O cara não utiliza artigos o/a e não diz a razão de ser ou não ser do que muito bem explica. Estará correcta a sua dicção e a falta dos artigos ou por ser estrangeiro (talvez judeu)? A Pax Julia pronunciada através dos tempos com misturas berberes, calhando deu Beja. A explicação desta 'transformação' seria bem interessante.
O fulano (ant. fuão ou foão) é português. Do que vi tem vindo a primorar as lições num pseudo-alatinamento que faz lembrar a dicção dos cantores ró (tipo Tony Silva). Do falar sem artigos é alatinamento. Cuido que é para onde propende. O latim não tem artigos. Cumpts.
O nome de Beja é um caso algo estranho. Há quem o justifique como pré-romano, fenício até. Se pré-romano autóctone pode convencer («basa» pré-romano parece que existiu com sentido de pedregal; cf. A. Almeida Fernandes «Toponímia Portuguesa» sobre «Bejouca», c. da Maia). Que o 'B' seja abrandamento do 'P' de Pax Julia não se estranha. Do 'a' de Pax em 'e' há o exemplo Tagus > Tejo. Mas o processo não no sei agora. Cumpts.
Mas este rapaz é de que origem? Não será português pelo sotaque. E tudo quanto ele diz estará correcto? Na minha modesta opinião depende. Não querendo tirar-lhe o mérito das investigações que terá feito e das muitas explicações que nos transmite, como é evidente. Maria
Sim. Nos vídeos mais antigos era menos teatral. O que diz nestes dois está certo. Algumas derivações ou formas que usa são alatinadas, como salutações, ou inteligir, como própria a sintaxe. E neste caso como noutros aponta muitas derivações idiotas e escusadas que afloram quando o léxico e a gramática escapam a quem fala e escreve por uso ou profissão, como fazedor, fazível, visionar, visualizar &c. Cumpts.
O estilo é bizarro, mas não me incomodou. Busca o latim clásssico mas achei-o mais como uma reminiscência da «lingua franca» usada pelos mercadores no Mediterrâneo durante a Idade Média.
Seguindo o mesmo A., Bajoca, Bajoco, Bajouca, Bajancão, Bajancas, Bejanca, Bejouca são correlacionadas; derivam da tal «basa» pré-romana, com sufixo também pré-romano como em Arouca, Besoucos, Larouco, Tarouca. Acrescenta para Bejanca que a passagem de Ba- a Be- pode ser por dissimilação. Mas em nada disto há certeza. Cumpts.
O cara não utiliza artigos o/a e não diz a razão de ser ou não ser do que muito bem explica.
ResponderEliminarEstará correcta a sua dicção e a falta dos artigos ou por ser estrangeiro (talvez judeu)?
A Pax Julia pronunciada através dos tempos com misturas berberes, calhando deu Beja. A explicação desta 'transformação' seria bem interessante.
O fulano (ant. fuão ou foão) é português. Do que vi tem vindo a primorar as lições num pseudo-alatinamento que faz lembrar a dicção dos cantores ró (tipo Tony Silva).
ResponderEliminarDo falar sem artigos é alatinamento. Cuido que é para onde propende. O latim não tem artigos.
Cumpts.
O nome de Beja é um caso algo estranho. Há quem o justifique como pré-romano, fenício até. Se pré-romano autóctone pode convencer («basa» pré-romano parece que existiu com sentido de pedregal; cf. A. Almeida Fernandes «Toponímia Portuguesa» sobre «Bejouca», c. da Maia).
ResponderEliminarQue o 'B' seja abrandamento do 'P' de Pax Julia não se estranha. Do 'a' de Pax em 'e' há o exemplo Tagus > Tejo. Mas o processo não no sei agora.
Cumpts.
Pois, então será assim.
ResponderEliminarHá palavras que o artigo se lhe juntou.
Obrigado
Mas este rapaz é de que origem? Não será português pelo sotaque. E tudo quanto ele diz estará correcto? Na minha modesta opinião depende. Não querendo tirar-lhe o mérito das investigações que terá feito e das muitas explicações que nos transmite, como é evidente.
ResponderEliminarMaria
Sim. Nos vídeos mais antigos era menos teatral. O que diz nestes dois está certo. Algumas derivações ou formas que usa são alatinadas, como salutações, ou inteligir, como própria a sintaxe. E neste caso como noutros aponta muitas derivações idiotas e escusadas que afloram quando o léxico e a gramática escapam a quem fala e escreve por uso ou profissão, como fazedor, fazível, visionar, visualizar &c.
ResponderEliminarCumpts.
Mas pedregal, cascalho, pedras soltas será Bajouca.
ResponderEliminarBajouca nome das várias localidades, incluído o nome de uma Ribeira.
Bajouca veio de Bejouca?
Explicações interessantes, embora o estilo de quem as dá faça nervoso miudinho as quem as ouve.
ResponderEliminarO estilo é bizarro, mas não me incomodou. Busca o latim clásssico mas achei-o mais como uma reminiscência da «lingua franca» usada pelos mercadores no Mediterrâneo durante a Idade Média.
ResponderEliminarCumpts.
Seguindo o mesmo A., Bajoca, Bajoco, Bajouca, Bajancão, Bajancas, Bejanca, Bejouca são correlacionadas; derivam da tal «basa» pré-romana, com sufixo também pré-romano como em Arouca, Besoucos, Larouco, Tarouca. Acrescenta para Bejanca que a passagem de Ba- a Be- pode ser por dissimilação.
ResponderEliminarMas em nada disto há certeza.
Cumpts.