás: podíamos saltar deles em andamento… — Espigadote já então por essa época, saltar dos autocarros em andamento era coisa que me calhava bem nas voltas que dava. — Mas no tal caso da pintura laranja, em melhor juízo, não deveria ele de vir a ser; no mais, somava-se que se não ajeitavam os de porta atrás a serem automatizados. Era uma época em que um carreira Automatizada. Cobrança pelo motorista era bem a face do futuro que os Volvos laranjas trouxeram: além de 90 sardinhas em pé, o motorista cobraria também o bilhete. Ainda assim pintaram muitos dos pequenos que andavam nas carreiras do B.º da Serafina e do Castelo e que mais por fietio que por defeito não podiam deixar de manter um pica. E duraram, estes…
Porém, dos de dois pisos nem um pintaram de laranja…

Dois A.E.C. Regent III nas carreiras 13 e 20, B.º da Serafina, 1982.
Miguel Rhodes, in Flickr.
Bem!… Talvez um afinal. Este que, recorda-me agora dumas vezes que passei na Av. da Índia no 43 e o entrevi na cor do futuro a cantar amanhãs por cima dos muros da estação de St.º Amaro.

A.E.C. Regent III V-2 — ex-n.º 283 da frota da Carris, St.º Amaro, 1983.
Miguel Rhodes, in Flickr.
No fim o futuro deveio amarelo, se bem que no geral o digam [o queiram, agora] a pender para o verde.
terça-feira, 18 de junho de 2024
Dyane e …
Lá vem o João Ancinho
Mais o seu belo carrinho
Leva os amigos à caça
Reza à deusa de caminho

Dyane e … Diana, Évora, 1987.
A. n/ id., in Colecção da Fundação Portimagem.
domingo, 16 de junho de 2024
No tempo das leitarias
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Fado da sardinha assada
Maria Albertina — Fado da Sardinha Assada
(Raúl Ferrão, Amadeu do Vale)
(Gravação de 1935, com Fernando Freitas e Casimiro Ramos (guitarra), Armando Machado (viola), reed. em em 1946, in RDZ — Radiodifusão Zonofone, 18/II/17.)
quarta-feira, 12 de junho de 2024
segunda-feira, 10 de junho de 2024
De António Valdemar, Chiado: O Peso da Memória
Chiado: O Peso da Memória / António Valdemar. — [s.l.] : Inapa, 1989. — 153 p. : Il.; 33cm.
* * *
Primeiras impressões (à p. 37): escrita escorreita; leitura agradável; informes interessantes.
O A. parece que é o decano dos jornalistas; tem a carteira n.º 1 da profissão.
Natural de S. Miguel, mandaram-no em moço estudar em Lisboa; no Colégio Moderno. Li que se tornou amigo do filho do reitor do colégio, que fôra padre, por birra de não querer ir à missa. O filhote do reitor apoiou-o… Também li na Casa das Aranhas que amadureceu bem: mais tarde fez profissão de fé na loja Tolerância… A quanto podem chegar as birras de ir à missa…

