Ainda bem que voltou ao tema do mau português falado e escrito. Vem mesmo a calhar.
Os tratos de polé que sofre a nossa língua por obra e graça daqueles que a querem abastardar, teve início a partir do dia em que puseram os pés em Portugal no pós 25 de Abril de 74.
Senhores jornalistas, comentadores, políticos, etc., por amor de Deus deixem-se de estrangeirismos. É feio e desnecessário, além de desrespeitar o nosso idioma que é rico na sua imensa diversidade.
Por favor deixem-se de repetír à exaustão o substantivo "detalhe" em lugar do portuguesíssimo "PORMENOR". "Detalhe" é um vocábulo comum à língua espanhola, brasileira, italiana, francesa, inglesa e norte-americana. E estes povos usam-no porque não possuem um sinónimo substituto. O português tem tradução para todas línguas estrangeiras e no caso em análise a tradução para 'detalhe' é PORMENOR.
Resumindo: senhores jornalistas, políticos, comentadores, escritores, historiadores, etc., no discurso falado e escrito não digam/escrevam 'detalhe' e sim PORMENOR. Obrigada. Maria
O exemplo do "p" mudo no nome próprio "Baptista", que serve para abrir a vogal anterior, é excelente. Há muito possuidor deste apelido que escreve o nome sem o "p", o que acho mal, mas quem o faz lá saberá o motivo. Quanto a mim são modernices.
As e os jornalistas das televisões deviam ler ou escrever 100 vezes numa folha este precioso ensinamento, assim ao lerem/dizerem as notícias evitariam fechar as vogais que devem abrir (e abrir as que devem fechar) e tal acontece por essas vogais precederem uma consoante. Isto significa que estamos perante uma sílaba tónica que não necessita levar sinal gráfico. Maria
Não se sabe, se de baptismo ou comercial, temos o 'famoso' rapaz alfaiate Battista, que todos os dias veste um híbrido que «gosto de andar bem arranjado» Encontramos com a grafia Battista na Córsega.
Mas eles e elas dizem 'adôção' e 'adutar' por uma de duas razões: ou as notícias impressas que lhes dão para as mãos já vêm mal redigidas e os/as jornalistas repetem os erros por julgarem estar tudo correctamente escrito; ou os que assim falam aprenderam as regras gramaticais através de professores, de certeza quase todos comunas, que se regem/regiam pelas normas estabelecidas no AO90.
E os pseudo linguístas que lhe deram origem, como sabemos, só se limitaram a dar continuidade aos ditames dos revolucionários feitos à pressa, que tudo quanto quiseram desde o dia em que pisaram solo português foi, dentre outros crimes sem perdão, destruir a maravilhosa língua portuguesa. Maria
É o retorno da escrita sobre a oralidade. Desde que ceifaram os cc e os pp há dez anos que era previsível. Não querem crer. Até os brasileiros, que martelam melhor as vogais átonas, dizem à-dô-ção há décadas por terem ceifado de lá a consoante. Cumpts.
Atenção, a primeira sílaba é átona. Apenas o timbre do 'a' é aberto. E precisamente de ser átona e carecer de modulação especial á e não â o deve o 'p' etimológico estar lá para marcá-lo. Gonçalves Vianna dixit. Cumpts.
Referia-me ao apelido 'Battista' fazer ou não parte do nome do rapaz. Pode ser que seja uma marca comercial. É um facto que a origem é o latim baptistae, mas noutras línguas latinas aparecem bautista (galego, espanhol), battezzatore (italiano) e battista na Córsega. Julgo que por cá foi a reforma de 1945 que mudou a grafia para baptista usada no AO de 1943.
O «p» latino ora é assimilado por ditongação à silaba precedente (Bautista, que também é forma portuguesa arcaica), ora é assimilado à sílaba seguinte como no italiano o corso, como refere, e cuido que o sardo &c. A fronteira dum caso e doutro vejo-a grosso modo pelas Baleares. O fenómeno de ditongação de dígrafos 'cc' 'ct' e 'pt' latinos é vulgaríssimo na formação do português: Em muitos casos a reintrodução dos 'cc' e 'pp' por via erudita apagou as formas antigas na escrita e trouxe nova dicção. A aversão dos falares à sucessão consonântica, que ditara a ditongação daqueles dígrafos num caso ou a assimilação à sílaba seguinte noutros, tornou a fazer-se sentir no caso do Português com uma vocalização forte da vogal precedente como em á-to, aspé'to, Bá-tista, &c., cujas formas mais antigas foram auto (esta subsiste), aspeito, Bautista… Cumpts.
O problema do português é que sem o «encosto» da consoante etimológica, a vocalização aberta desaparece. O fenómeno surge claríssimo quando lemos «receção» por «recepção» e na mente formamos o som de «recessão»; bem assim o ex. apresentado de «Batista» ressoar como «calista» ou «fadista».
