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terça-feira, 28 de abril de 2020

Portugal, 1140-1940


Doutor Salazar, Portugal, 1940.
Portimagem, in Flickr.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Do social, dos sociais &c.

«Distanciamento social»; 129 milhões de resultados (Google, 27/IV/2020)

 O distanciamento, esse acto de se pôr à distância, à margem, refinou-se. Entrou no chic socializante das televisões. E ai de que apareça sem o social !  Ficava-lhe muito mal. Como às oportunidades, que há muito nada brilham sem a indispensável janela.
 Distanciamento, só social, portanto.
 Isto mesmo com as redes, sempre e só ditas sociais pelo chic bem-falante que nos teleatrofia o pensamento, os modos e a linguagem, mas que diz que aproximam, quebrando a distância.


  O social e os sociais, finamente aplicados ao distanciamento e às redes, dão, portanto, para tudo mais o seu contrário. Deve ser isto o socialismo.


Celebração fúnebre do grande acidente nacional, S. Bento, 2020 (Fotografia da Lusa, i.é, brasílica)
Celebração fúnebre do grande acidente nacional, S. Bento, 2020.
Fotografia da Lusa, i.é, brasílica.

Rua Alexandre Corvo (sic) em Lisboa ou a geração mais preparada de sempre

Rua Alexandre Corvo (sic), Carris, Novembro de 2019
Informação dos «Autocarros de Lisboa» (Carris?), Novembro de 2019.

Clinanseife ou o novíssimo-chique em forma de selo

 Dantes havia papel selado, agora há selo clean & safe.
 Para bom entendedor: dantes havia Portugal; ao depois acabou.


Safe & Clean, observador, 25/4/20
(«Clean & safe» por by Turismo de Portugalin Observador, 25/IV/2020.)

domingo, 26 de abril de 2020

Monte mor sobre o Mondego


José Hermano Saraiva, A Lenda do Abade João
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 24/IV/1996)

Termo antigo de Lisboa, c. 1940

Palacete (Estr. de Sacavém/R. Alves Torgo, 256), Lisboa (E. Portugal, c. 1940)
Quinta do Bacalhau à Estrada de Sacavém, Areeiro (prox.), c. 1940.
Fototipia animada de original de Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

Lisboa novíssima, c. 1960

Praça de Londres, Lisboa (A. Pastor, c. 1960)
Praça de Londres e igreja de São João de Deus, Lisboa, c. 1960.
Fototipia animada dum original de Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

sábado, 25 de abril de 2020

2,5 de Abril

Observador, 2500 de Abril de…


Observador, 2500 de Abril de… couve & 19.

Pub

Assim, sim… (cigarros Sintra — in «Diana, revista de caça», 206, Mar.-Abr., 1966)


Assim, sim… (in «Diana, revista de caça», n.º 206, Mar.-Abr., 1966).

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Participação de estudos da lingua materna

Archivo Pittoresco», 3.º anno, [n.º1], 1860 , p.  8.
«Archivo Pittoresco», 3.º anno, [n.º1], 1860.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Lisboa (ainda) castiça

 Anno 1978. Reminiscências de casta: os topónimos Santo André (largo), Rua do Salvador, São Tomé — se bem que o primeiro haja sido profanado em Rodrigues de Freitas, publicista republicano, jacobino, evangelista do socialismo catedrático (seja lá isso o que seja) e revolucionário do 31 de Janeiro; o topónimo Graça, Calçada da Graça.
Mais. Gente na rua: vizinhas de alcofa de ráfia, miudagem; um Mini com rodas à… Cooper; uma camioneta da carreira (ou da Rodoviária, dado o anno) a abalançar-se à dita Calçada; um táxi Datsun carregadinho de flores, uma leitaria com portas de madeira, roupa estendida, a gaiola dum pássaro e…
 E o eléctrico 12.

Lisboa (ainda) castiça, Rua do Salvador (T. Boric, 1978)
Rua de São Tomé e Rua do Salvador, Lisboa, 1978.
Tim Boric, in Flickr.

(Revisto.)

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Barbarismos hediondos

«A Bem da Língua Portuguesa», n.º 11-12, Setembro-Outubro de 1950.
«A Bem da Língua Portuguesa», n.º 11-12, Setembro-Outubro de 1950.

