
TAP Air Portugal: Airbus 340 CS-TOC, «Wenceslau de Moraes», fazendo-se à pista do novo aeroporto de Santa Catarina, Funchal em 12 ou 15 de Abril Setembro do ano 2000 (in Notícias TAP Air Portugal, n.º 4, Setembro 2000).
(*) Aerobúzio é uma tradução possível, possìvelmente inviável — ou sòmente biclarânjica — do nome bárbaro Airbus. Não tem qualquer conotação com cousa nenhũa mais.
Fugindo ao tema, permito-me deixar o comentário nesta caixa e não na relativa ao seu tema anterior e compreenderá certamente o motivo.
ResponderEliminarO Figo viveu vários anos em Espanha a jogar futebol e foi lá que adquiriu o (mau) hábito de falar como eles. Os espanhóis tratam toda a gente por "tu", até a Letízia tratou por "tu" o príncipe Filipe no dia da apresentação de ambos, já noivos, aos jornalistas!... e imagine-se, ela foi criticada até pelos próprios espanhóis.
Figo voltou de vez para Portugal e toca de falar 'à espanhola' e ao dar exemplos disto ou daquilo, em vez de empregar o sujeito indefinido nas frases ou orações que o exigem... ele emprega o "tu" espanhol a torto e a direito como se estivesse a referir-se directamente à pessoa que está à sua frente e a quem quer dar como exemplo algo indefinido e/ou abstracto. Assim, o Figo (bem como uma série de outros jogadores que viveram uns anitos em Espanha) em vez de dizer em português de lei "a gente/uma pessoa entra (ou entra-se) em campo e é (é-se) ovacionado...", ele diz "tu entras em campo e és..."; ou ainda "tu vais jogar para aquele país e és mal/bem recebido", em vez de dizer "a gente (ou uma pessoa) vai jogar para aquele país e é bem recebido", etc.
Este falajar espanholês soa pèssimamente e traduz mau português. O pior é que gente que nem pertence ao mundo do futebol - jornalistas, comentadores, políticos, actores e actrizes,realizadores, etc., - já se expressa deste modo! O vício de copiarem a semântica/léxico espanhol é feio e soa muito mal ao ouvido dos portugueses.
Peço a quem tem este péssimo hábito, que reconsidere e no discurso oral expresse-se em português correcto e NÃO em castelhano.
Outro exemplo do uso errado da língua portuguesa. Na verdade uma adulteração que a tem vindo a destruir a pouco e pouco. Todos os jornalistas, políticos, advogados, arquitectos, engenheiros, etc., cometem um erro léxical e semântico de todo o tamanho e isto vem acontecendo desde há décadas! Por ex.: uma pessoa ou alguém por ela - seja alguém acusado de determinado crime ou um ex-recluso libertado ou ainda alguém acusado de um crime mas que se diz inocente; etc. - quando uma pessoa se refere a outrem que pensa estar inocente, não diz "ele/ela "É" inocente, mas sim ele/ela "ESTÁ" inocente. Repito: um adulto está ou não está inocente - uma criança é que é sempre inocente.
Só mais dois exemplos, que este já vai longo.
Senhores jornalistas, políticos, actores, comentadores e comunicadores em geral, por favor NÃO DIGAM "O" personagem mas sim "A" personagem. Este substantivo em português refere-se tanto ao género feminino como ao masculino. "O" personagem é como se diz no Brasil, lá trata-se de um substantivo masculino usado para ambos os sexos e nós somos portugueses e não brasileiros. Entendido?
Ainda lembrar outra boutade repetida na boca de muitos/as, que embora já sendo rara não obstante vai perdurando aqui e ali. Meninos e meninas jornalistas e gente do futebol: EQUIPE é um vocábulo francês transposto para o léxico brasileiro e que também existe em Espanha. Na nossa língua trata-se de um francesismo desnecessário e pior, errado. EQUIPA é um substantivo feminino e em português assim se escreve e assim se pronuncia.
Maria
Essa malta da bola não leva emenda. E a jornalistagem aprende 30 palavras de cór e recebe alvará de noticiário com carteira profissional e tudo. A linguagem não conta para nada. Só atrapalha, se quere que lhe diga.
ResponderEliminarPor isso, o seu comentário aqui é como o sermão de São Tantóino aos peixes.
Mas não deixe de comentar. Se os figos e os peixes nem dão por ele, deleito-me eu, pois, com a sua generosa «pregação».
Cumpts.
Olhe, perdi há bocado um comentário com o intuito de lhe agradecer a sua resposta. Já sabe que é uma benção para o espirito ler o que escreve.
ResponderEliminarAproveito para dar mais dois exemplos da deturpação da nossa querida língua, um pior do que o outro. Ontem esqueci-me e ainda bem porque aquele já ía longo demais...
Todos os jornalistas, políticos, comentadores, etc., repetem constantemente o substantivo 'DETALHE' em vez de "PORMENOR", que na verdade significam o mesmo, mas... trata-se de um anglicismo (detail), francesismo (détail), espanholismo (detalle) dispensável. Sendo embora sinónimos, torna-se desnecessário o uso daquele, já que no português corrente sempre se utilizou o substantivo PORMENOR para dizer exactamente a mesma coisa, dispensando os estrangeirismos. Salvo raras excepções o seu uso mais não é do um pretensiosismo ridículo. (Aqui há tempos o José da Porta da Loja referiu com estranheza esta nova moda de susbtituir um substantivo pelo outro e tinha toda a razão).