O Formulário Ortográfico de 1943 só valeu no Brasil porque não considerava o caso da prosódia portuguesa justamente nos casos como o de Baptista. Além de conter profusas incoerências em famílias de palavras como caráter/caracteres, Egito/egípcio, jato/jactância, teto/tectónico e assim por diante. Asneirada logo vista e atalhada em 1945 por ambas Academias, mas que vicejou estrondosamente em 1990 a ponto de se tornar oficial e até científica. Sic transit gloria mundi. Cumpts.
Que marabvilha de pinturas. Todos os retratos são pequenas/grandes obras de Arte. Pelo menos para mim.
Poderei acrescentar ao debate que os dois "tt" nos substantivos próprios e comuns italianos serviam/servem para abrir a vogal precedente. No estudo e elaboração da língua portuguesa os nossos linguístas optaram (e bem) pelo "pt" para obter a mesma fonética. A nossa sintaxe exigia-o.
Já reparou que os jornalistas, políticos, escritores, comentadores, etc. no discurso falado e escrito não empregam o Modo Conjuntivo dos verbos nas frases que o exigem? Soa pèssimamente a quem os nouve. Será este modo coxo de falar português consequência da adopção por estas personagens semi-incultas do tenebroso AO90? Deve ser. Maria
"Que é lá isso"?! Eis vários verbos no mesmo modo, tempo e pessoas. PRESENTE DO CONJUNTIVO: QUE EU PROCURE; QUE TU DECIDAS; QUE ELE DIGA; QUE NÓS INVESTIGUEMOS; QUE VÓS FAÇAIS; QUE ELES REPRESENTEM. Qual é a novidade? ;)Maria
Ainda bem que voltou ao tema do mau português falado e escrito. Vem mesmo a calhar.
ResponderEliminarOs tratos de polé que sofre a nossa língua por obra e graça daqueles que a querem abastardar, teve início a partir do dia em que puseram os pés em Portugal no pós 25 de Abril de 74.
Senhores jornalistas, comentadores, políticos, etc., por amor de Deus deixem-se de estrangeirismos. É feio e desnecessário, além de desrespeitar o nosso idioma que é rico na sua imensa diversidade.
Por favor deixem-se de repetír à exaustão o substantivo "detalhe" em lugar do portuguesíssimo "PORMENOR". "Detalhe" é um vocábulo comum à língua espanhola, brasileira, italiana, francesa, inglesa e norte-americana. E estes povos usam-no porque não possuem um sinónimo substituto. O português tem tradução para todas línguas estrangeiras e no caso em análise a tradução para 'detalhe' é PORMENOR.
Resumindo: senhores jornalistas, políticos, comentadores, escritores, historiadores, etc., no discurso falado e escrito não digam/escrevam 'detalhe' e sim PORMENOR. Obrigada.
Maria
Um caso perdido.
ResponderEliminarCumpts.
Palavra que já não me lembrava:)
ResponderEliminarO exemplo do "p" mudo no nome próprio "Baptista", que serve para abrir a vogal anterior, é excelente. Há muito possuidor deste apelido que escreve o nome sem o "p", o que acho mal, mas quem o faz lá saberá o motivo. Quanto a mim são modernices.
As e os jornalistas das televisões deviam ler ou escrever 100 vezes numa folha este precioso ensinamento, assim ao lerem/dizerem as notícias evitariam fechar as vogais que devem abrir (e abrir as que devem fechar) e tal acontece por essas vogais precederem uma consoante. Isto significa que estamos perante uma sílaba tónica que não necessita levar sinal gráfico.
Maria
Mas não! Já os ouço é dizer «adôção» e «adutar». E ao Babuche também, mas este só falou como deve ser quando quando ainda andava de fraldas.
ResponderEliminarCumpts.
Não se sabe, se de baptismo ou comercial, temos o 'famoso' rapaz alfaiate Battista, que todos os dias veste um híbrido que «gosto de andar bem arranjado»
ResponderEliminarEncontramos com a grafia Battista na Córsega.
Mas eles e elas dizem 'adôção' e 'adutar' por uma de duas razões: ou as notícias impressas que lhes dão para as mãos já vêm mal redigidas e os/as jornalistas repetem os erros por julgarem estar tudo correctamente escrito; ou os que assim falam aprenderam as regras gramaticais através de professores, de certeza quase todos comunas, que se regem/regiam pelas normas estabelecidas no AO90.
ResponderEliminarE os pseudo linguístas que lhe deram origem, como sabemos, só se limitaram a dar continuidade aos ditames dos revolucionários feitos à pressa, que tudo quanto quiseram desde o dia em que pisaram solo português foi, dentre outros crimes sem perdão, destruir a maravilhosa língua portuguesa.
Maria
É o retorno da escrita sobre a oralidade. Desde que ceifaram os cc e os pp há dez anos que era previsível. Não querem crer. Até os brasileiros, que martelam melhor as vogais átonas, dizem à-dô-ção há décadas por terem ceifado de lá a consoante.
ResponderEliminarCumpts.
