Afinal o Mundo não acabava no Cabo do Bojador.
José Hermano Saraiva, É melhor tarde que nunca.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 28/IX/1997)
Afinal o Mundo não acabava no Cabo do Bojador.
José Hermano Saraiva, É melhor tarde que nunca.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 28/IX/1997)
A primeira lembrança duma prenda em dinheiro que tenho. Deu-me a minha madrinha. Tinha D. João II, o castelo da Mina e as representações de Pedro Nunes e de Gil Eanes de Mestre Leopoldo de Almeida.

Nota de 500$00, Ch. 10 — D. João II, do Banco de Portugal, em Moedas.Org
O Sportem lembra-me o campeão Fittipaldi quando resolveu correr com o Copersucar. Nunca mais ganhou nada e chegava sempre depois do último.

Emerson Fittipaldi (Copersucar F5A) e Niki Lauda (Brabham BT46), G.P. dos E.U.A. Este, 1978.
A. n/id., in Deviant Art.
Hum!… Muitos jornalistas de canudo e alvará não sabem sequer escrever, mas alguns mensageiros há aí que são de pente fino…
E ele há rodriguinhos…

Dizer que o «homem de Marcelo sabia de tudo» é demasiado artificial. Mais simples e claro não seria escrever que o chefe da Casa Militar da Presidência sabia?!… E nem era preciso dizer «de tudo»… A verdade é que o escreveram. — Não está lá escrito «Marcelo sabia»? — Isto não tem nada de subtil. Tem sòmente artifício. Artifício de passar recado querendo evitar sarilhos. De resto o «homem» faz já tempo que caiu. Sobra só o «Marcelo», pois, sujeito do mais que vem escrito.
Contudo não vi nenhuma legenda de que o homem de Costa soubesse. Vi simplesmente: «Azeredo acusado». Sem dizer Costa. Se bem que o mostrassem com o seu homem.
Descaso a mais a parecer naturalidade?…

Pois naturalmente é curioso: dum, o recado cifrado; do outro, a omissão desvelada. Tanto a subtileza como o desvelo metem-se pelos olhos que até encandeiam.
Da Cleópatra ser a mulher mais bela do Mundo Antigo dizia Camillo: a verdade é que não sabemos.
De hoje, sabemos só de moços de recados e dum mundinho de trambiqueiros.
(Imagens do canal do Correio da Manha.)
José Hermano Saraiva, Aniversário no Nordeste
(Horizontes da Memória, R.T.P., 7/IX/1997)
Glenn Miller, Ray Eberle and The Modernaires, Moonlight Cocktail
(Luckey Roberts; Kim Gannon)
Grande demitidor controleiro, S.A.C., 1946.
«Nestas condições, determino», InterTAP, n.º 9, 21 Abril 1975.

Preparativos de saída dum DC-3 para África (Linha Aérea Imperial), Aeroporto da Portela, 1950.
Fototipia animada do original do esp. do Cte. Amado da Cunha, in Col. do Sr. Ant.º Fernandes.
(Revisto.)
Havia dantes um faduncho do Neca Rafael que dizia — Já estás cos copos, já estás cos copos!…
Tem graça ver a poetisa com a malinha da poesia sobraçada e os poemas todos na outra mão. Os bonecos do António são ou não bem esgalhados?
Sophia de Mello Breyner, Portela de Sacavém — © 2019
(Caricatura de António, 2012)
(Canal do Correio da Manhã, 16/IX/2019.)
José Hermano Saraiva, Olhos de Água
(Horizontes da Memória, R.T.P., 14/IX/1997)
A língua é plástica, mas se a matéria-prima for fraquinha…
Ora bem, em 2011, começaram a ensinar aos meninos o Acordo Ortográfico para a aprendizagem do português ser mais fácil. E foi. E como há toda essa meninagem que já só sorveu pasto do dito Acordo Ortográfico no ensino oficial e adjacente — e por isso não há que desfazê-lo —, é garantido, em bom vernáculo que, no futuro, trocadalhos assim vão mas é todos com o carilho.

TAP Air Portugal: Airbus 340 CS-TOC, «Wenceslau de Moraes», fazendo-se à pista do novo aeroporto de Santa Catarina, Funchal em 12 ou 15 de Abril Setembro do ano 2000 (in Notícias TAP Air Portugal, n.º 4, Setembro 2000).
(*) Aerobúzio é uma tradução possível, possìvelmente inviável — ou sòmente biclarânjica — do nome bárbaro Airbus. Não tem qualquer conotação com cousa nenhũa mais.

Joacine Katar, candidata do partido boximane ao parlamento português, em entrevista ao Dire[i]to/Dire[c]to [?…] ao Assunto, Rádio Observador, 13/VIII/2019.
N.B.: não é estática; o posto de radiotelefonia está bem sintonizado.

Douglas C-47A-50-DL (DC-3) CS-TDB descolando par um voo nocturno, Aeroporto da Portela, 1948.

«O desastre de avião que vitimou dois pilotos dos melhores da nossa aviação», in Diário de Lisbôa, 28-1-948.
(A notícia é recortada do Diário de Lisbôa da Fundação do irmão do dr. Tertuliano; o scenário é do estúdio de M. Novais; o avião é uma hipótese.)
José Hermano Saraiva, Crónicas serranas
(Horizontes da Memória, R.T.P., 31/VIII/1997)