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domingo, 2 de outubro de 2016

Não Faz Mal

 Em 1943 cinco ou seis B-24 Liberator aterraram em Portugal ficando internados. Em 1944 foram entregues à Aeronáutica Militar. Há dias publiquei a fotografia de um: o Não Faz Mal (L2). A fotografia é muito provàvelmente do ano de 44, quando a frota dos seis Liberator foi exibida numa grande parada militar que se fez pelo 28 de Maio.


Consolidated B-24 Liberator «Não faz Mal», Portugal, [1944-46 ?]


 


 Dos seis (matriculados L1 a L6) reza a memória de quatro haverem pintura verde-azeitona militar onde foram substituídas as insígnias americanas pela Cruz de Cristo e pintada a bandeira nacional nos estabilizadores verticais; é o caso do Não Faz Mal. Os restantes dois, talvez por provirem dos 479.º ou 480.º Grupos Anti-Submarinos, haviam uma camuflagem inferior marinha e a carlinga frontal com o beiço descaído, por assim dizer. É justamente um desses que se vê atrás do nosso Não Faz Mal na fotografia d' «O Século». Estes mais extravagantes, alcunharam-nos as vacas.


B-24D Liberator / PB4Y (Anón., in Wings Palette)


 
 Em Dezembro de 1943 chegou a Portugal uma missão comandada pelo major Willard Wilson acompanhado de quatro pilotos e oito mecânicos com o objectivo [de] pôr a voar meia dúzia de B-24 e duas dezenas de caças [P-38 e P-39] que se encontravam internados (Carlos Guerreiro, Aterrem em Portugal, Pedra da Lua, 2008). Instruíu-se a nossa gente para operar com os aviões, fizeram-se umas missões, expuseram-se na parada militar de Maio, mas... Foram abatidos logo em 1946 e desmantelados.


 O B-24 era um bombardeiro pesado que nos não servia nesse propósito, de modo que foi desarmado e apenas usado em missão de transporte. Daqui não fazer mal.
B-24D Liberator / PB4Y (Anón., in Wings Palette)


Gravuras: Wings Palette.

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