De certeza, até chegaram à Conferência Episcopal Portuguesa que no seu Comunicado, de 2 de Maio, escreve batismo em vez de baptismo.
ResponderEliminarAtenção, a primeira sílaba é átona. Apenas o timbre do 'a' é aberto. E precisamente de ser átona e carecer de modulação especial á e não â o deve o 'p' etimológico estar lá para marcá-lo. Gonçalves Vianna dixit.
ResponderEliminarCumpts.
De há muito que as mitras se prestam a todos os fretes. E agora bem lhe comem as papas na cabeça. Mas não entremos por aí.
ResponderEliminarCumpts.
Referia-me ao apelido 'Battista' fazer ou não parte do nome do rapaz. Pode ser que seja uma marca comercial.
ResponderEliminarÉ um facto que a origem é o latim baptistae, mas noutras línguas latinas aparecem bautista (galego, espanhol), battezzatore (italiano) e battista na Córsega.
Julgo que por cá foi a reforma de 1945 que mudou a grafia para baptista usada no AO de 1943.
O «p» latino ora é assimilado por ditongação à silaba precedente (Bautista, que também é forma portuguesa arcaica), ora é assimilado à sílaba seguinte como no italiano o corso, como refere, e cuido que o sardo &c.
ResponderEliminarA fronteira dum caso e doutro vejo-a grosso modo pelas Baleares.
O fenómeno de ditongação de dígrafos 'cc' 'ct' e 'pt' latinos é vulgaríssimo na formação do português:
Em muitos casos a reintrodução dos 'cc' e 'pp' por via erudita apagou as formas antigas na escrita e trouxe nova dicção. A aversão dos falares à sucessão consonântica, que ditara a ditongação daqueles dígrafos num caso ou a assimilação à sílaba seguinte noutros, tornou a fazer-se sentir no caso do Português com uma vocalização forte da vogal precedente como em á-to, aspé'to, Bá-tista, &c., cujas formas mais antigas foram auto (esta subsiste), aspeito, Bautista…
Cumpts.
O problema do português é que sem o «encosto» da consoante etimológica, a vocalização aberta desaparece. O fenómeno surge claríssimo quando lemos «receção» por «recepção» e na mente formamos o som de «recessão»; bem assim o ex. apresentado de «Batista» ressoar como «calista» ou «fadista».
ResponderEliminarO Formulário Ortográfico de 1943 só valeu no Brasil porque não considerava o caso da prosódia portuguesa justamente nos casos como o de Baptista. Além de conter profusas incoerências em famílias de palavras como caráter/caracteres, Egito/egípcio, jato/jactância, teto/tectónico e assim por diante.
ResponderEliminarAsneirada logo vista e atalhada em 1945 por ambas Academias, mas que vicejou estrondosamente em 1990 a ponto de se tornar oficial e até científica.
Sic transit gloria mundi.
Cumpts.
De alfaiate e de Battista, o mais elegante é do João.
ResponderEliminarCumpts.
Que marabvilha de pinturas. Todos os retratos são pequenas/grandes obras de Arte. Pelo menos para mim.
ResponderEliminarPoderei acrescentar ao debate que os dois "tt" nos substantivos próprios e comuns italianos serviam/servem para abrir a vogal precedente. No estudo e elaboração da língua portuguesa os nossos linguístas optaram (e bem) pelo "pt" para obter a mesma fonética. A nossa sintaxe exigia-o.
Já reparou que os jornalistas, políticos, escritores, comentadores, etc. no discurso falado e escrito não empregam o Modo Conjuntivo dos verbos nas frases que o exigem? Soa pèssimamente a quem os nouve. Será este modo coxo de falar português consequência da adopção por estas personagens semi-incultas do tenebroso AO90? Deve ser.
Maria
Modo conjuntivo. Que é lá isso?! 🤔
ResponderEliminarCumpts.
Sobre o conjuntivo, há aquela da professora perguntar à aluna o presente do conjuntivo o verbo matar e a aluna... não sair da segunda pessoa.
ResponderEliminarvamos lá agora, que não saía a aluna da 1.ª.
ResponderEliminarSe soubesse conjugar.
"Que é lá isso"?! Eis vários verbos no mesmo modo, tempo e pessoas. PRESENTE DO CONJUNTIVO: QUE EU PROCURE; QUE TU DECIDAS; QUE ELE DIGA; QUE NÓS INVESTIGUEMOS; QUE VÓS FAÇAIS; QUE ELES REPRESENTEM.
ResponderEliminarQual é a novidade?
;)Maria
Pois, mas parece que já esqueceu. E a gramática normativa é uma ditadura que deve ser democratizada, nem que seja à bazuca.
ResponderEliminarCumpts.
Há palavra portuguesa para pormenor, que é tão estrangeiro (espanhol) como detalhe (francês): use-se minúcia ou minudência.
ResponderEliminarSim. Miudeza também. Tratei-a aqui.
ResponderEliminarCumpts.