Portugal a vapor

Passagem de Nível, Régua (R. Bridger, 1970)
Passagem de nível, Régua, 1970.
Roberto Bridger, in Base de dados de fotografia de Transportes..

terça-feira, 21 de abril de 2020

I.S.T. nalguma manhã de Abril dos anos 60…

Instituto Superior Técnico, Lisboa (Portimagem, [s.d.])
Instituto Superior Técnico, Lisboa, 196…
Fotomontagem de originais de Portimagem, in Flickr.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

É bom português a palavra colapsar?

Agora preferem aí «colapsar», do amaricano, para arrunhar melhor o português.





(A Bem da Língua Portuguesa, n.º 10, Agosto de 1950).

domingo, 19 de abril de 2020

Santa Maria de Guadalupe


José Hermano Saraiva, Histórias para esquecer
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 16/IV/1996)

«Santa Cruz»

 O primeiro Skymaster dos T.A.P. nos últimos anos ao serviço da Companhia. Quem desembarca parece ter viatura oficial à espera (o Volkswagen preto). E podia bem ser o grande demitidor, pelo penteado…


Douglas DC-4 Skymaster, Heathrow [?], post 1953
Douglas DC-4 Skymaster CS-TSA «Santa Cruz» da T.A.P., Heathrow [?], c. 1958.
Portimagem, in Flickr.

sábado, 18 de abril de 2020

O 5 do Campo Pequeno

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Autocarro 5, Restauradores, 1949.
Portimagem, in Flickr.


 


Adenda ao 5 do Areeiro.


 Nos primeiros tempos teve o autocarro 5 terminal provisório na António Serpa, ao Campo Pequeno (Cruz-Filipe, «5 e 5A: os autocarros das avenidas novas», História das carreiras da Carris, 3/VI/2010 — outrora em linha). Entre a inauguração da carreira, em 2 de Março de 48, e Fevereiro de 50, esperou-se a conclusão do troço final de ligação da Av. João XXI ao Campo Pequeno. Em vão. Só se completaria esta serventia por 1967, salvo erro, pelo que o itinerário planeado para fazer a carreira 5 prosseguir até ao Areeiro foi abreviado pela Av. Óscar Monteiro Torres logo em Fevereiro de 1950. 


 O postal aqui do autocarro 5 com bandeira do C. Pequeno é com certeza desse período e, atentando ao cartaz do cinema Condes, «Sol e Touros», é com certeza do Verão de 1949. «Sol e Touros», como se vê no cartaz (ou «Sol e Toiros» como passou à história), filme de José Buchs, com o «espada» nacional Manuel dos Santos, Leonor Maia (a Tatão do Pai Tirano) e a grande revelação feminina Ana Paula, estreou-se no Condes em 29 de Julho 1949 e esteve 17 semanas em cartaz, de acordo com o Diário de Lisboa. O autocarro com todas as janelas abertas indicia os meses de Verão.


Cinecartaz (Diário de Lisbôa, 29/VII/1949)

A folha do Diário de Lisbôa é ajeitada duma fotocópia subsidiada da Fundação do irmão do dr. Tertuliano.


 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Erro boçal: DERIVADO A

«Erro boçal: 'Derivado a'» (in «A Bem da Língua Portuguesa», n.º 10, Agosto de 1950)
«Erro boçal: DERIVADO A» (in A Bem da Língua Portuguesa, n.º 10, Agosto de 1950).

Nem nada pára a vontade da máfia acordita

«Nem o vírus para a vontade da máfia… (Observador, 17/IV/20«20)


 


 Parafraseando.
 A máfia acordita tem sempre uma má relação com o português e não são as regras desta ou daquela ortografia que vão ser excepção (excepção, com p, bem o demonstra). Ainda a pandemia dos barbarismos no Observador (que são zoom e podcast?) e o folhetim contra a língua portuguesa na Caixa Geral de Depósitos.


 


A vida não para… (C.G.D., 2020)


(Imagens do O'servador e da Caixa Geral de Depósitos comissões.)

Tremida

«A Bem da Língua Portuguesa; Boletim Cultural e informativo da Sociedade de Língua Portuguesa», 1949-56
A Bem da Língua Portuguesa; Boletim cultural e informativo da Sociedade de Língua Portuguesa, 1949-56.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Restauradores, Abril de 1947

 Vistas dos Restauradores em Abril de 1947 num dia chocho mais ou menos como o de hoje…

Praça dos Restauradores, Lisboa (H. Novais, 1947)
Pr. dos Restauradores, Lisboa (H. Novais, 1947)

 O autocarro que partiu da paragem — se a sequência das imagens é a apresentada — era o n.º de frota 12, um A.E.C. Regal III com matrícula de Dezembro de 1946; seria ali um dos da carreira da Miguel Bombarda. O cartaz do Éden ajuda a pôr a data nas fotografias: Kitty, de Mitchell Leisen, com Paulette Goddard e Ray Milland, estreou-se em Portugal em 5 de Abril de 1947. O cinecartaz do Diário de Lisbôa parece que corrobora.

