Manias nem coisa parecida. O Mundo Português, por onde estiveram os portugueses e por lá deixaram nomes e costumes, está em todas as partes do globo. Desde o Japão, Austrália, Malaca, Índia, África, Brasil e Sacramento, até ao Canadá e Oeste Americano por lá estiveram os portugueses através dos séculos.
Certo, mas a Conferência de Berlim 1884/85 com a divisão de África não queriam saber disso. Não fora a presença dos portugueses no litoral de algumas regiões de África ficaríamos sem a possessão desses territórios para franceses, alemãs e ingleses, como aconteceu em anos anteriores noutras paragens para os holandeses.
Ó meu amigo! Desde que os Portugueses se afoitaram ao mar e extenderam seus domínios — muito até por se não quererem meter em questões de castelhanos e doutros dalém Pirenéus — que essoutros daí, de lá, pouco inventivos, mas mui cobiçosos, sempre lhe procuraram lançar a gadanha. É com isto que vêm a fabricar as Gùianas, êsses entalhes açucarados esculpidos do Brasil português e tão a jeito de lhe não deixar falecer, a essoutros, um quinhão do rendoso trauto açucareiro. A êsses gulosos do açúcar do Novo Mundo, não lhe caíram os dentes, mas a geometria do encontrão e do latrocínio fazia em si escola já desde a pirataria atlântica (não sabiam navegar até mais longe) contra as naus da carreira da Índia. E de tal maneira lhes corre a inveja no sangue que só lhes podia infectar os bestuntos, como infectou, com sciência de régua e esquadro na partilha de África. Alemães e Belgas, p. ex., incompetentes antes e após a conferência de Berlim na fabricação de impérios (ou reinos metropolitanos homogéneos que fosse), mas inchadíssimos de bazófia, melhor não arranjaram do que imperialmente se instalarem em África a abocanhar talhões portugueses. O Sudoeste africano alemão, o Sudeste africano alemão e a coutada pessoal de Leopoldo II, rei dos Belgas, são exemplos acabados duma velha história de esbulho e parasitagem advinda de terras de puritanos, modernamente sublimada nos foros do Direito Internacional e do concêrto das nações com o lindo nome de «autodeterminação dos povos», uma habilidade neocolonial. Aqueles outros (isto é irónico), brutos como bárbaros ou covardes como ratos, logo houveram de perder em África os impérios que nunca construíram e lhes fôram servidos de bandeja. Por cá também fizeram escola.
O trabalho que isto deu e já nem saudade pode haver!…
Ai, credo, tanta gente sexualmente reprimida. Devem ter ido a África fazer mais um aborto.
ResponderEliminarSexualmente?!… Confesso-lhe que tive parar, olhar, para pensar.
ResponderEliminarPercebo-o.
Cumpts.
"Imagem dum outro mundo...Português".
ResponderEliminarAté parecem estrangeiros.
Cumpts.
Bem vejo, mas não assimilou o mundo português, de sempre, estrangeiros?
ResponderEliminarSalvos os que se não querem assimilar.
Cumpts.
E mesmo que fossem aqui estrangeiros de passagem… Deixa o mundo da imagem de ser português?
ResponderEliminarManias!
Manias nem coisa parecida.
ResponderEliminarO Mundo Português, por onde estiveram os portugueses e por lá deixaram nomes e costumes, está em todas as partes do globo. Desde o Japão, Austrália, Malaca, Índia, África, Brasil e Sacramento, até ao Canadá e Oeste Americano por lá estiveram os portugueses através dos séculos.
Cumpts
Lista do Império Português.
ResponderEliminarhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_territ%C3%B3rios_do_Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs#B
Cumpts.
Se mais mundo houvera, lá chegara.
ResponderEliminarApagada e vil tristeza, agora.
Paciência!
Tal como o percebi, V. percebeu aonde quis eu chegar. Mas, que fazer? Cartilhas. Espírito de contradição, sei lá!…
ResponderEliminarCumpts.
Certo, mas a Conferência de Berlim 1884/85 com a divisão de África não queriam saber disso.
ResponderEliminarNão fora a presença dos portugueses no litoral de algumas regiões de África ficaríamos sem a possessão desses territórios para franceses, alemãs e ingleses, como aconteceu em anos anteriores noutras paragens para os holandeses.
Cumpts.
Em perigos e guerras esforçados…
ResponderEliminarÓ meu amigo!
Desde que os Portugueses se afoitaram ao mar e extenderam seus domínios — muito até por se não quererem meter em questões de castelhanos e doutros dalém Pirenéus — que essoutros daí, de lá, pouco inventivos, mas mui cobiçosos, sempre lhe procuraram lançar a gadanha. É com isto que vêm a fabricar as Gùianas, êsses entalhes açucarados esculpidos do Brasil português e tão a jeito de lhe não deixar falecer, a essoutros, um quinhão do rendoso trauto açucareiro. A êsses gulosos do açúcar do Novo Mundo, não lhe caíram os dentes, mas a geometria do encontrão e do latrocínio fazia em si escola já desde a pirataria atlântica (não sabiam navegar até mais longe) contra as naus da carreira da Índia. E de tal maneira lhes corre a inveja no sangue que só lhes podia infectar os bestuntos, como infectou, com sciência de régua e esquadro na partilha de África. Alemães e Belgas, p. ex., incompetentes antes e após a conferência de Berlim na fabricação de impérios (ou reinos metropolitanos homogéneos que fosse), mas inchadíssimos de bazófia, melhor não arranjaram do que imperialmente se instalarem em África a abocanhar talhões portugueses. O Sudoeste africano alemão, o Sudeste africano alemão e a coutada pessoal de Leopoldo II, rei dos Belgas, são exemplos acabados duma velha história de esbulho e parasitagem advinda de terras de puritanos, modernamente sublimada nos foros do Direito Internacional e do concêrto das nações com o lindo nome de «autodeterminação dos povos», uma habilidade neocolonial.
Aqueles outros (isto é irónico), brutos como bárbaros ou covardes como ratos, logo houveram de perder em África os impérios que nunca construíram e lhes fôram servidos de bandeja. Por cá também fizeram escola.
O trabalho que isto deu e já nem saudade pode haver!…
Cumpts.