Colégio Moderno, Estr. de Malpique, c. 1937.
Mário Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.
De missas, pois, diz o A. no posfácio que era assíduo nas diversas tertúlias que ainda há uns sessenta anos animavam o Chiado. Enumera-as e é interessante: era a do Quilino, na Bertrand; a do Sérgio, na Sá da Costa; a de Almada, Jorge Barradas, Abel Manta, Eduardo Viana, David Benoliel, e Mário Novais na Brasileira. Abancou também por ali com o olisipógrafo Matos Sequeira…
Frequentador das últimas tertúlias do Chiado, conhecedor da obra dos olisipógrafos, daqui, por conseguinte, o livro. Redigido na Ribeira Grande logo em Setembro de 88 ainda o Chiado estava quente do incêndio de 25 de Agosto, é um resultado daquele conhecimento e vivência do A., e do convite do editor Fernando Chaves Ferreira logo em 26 de Agosto, um dia depois do incêndio. Se houve reconstrução do Chiado feita ràpidamente, e bem, foi esta, em livro, cuja concepção se sucedeu como digo e cuja edição é de Agosto de 89, um ano após o incêndio.
Não me lembro quando nem como me chegou às mãos este exemplar, que está autografado com dedicatória do A.:
Para o Manolo Segura (amigo como só ele sabe ser!) esta introdução ao conhecimento de um Chiado histórico e cultural.
Com o abraço fraterno do Antonio [sic] Valdemar
Novembro 14 de 1992.
Não sei o pai do filho da baronesa de Thyssen o leu ou se gostou. Do abraço, fraterno, desconfio se não é coisa de irmãos…
O que sei é que, resultado numa outra medida do incêndio do Chiado, este Chiado; o Peso da Memória que me calhou bem de ler ontem, não ardeu.
Não ardeu, mas apanhou água.
O manchado da capa em baixo, o ondulado das páginas no pé, uma ou outra página grudada são marcas dum outro sinistro. Felizmente os danos pela água são mínimos e o estrago não deitou o livro a perder. Salvo para o Manolo, mas não sei se lhe importou por aí além!…
Profusamente ilustrado, ilustração ecléctica — o desenho das Portas de Santa Catarina de Alberto de Souza não no conhecia, e nunca o vi em mais lugar nenhum —, a resenha histórica e cultural do Chiado é rica de informes e de contexto e cheia de interesse. A parte final sobre o incêndio é reportagem; relata o acontecido, contém as respostas do Siza e do Abecassis ainda no rescaldo da tragédia a perguntas do A. sobre o que haveria a esperar depois dela e acrescenta um apêndice com os pareceres e a legislação paridos para resolver a desgraça.
Por fim, a bibliografia é preciosa.
Nota final: o A. quando refere a Rainha Santa Isabel di-la sòmente rainha Isabel. Para irmão descrente (ou crente, afinal) não está mal; não na diz santa nem ao menos dona, mas vá lá que em cima (ou abaixo) do desprezo no-la não deprecia ainda mais em sogra…
domingo, 9 de junho de 2024
sábado, 8 de junho de 2024
O Catatau
O Catatau era uma referência entre os que tiveram de estudar o código de estrada. Todos os livros que formaram os portugueses que têm agora entre 40 e 80 anos, foram escritos por esta personagem tornada marca. E como quase todos os que se transformam numa marca deixou de ser visto como uma pessoa. Ninguém terá pensado duas vezes sobre João Catatau, mas há milhões de portugueses que sabem que existiu.
Como não conhecer o português que vendeu mais livros do que Saramago, António Lobo Antunes e José Rodrigues dos Santos juntos?
João Catatau morreu.
E não houve uma notícia.
Foi como se não tivesse acontecido ou como se ele nunca tivesse existido.
Ao pesquisar dei por um artista da bola e por um homicida, os dois brasileiros e os dois Catatau, mas do João nem uma referência. Nem um apontamento acerca da morte do engenheiro agrónomo que nunca chegou a sê-lo. O homem que enriqueceu com o código da estrada, que disso fez profissão e depois arte. O homem que ensinou meio mundo a conduzir, que fundou uma empresa que dominou o mercado e que nunca deixou os seus créditos em searas alheias.
Quando um dia lhe perguntaram, certamente que para gozar o prato, se tinha carta de pesados, respondeu:
— «De pesados, de ligeiros, de autocarros, de tractores e de motociclos».
E tinha mesmo.
Não brincava em serviço.
O João Catatau reformou-se e foi viver para o Brasil. Não sei onde morreu, se lá ou se cá. Sei que partiu incógnito o homem que mais livros vendeu em Portugal.
Tinha 78 anos e não houve uma única notícia.
É bem possível que se tenha feito à estrada.Luís Osório, in Livro das Fuças, 1/VI/24.
Imagens: «Código da Estrada pela imagem», A.C.P.., 1956; «Mobil Oil Portuguesa» (publicidade em publicação n/ id. — adaptada), 1958; in Col. da Fundação Portimagem.
E.M.E.L., versão 1940

Parelha de animéis da E.M.A.L. (*) recolhendo o dinheirinho dum parquímetro na Av. Ant.º Augusto de Aguiar, Lisboa, c. 1940.
Museu da F.P.C., in Flickr.
(*) Empresa da Multa ao Automobilista em Lisboa.
sexta-feira, 7 de junho de 2024
Praia do Restelo tomada da Torre de S. Vicente a par de Belém

Panorâmica sobre a praia do Restelo e do Mosteiro dos Jerónimos, Belém, c. 1880.
A. n/ id., in Colecção da Fundação Portimagem.
quarta-feira, 5 de junho de 2024
No tempo das avenidas (Lisboa com horizonte)

