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sexta-feira, 22 de maio de 2020

A Perna de Pau (Reminiscencias d' um Geographo)

«A Perna de Pau», in «O Antonio Maria», N.º 28, 11 de Dezembro de 1879


«A Perna de Pau», in O Antonio Maria, N.º 28, 11 de Dezembro de 1879.

5 comentários:

  1. Visitando os vários 'O António Maria' aqui sugeridos, podemos observar como naquele tempo, finais do século dezanove, e na primeira década do século vinte, julgo até 1911, se escrevia não com as 'amaricanices' de agora mas com galicismos e anglicismos bem desnecessários.
    Mas, observando este 'O António Maria' reparamos no dezenove à brasileira e no afim, não sei se por gralha, que deveria ser a fim.
    Do resto, são textos com ironia ao momento político da época, com grande sentido de humor.
    Em determinado texto e lembrando-me do momento actual, aparece shake-hands quando poderia mito bem aparecer escrito aperto de mãos.

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  2. Mandarinia24/5/20 07:38

    Caro BIC,

    Suponho que o texto denota um Portugal que já se queria cosmopolita (que depois os arautos dessa tendência se tenham desiludido, parece estar hoje esquecido). Embora se esforcem por não esquecer a Tia Gertrudes, que nem aceitou ser retratada. Seria ela a representante de uma época que se perdia rapidamente para os que acima de tudo queriam fama e reconhecimento?
    Apesar de tudo fica o registo de uma escrita bem mais bonita e escorreita do que o que hoje nos aparece.
    Gostei da data, afinal 11 de Dezembro, é o meu dia de anos.

    Cumprimentos

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  3. Eram tempos de coisas à franceza. E no entanto Eça pendeu muito nessa Cidade e as Serras. Fradique Mendes, que — escreve ele a Oliveira Martins —, correspondia-se com toda a sorte de gentes várias, all sorts of men, como se diz na Bíblia desta terra. Ele escreve a poetas como Baudelaire, a homens de estado como Beaconsfield, a filósofos como S. Antero, e a elegantes como (não me lembra agora nenhum elegante a não ser o Barata Loura) e a personagens que não são nada disto, como o Fontes, é o expoente desse claro dilema.
    Cumpts.

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  4. Sim. Sobretudo galicismos. Eça foi grande mestre até nisso, mas a coisa vinha de trás
    Já Camillo foi sempre mais castiço. O que o torna mais difícil de ler hoje, paradoxalmente.
    O dezenove à brasileira é á antiga portugueza (ou á brazileira, se quizermos, o que dá no mesmo).
    Cumpts.

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  5. Grata pela indicação.

    Cumprimentos

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