| início |

domingo, 12 de janeiro de 2020

A pobre vida do grande poeta Luís da Camões


José Hermano Saraiva, Nos Passos de Camões
(Horizontes da Memória, R.T.P., 12/I/1997)

11 comentários:

  1. O Prof. Saraiva não nos conta como é que Luís Camões, de família pobre, arranjou tanta bagagem dos clássicos gregos e latinos.
    E a propósito da viagem de avião a Macau, também podia ter dado uma palavrinha sobre o ovacionado e heroico piloto Sarmento de Beires, depois exilado para o Brasil por causa de outros 'Noronhas' da época.

    ResponderEliminar
  2. O Prof. H. Saraiva não conhecia a verdadeira razão do acidente em que Camões perdeu um dos olhos.
    Um dia, na sua casa em Sant'Ana, estava Camões na companhia da sua mãe que estava a fazer uma sopa ao lume. Nisto bateram à porta e a mãe levantou-se e disse:
    -Ó Luís deita aí um olho na sopa qu'eu vou abrir a porta.

    ResponderEliminar
  3. Na relação das naus da carreira da Índia há referência a Camões, escudeiro. Do ofício de escudeiro com funções de entreter os serões da gente nobre no séc. XVI, discorre largamente o prof. Hermano Saraiva na «Vida Ignorada de Camões» (v. pp. 297-337, especialmente 326 e ss., da 2.ª ed.).
    Como escudeiro que era, com o inegável talento para as letras que lhe sabemos, e desde tenra idade ao serviço dos condes de Linhares, teria decerto tido acesso a muita literatura onde se cultivou no saber enciclopédico que demonstrou. O conhecimento da História Universal parece que lhe veio da tradução das «Rhapsodiae Historiarum», de Marco António Sabélico, cuja tradução foi de D. Joana de Noronha, prima dos amos. Conhecia as crónicas antigas do reino, de Fernão Lopes, Rui de Pina, Duarte Galvão, mas Hermano Saraiva aventa que o conhecimento das Histórias da Índia de Castanheda e das Décadas de João de Barros são posteriores a 1550.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  4. O Sarmento Beires é referido de relance, ou estou enganado?
    Sobre o exílio, e a água que podem trazer esses seus «Noronhas» no bico, convinha que tivesse dito que foi um reviralhista demasiado activo que promoveu e se envolveu numa série de revoltas falhadas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo. Naturalmente foi desterrado e cerceado de seus direitos políticos por certo tempo. Não gostou e escapou-se para o estrangeiro. Ainda assim, em 1951 ou 52 foi amnistiado e reintegrado com o posto de Major na reserva.
    De toda a maneira não vinha o Sarmento Beires ao caso mais do que a referência que se lhe fez. O episódio era sobre o Camões.

    ResponderEliminar
  5. V. Saiu-me cá um poeta!
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  6. Faltou, no fim, o onomatopeico Ploff!!

    ResponderEliminar
  7. Também digo. Que horror. Que au gosto e que falta de classe.
    Maria

    ResponderEliminar
  8. O modo de vida do séc. XVI não seria nada simpático e, muito menos, para quem foi preso no Tronco. (Que horror aquela prisão)
    Talvez esta estória tenha sido ideia dalgum imitador do surrealista Dali.




    ResponderEliminar
  9. Só hoje tive oportunidade de ver este episódio. Vi há pouco e como sempre adorei.
    Maria

    ResponderEliminar
  10. 😊
    Folgo que haja agradado.
    Cumpts.

    ResponderEliminar