184. Lisboa – Vista parcial. Postal ilustrado, c. 1932.
Ed. n/ id, in Colecção Portimagem.
terça-feira, 4 de junho de 2024
sábado, 1 de junho de 2024
Epifenómenos do calendário vigente
Em 1 de Junho de 1979 produziu-se uma confluência sideral ímpar. Os da rua de cima é que ma descobriram e de tão extraordinário fenómeno estelar acabei, qual base lunar Alfa do Espaço 1999, lançado fora da minha órbita. Mas o 30 repôs-me ao depois na órbita certa...
Que sucedeu?
Deu-se o dia mundial da criança no ano internacional da dita.
Desde então não sei eu doutro ano internacional da criança, mas dias da criançada tem-nos havido. Dois por ano como ùltimamente os dias das mães. A saber:
- o Natal -- que não é, não deve, e sobretudo não pode ser mundial porque... é cristão; e muito menos convém sê-lo (mundial) por ser... católico, apesar de católico querer justamente dizer universal -- nem Natal convém já muito que se lhe chame; fomente-se sòmente para aí o comércio e a publicidade aos brinquedos; mas já lá vamos...
- o dia mundial da criança -- o 1 de Junho -- escolhido pelos pagãos para irem diluindo o espírito (ou apropriarem-se dele) do calendário cristão.
Se é conhecida a história de sublimação de inúmeras festas pagãs no calendário cristão como forma de transmissão do cristianismo aos povos, tentadora seria a explicação agora por um fenómeno de paganização inverso que se parece notar. Todavia com o apagar do paganismo não se deu a dessacralização que actualmente se observa. Muito menos se deu o caso de duplicação de eventos festivos que se desenrola hoje. Revela-se nisto, pois, a chave do novo fenómeno festivo-profanador: o comércio.
Quando a religião mercantil descobriu que o lema Natal é quando o homem quiser se reproduzia com maior proveito enquanto modelo de feira, os feirantes logo transvestiram profanamente o dia da Imaculada Conceição em Dia da Mãe, investindo cabedais na sua posterior mudança para data mais propícia ao trato. Do modelo aplicado aí temos a replicação de dias de prendinhas e consumo moralmente compulsório como o S. Valentim dos namorados ou carnavais duas vezes ao ano com haluínicos mortos-vivos pedindo guloseimas, como que alçando a perna na tumba dos Fiéis Defuntos.
Temos pois que o dia mundial da criança não passa dum redobro profano do Natal pelos sacerdotes de Mamom que impuseram ritos como o dos homens metrossexuais ou de irem as mulheres à bola para atingirem aquela clientela que escapava ao negócio dos cosméticos e do futebol.
Houvesse porventura mais dias o calendário ...
(Ilustração: Maria Keil, 1979 — Ano Internacional da Criança.)
Publicado originalmente em 1 de Junho de 2015 à mesma hora. Revisto às 11h11 da noite.



![«Isto é Portugal» [Portugal é isto], A Bola, 23/VI/24.](https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc81884a8/22656772_mZqaZ.jpeg)
![Fragata [i.é, varino] carregada com saccas — n.º 26, Rio Tejo ao largo da Ribeira das Naus (Lisboa), [s.d.]. A. n/ id. in archivo photographico da C.M.L.](https://live.staticflickr.com/65535/53808609630_082ca63d76_h.jpg)





![«Chiado: O Peso da Memória» / António Valdemar. — [s.l.] : Inapa, 1989. — 153 p. : Il.; 33cm. — Col.: «O Espírito do Lugar».](https://live.staticflickr.com/65535/53781978964_6258085128_h.jpg)

![Chiado: O Peso da Memória / António Valdemar. — [s.l.] : Inapa, 1989. — 153 p. : Il.; 33cm. — Col.: O Espírito do Lugar.](https://live.staticflickr.com/65535/53780718062_d4aa360c7d_h.jpg)



![Chiado: O Peso da Memória / António Valdemar. — [s.l.] : Inapa, 1989. — 153 p. : Il.; 33cm. — Col.: O Espírito do Lugar.](https://live.staticflickr.com/65535/53782077160_dc3e573ff1_h.jpg)


![A.C.P., «O Código da Estrada pela Imagem», [s.l.] 1956.](https://live.staticflickr.com/65535/53510016918_789f0e9fb8_b.jpg)