Cinecartaz, Diário de Lisbôa, 5/IV/948

 As fotografias são do estúdio de Horácio de Novais, na Bibliotheca d' Arte da F.C.G. A folha do Diário de Lisbôa é ajeitada duma fotocópia subsidiada da Fundação do irmão do dr. Tertuliano.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

O 5 do Areeiro

 O autocarro 5 do Areeiro, alguns conhecerão. Há um sucedâneo seu a circular o com n.º 705, a chamada rede 7, que somou o n.º 700 às carreiras da carris e assim obrou uma melhoria nunca antes vista no serviço de autocarros em Lisboa. Deste 5, alguns lembrar-se-ão, portanto; vinha de Moscavide e tinha a particularidade de passar pelas ruas da A.N.A. no aeroporto da Portela. Salvo erro foi a última carreira da Carris com autocarros de 2 pisos. Mas este 5, muito melhorado em 705, é post abrilino, é de 1977. 


 E, antes dele? O 5, o antigo, o autocarro que ligou a baixa ao novíssimo Areeiro através das avenidas novas? …


Terminus d o autocarro 5, Restauradores, 1957. Fotografia original: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..
Terminus do autocarro 5, Restauradores, 1957.
Fotografia original: Estúdio de Horácio de Novais, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.


 Segundo li (*), a carreira 5 foi a 5.ª e última das carreiras de autocarros a entrar em serviço sem bandeira de número, em Março de 1948. — As primeiras quatro foram as carreiras dos Restauradores ao aeroporto (1 e 2) e às avenidas novas (3 e 4, os autocarros da Miguel Bombarda).
 Pois bem! O 5 desses tempos tinha terminal nos Restauradores, no lado do Palácio Foz, ao invés de ser do lado da Rua do Jardim do Regedor. Subia a Avenida, seguia pela Fontes e pela António Augusto de Aguiar até apanhar a Filipe Folque, por onde seguia até à Duque de Ávila, que cruzava, prosseguindo pela Conde de Valbom, Rego, Av. de Berna, até ao Campo Pequeno. Esta carreira pretendia-se que chegasse ao Areeiro logo que estivesse acabada a Av. João XXI até ao Campo Pequeno. Nos primeiros tempos teve terminal provisório na António Serpa, ao Campo Pequeno. Em Fevereiro de 50 passou a seguir pela Óscar Monteiro Torres, Augusto Gil, João XXI no troço já existente, chegando como planeado ao Areeiro.
 No fim dos anos 50 o 5 foi desdobrado no 5A e o itinerário do Campo Pequeno ao Areeiro alternava: o 5 seguia como sempre até ao Areeiro, retornando pela Av. de S. João de Deus e Sacadura Cabral enquanto o 5A fazia o percurso inverso.
 O 5 e o 5A acabaram em Junho de 1973.

A.E.C. Regent V, n.º de frota 391 da Carris, Restauradores (post 1961)
Autocarro 5A, Restauradores, post 1961.
Portimagem, in Flickr.




(*) Cruz-Filipe, «5 e 5A: os autocarros das avenidas novas», História das carreiras da Carris, 3/VI/2010 (outrora em linha).

terça-feira, 14 de abril de 2020

Louça «Fire King», anos 60

Hora do chá — (c) 2020
Hora do chá — © 2020

Loiça de Viana, 1956

Louça de Viana, 1956 (S. Jorge de Arroios, 2020)
Café instantâneo — © 2020

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Ozoto


 A qualidade do ar na Av. da Liberdade em Lisboa bateu recordes deste século. Os dados são da associação ambientalista Zero e demonstram que a concentração média de dióxido de ozoto [sic] foi a menor dos últimos 20 anos. O dióxido de ozoto [sic] é a consequência dos processos de combustão dos automóveis pelo que a descida é associada à queda do tráfego rodoviário.



 Zero, bem vê o benévolo leitor, é mais do que uma associação ambientalista. É a dióxida soma do ozoto da Radiotelevisão coisa com a notícia de que o ar na Avenida é melhor porque não há tráfego rodoviário. Se a bisavó do dióxido do tal ozoto não tivesse morrido, ainda agora com certeza era viva.
 Deus nos dê paciência!


