Já ia a dizer... Praça de Londres nos bons tempos... mas é Londres mesmo, aquela que também já não é. Caro Amigo, poderia comunicar-se comigo?? Não encontro o seu contacto! Abraços!
Não me falem no fog e smog londrinos. Conto-vos o pavor que passei uma vez em Londres. Um dia, depois do trabalho, decidi ir ver um filme que acabava pelas 20.00 horas. Apanhei o metro e depois o autocarro que me deixou perto da rua onde morava. Saí do dito e admirada vi um nevoeiro cerrado que quando sai do cinema não existia. Não era ainda muito espesso e pensei "isto daqui a uns minutos passa". Qual quê!, o smog começou a adensar-se numa questão de minutos e pouco depois nem sequer conseguia ver o chão que pisava. Enchi-me de um tal medo que nem vos digo. Não via ninguém à minha volta para pedir ajuda. As ruas estavam desertas (os ingleses, que conhecem bem o seu clima, resguardam-se nestas alturas e vão para casa cedo) e embora estivesse muito perto de casa ainda tinha que atravessar algumas ruas e descer e subir passeios. Juro que não conseguia ver sequer o degrau dos passeios nem o chão que pisava e nem quase os meus sapatos. Estava tão aterrada que nem sei como consegui encontrar a rua onde morava e chegar a minha casa. Sentia-me perdida, de verdade.
Jurei nunca maiir ao cinema ao fim da tarde e muito menos sair à noite com os meus amigos ou com a minha prima que também lá vivia. Nem ir a lado algum sempre que os noticiários anunciassem ir haver fog ou smog ao fim da tarde e durante a noite. Aquele foi o maior susto da minha vida. Nem consigo descrever o medo por que passei. Só compreende o pavor que senti quem tiver passado pelo mesmo. Maria
fog? smog? Que abastardamento é este da riquíssima língua portuguesa. Então o que é feito do nosso nevoeiro, densa fumaça. Parece que há uns anos desapareceram estas densas fumaças, os londrinos ou os fenómenos atmosféricos acabaram com esta parolice para estrangeiro se perder.
O nosso nevoeiro e fumaça nada têm que ver com o fog e smog londrinos. NADA. Não creio que tenhamos sequer uma tradução que traduza na medida exacta algo que se assemelhe de perto ou de longe àquele pavor. Os dois vocábulos ingleses que empreguei foram propositados para demonstrar que não há comparação possível entre o nosso nevoeiro, mesmo quando ele é cerrado - e que por vezes acontece em Lisboa, mas dura pouco tempo - com o, repito, fog ou smog inglês no meio do qual quase me perdi e que cheia de medo já quase chorava durante a quase meia hora que levei até chegar a casa. E juro que não sei como consegui lá chegar
E não se pense que empreguei os dois substantivos ingleses por não os saber traduzir para português. Foi de propósito. Sou apologista da tradução para português de todas as línguas estrangeiras. O nosso vocabulário riquíssimo permite-o e a tradução sempre foi aconselhada pelos nossos mais insígnes linguístas.
Não obstante pode perfeitamente empregar-se um ou outro vocábulo estrangeiro num discurso falado ou escrito ùnicamente para dar mais ênfase à frase ou à fala. Os nosso maiores escritores do passado fizeram-no inúmeras vezes e é bom lembrar que eram peritos na língua de Camões. Maria
Está fantástica.
ResponderEliminarCumprimentos!
Caro BIC,
ResponderEliminarL. S. Lowry não teria pintado melhor. Que maravilha!
Já ia a dizer... Praça de Londres nos bons tempos... mas é Londres mesmo, aquela que também já não é. Caro Amigo, poderia comunicar-se comigo?? Não encontro o seu contacto! Abraços!
ResponderEliminarFoi Londres, pois foi.
ResponderEliminarRemeti-lhe aviso telegráfico através da biclaranja [caracol electrónico] sapo.pt .
Abraço
De feito!…
ResponderEliminarCumpts.
Mérito do autor.
ResponderEliminarCumpts.
A Londres tão bem retratada em "A Marca Amarela" por Edgar P. Jacobs.
ResponderEliminarNão conheço o livro. Mas ainda estou a tempo.
ResponderEliminar:)
Cumpts.
Não me falem no fog e smog londrinos. Conto-vos o pavor que passei uma vez em Londres. Um dia, depois do trabalho, decidi ir ver um filme que acabava pelas 20.00 horas. Apanhei o metro e depois o autocarro que me deixou perto da rua onde morava. Saí do dito e admirada vi um nevoeiro cerrado que quando sai do cinema não existia. Não era ainda muito espesso e pensei "isto daqui a uns minutos passa". Qual quê!, o smog começou a adensar-se numa questão de minutos e pouco depois nem sequer conseguia ver o chão que pisava. Enchi-me de um tal medo que nem vos digo. Não via ninguém à minha volta para pedir ajuda. As ruas estavam desertas (os ingleses, que conhecem bem o seu clima, resguardam-se nestas alturas e vão para casa cedo) e embora estivesse muito perto de casa ainda tinha que atravessar algumas ruas e descer e subir passeios. Juro que não conseguia ver sequer o degrau dos passeios nem o chão que pisava e nem quase os meus sapatos. Estava tão aterrada que nem sei como consegui encontrar a rua onde morava e chegar a minha casa. Sentia-me perdida, de verdade.
ResponderEliminarJurei nunca maiir ao cinema ao fim da tarde e muito menos sair à noite com os meus amigos ou com a minha prima que também lá vivia. Nem ir a lado algum sempre que os noticiários anunciassem ir haver fog ou smog ao fim da tarde e durante a noite. Aquele foi o maior susto da minha vida. Nem consigo descrever o medo por que passei. Só compreende o pavor que senti quem tiver passado pelo mesmo.
Maria
fog? smog? Que abastardamento é este da riquíssima língua portuguesa.
ResponderEliminarEntão o que é feito do nosso nevoeiro, densa fumaça.
Parece que há uns anos desapareceram estas densas fumaças, os londrinos ou os fenómenos atmosféricos acabaram com esta parolice para estrangeiro se perder.
O nosso nevoeiro e fumaça nada têm que ver com o fog e smog londrinos. NADA. Não creio que tenhamos sequer uma tradução que traduza na medida exacta algo que se assemelhe de perto ou de longe àquele pavor. Os dois vocábulos ingleses que empreguei foram propositados para demonstrar que não há comparação possível entre o nosso nevoeiro, mesmo quando ele é cerrado - e que por vezes acontece em Lisboa, mas dura pouco tempo - com o, repito, fog ou smog inglês no meio do qual quase me perdi e que cheia de medo já quase chorava durante a quase meia hora que levei até chegar a casa. E juro que não sei como consegui lá chegar
ResponderEliminarE não se pense que empreguei os dois substantivos ingleses por não os saber traduzir para português. Foi de propósito. Sou apologista da tradução para português de todas as línguas estrangeiras. O nosso vocabulário riquíssimo permite-o e a tradução sempre foi aconselhada pelos nossos mais insígnes linguístas.
Não obstante pode perfeitamente empregar-se um ou outro vocábulo estrangeiro num discurso falado ou escrito ùnicamente para dar mais ênfase à frase ou à fala. Os nosso maiores escritores do passado fizeram-no inúmeras vezes e é bom lembrar que eram peritos na língua de Camões.
Maria
"... um substantivo (ou dois) que traduza..." e não 'uma tradução que traduza'. Assim é que está correcto.
ResponderEliminarMaria