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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Hermenêutica sem propósito especial

 Hum!… Muitos jornalistas de canudo e alvará não sabem sequer escrever, mas alguns mensageiros há aí que são de pente fino…
 E ele há rodriguinhos…


Telejornal do Correio da Manhã, 25/IX/2019



  Dizer que o «homem de Marcelo sabia de tudo» é demasiado artificial. Mais simples e claro não seria escrever que o chefe da Casa Militar da Presidência sabia?!… E nem era preciso dizer «de tudo»… A verdade é que o escreveram. — Não está lá escrito «Marcelo sabia»? — Isto não tem nada de subtil. Tem sòmente artifício. Artifício de passar recado querendo evitar sarilhos. De resto o «homem» faz já tempo que caiu. Sobra só o «Marcelo», pois, sujeito do mais que vem escrito.


 Contudo não vi nenhuma legenda de que o homem de Costa soubesse. Vi simplesmente: «Azeredo acusado». Sem dizer Costa. Se bem que o mostrassem com o seu homem.
 Descaso a mais a parecer naturalidade?…


Telejornal do Correio da Manhã, 25/IX/2019



 Pois naturalmente é curioso: dum, o recado cifrado; do outro, a omissão desvelada. Tanto a subtileza como o desvelo metem-se pelos olhos que até encandeiam.


 Da Cleópatra ser a mulher mais bela do Mundo Antigo dizia Camillo: a verdade é que não sabemos.


 De hoje, sabemos só de moços de recados e dum mundinho de trambiqueiros.


(Imagens do canal do Correio da Manha.)

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