Jornal da Tarde, R.T.P., 13/IV/2020
(Imagem chapada do ozoto no Jornal da Tarde, R.T.P. brasileira, 13/IV/2020).

domingo, 12 de abril de 2020

Lendas e narrativas em salas ogivais dos horizontes da memória


José Hermano Saraiva, A Lição da Feira
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 9/IV/1996)

Stirling Moss (uma notícia extravagante no monólito deformativo)

Jornal da Tarde, R.T.P. brasileira, dia de Paschoa de 2020

 Quem escreveu o teleponto a este papagaio informadeiro é tão bairrista ou ignorante como ele:



 — Morreu Stirling Moss, uma lenda do automobilismo. O antigo piloto britânico tinha 90 anos, morreu após doença prolongada [chiu! não se pode dizer cancro*]. Stirling  Moss ficou conhecido com uma designação que é bastante curiosa, a do «melhor piloto que nunca venceu um campeonato do mundo». Ao longo da carreira ganhou 212 corridas, 16 delas no mundial de Fórmula 1, no qual foi por 4 vezes vice-campeão. Entre nós é particularmente lembrado por ter ganho as duas primeiras edições do Grande Prémio de Portugal, em 1958 e 59, no velho circuito da Boavista, no Porto (Jornal da Tarde, Radiotelevisão Portuguesa brasileira, dia de Paschoa de 2020).



 Falso!
Em 1959, o G.P. de Portugal foi no velho circuito, sim, do Monsanto, em Lisboa.




__________
* Aliás, se persistem outras doenças, elas não valem. Nem quem morra delas conta. Só vale o (a) covidezanove, a (o) do corno-vírus.

sábado, 11 de abril de 2020

Gado Bravo

Estalagem do Gado Bravo, Vila Franca de Xira, s.d.
Estalagem do Gado Bravo, Vila Franca de Xira (prox.), s.d.
Portimagem, in Flickr.

Portagem (10 mil réis)

Portagem, Ponte Marechal Carmona, 1951


Portagem, Ponte Marechal Carmona, post 1951.
Portimagem, in Flickr.

A ponte e o Tejo em Vila Franca, 1951

Ponte Marechal Carmona, Vila Franca de Xira, 1951 (Postal circulado em 28/III/1953)


Ponte Marechal Carmona, Vila Franca de Xira, 1951 (postal ilustrado circulado em 28/III/1953).
Portimagem, in Flickr.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Miragem

Ponte Salazar, Lisboa, s.d.
Ponte Salazar, Lisboa, c. 1970.
Portimagem, in Flickr.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Paradez

Atrasado, Estação Central de Antuérpia (K. Jacobs, 2019)
Estação do Caminho-de-Ferro, Antuérpia, 2019.
Koen Jacobs, in Flickr.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Belém, c. 1960

Belém, Lisboa (M. Novais, c. 1960)
Belém, Lisboa, c. 1960.
Mário de Novais, in Bibliotheca d'Arte da F.C.G.

domingo, 5 de abril de 2020

Nem sempre rainha, nem sempre sardinha


 Viemos outra vez a Arouca por causa desta carta. Esta carta é uma espécie de sacrário de saudade. Viemos a Arouca trazidos pela saudade de um emigrante que nesta Páscoa gostava de estar aqui. Mas não está.
 Ora uma das coisas que esta carta dizia era o segunte:
 — A rainha Santa Mafalda, a rainha Santa Mafalda!… Então, e a vitela?! Então, o senhor nunca ouviu falar… na vitela de Arouca?
 Bom! E eu tenho que reconhecer que sim. Claro que em Arouca há a rainha Santa Mafalda, mas também há uma vitela deliciosa. E em Portugal há um ditado popular que diz «nem sempre rainha, nem sempre sardinha». Pois naquele programa falei-lhes na rainha de Arouca. Este programa é para falar principalmente na vitela de Arouca.




José Hermano Saraiva, A Vitela de Arouca
(Lendas e Narrativas, R.T.P. 2, 2/IV/1996)

sábado, 4 de abril de 2020

Portugal, MCMXL

Doca do Bom Sucesso, Belém (H. Novais, c. 1940)
Doca do Bom Sucesso, Belém, c. 1940.
Horácio de Novais, in Bibliotheca d'Arte da F.C.G.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Vista do manicómio para o confinamento

Av. do Brasil no entroncamento da Av. de Roma, Lisboa (M. Novais, s.d.)
Av. do Brasil no entroncamento da Av. de Roma, Lisboa, [s.d.]
Mário de Novais, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.