Outra coisa insuportável de se ouvir é a repetição sistemática e irritante do vocábulo 'bulling' no discurso oral e escrito de todos os que falam e também os que escrevem os subtítulos televisivos e inacreditàvelmente e mais grave até os professores o fazem!! Isto vem acontecendo desde há décadas.
Aproveitando a sua excelente frase, que se aplica que nem uma luva aos que adoptam este falajar muito moderno e muito 'democrático': "é chique a valer".
Em português para designar o mesmo existem os substantivos: rixa, escaramuça; briga. Antigamente os miúdos "brigavam" nos recreios e jamais se tinha ouvido falar em 'bulling' entre eles! Pois é, mas o que diferencia as duas épocas é que antigamente falava-se o português correctamente, até o nosso merceeiro com a terceira classe o fazia!, contràriamente ao seu arremedo, como vem acontecendo desde há mais de quarenta anos até aos dias de hoje.
Se assim sempre foi por que motivo ridículo agora se recorre constantemente ao inglês para significar o mesmo??? Será influência da língua de trapo dos 'democratas', que assaltaram o País com o fito de o destruir (o que conseguiram) e incluíram no pacote a língua portuguesa, já que quase todos eles eram estrangeirados e todos foram e são traidores à Patria?...
Ou será que o AO90 contribuiu para o facto por ter sido/ser um completo aborto ortográfico? Ou ambos? De certeza que é mais isto.
Maria
«Detalhe» é galicismo.
ResponderEliminar«Formato» veio como galicismo, mas hodiernamente é retornou como anglicismo; barbarismo, em suma.
«Banal» é galicismo.
«Bullying» é anglicismo dos mais estúpidos, como todos os actualíssimos com que o jornalistas molestam o português…
«Peddy paper» é qualquer coisa que nem dá para compreender…
Do tutear dos artistas da bola, alguns exemplos a mostrar a classe cultural dessa gente…
ResponderEliminarCumpts.
Boa tarde a todos
ResponderEliminarSe não me engano, a TAP comprou 4 destes aviões (CS-TOA; TOB; TOC; TOD) para fazer a ligação Lisboa-Macau. Após a entrega desse território ao Maoístas Neo-capitalistas os aparelhos passaram a ter como destino Luanda, Maputo e várias cidades brasileiras. Não sei se ainda estão no activo.
É verdade. Foram adquiridos (adquiridos mesmo, nada dessa treta do «leasing») para a rota de Macau. E fizeram-na: primeiro via Bruxelas (LIS/BRU/MFM/BKK/LIS); ao depois via banguequoque (LIS/BKK/MFM).
ResponderEliminarA rota era política. E logo depois aquilo acabou… Os melancias dos últimos dias ter querido mostrar aos chins quão ricos eram, com um aeroporto novo lá e aviões modernaços.
O negócio na realidade foram chorudas comissões da compra no cofre do Santos Martins, compadre do Cavaco, para não haver inveja da batota macaensa para o P.S.. É a história dos ladrões do Império.
Mas os A340 ligam-se á História de Portugal mais que por Macau. Por Timor. Pelos anos 2000/2001, transportaram contingentes portugueses da UNAMET, UNTAET e isso até à Austrália (Timor não tinha capacidade de os receber). — Ai se o referendo em Timor tivesse tido uma alínea para reintegração a Portugal!…
Em termos de continentes, os A340-300 da T.A.P. só não voaram para a Antárctida.
Estão a chegar ao fim da carreira. O primeiro (CS-TOA, «Fernão Mendes Pinto») chegou em Dezembro de 94. Hão-de despedir-se do serviço no mês que vem, mais tardar Novembro.
Grande, grande, seria conservar um inteirinho no Museu do Ar. — Ou no jardim da torre de Belém, isso sim!… — Mas em Portugal, nestas coisas, é tudo em pequeno… A mania das grandezas é sempre em fantochadas outras.
Provàvelmente serão os últimos quadrimotores da T.A.P. Da maneira que vão os negócios, é só voar ETOPS com aviões pindéricos (A321LR) que nem chegam ao Rio. — É de lembrar que só no começo foi assim, com a Linha Aérea Imperial, mas que seguidamente fomos sempre melhorando. Sempre: do DC-3, que fazia Lisboa-Lourenço Marques em 7 dias, em 1947, pelo DC-4 em 1954, pelo L-1049G Super Constellation em 24 horas em 1955, até aos jactos B707 e B747, em c. 16 horas, com escalas em Luanda e na Beira (voos domésticos, note bem!).
E, bem, já vai longo.
Cumpts.
:)
Errata:
ResponderEliminarBanguecoque.
Os melancias dos últimos dias [hão-de] ter querido &c.
… batota macaense …
É sempre um enorme prazer ler e aprender consigo caro Bic. Ao saírem de circulação, ficarão para voos transcontinentais os A330 que a TAP tem "adquirido" sei lá onde. Penso que a "Air Mirpuri", perdão, Hi Fly tem uns aparelhos A340 que de quando em vez voam sob bandeira da TAP. Corrija-me se eu estiver enganado.
ResponderEliminarOs meus cumprimentos
Obrigado! Generosidade sua.
ResponderEliminarSei que a TAP tem fretado aviões à Euro Atlantic. Aos Mirpuris não sei, é muito possível.
Dos A330, o mais da frota é já de aviões novos (A330neo), estou em crer.
Cumpts.