Diziam que era um, agora são quatro. Cuido que o número de mouros que se escapam pelo aeroporto da Portela é como a beleza de Cleópatra: consta que era a mulher mais bela do mundo antigo, mas a verdade é que não sabemos.
O mar português é rijo, de maneira que, presumo, a invasão de «refugiados» se vem dando pela grossa malha entretecida pela A.N.A., o S.E.F., a P.S.P. e as múltiplas ordens de securitas, sonasas ou simples porteiros a quem é delegada a frontaria do reino ali para os lados da Portela do Humberto Delgado. A responsabilidade é assim convenientemente diluída e o paradeiro destes invasores por via aérea deve ser alhures na vizinhança daqueles outros sírios de passaporte turco que nos chegaram pela TAP num voo de Bissau. Tem ou não tem lógica?...
Aeroporto da Portela, Lisboa, 1946.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Frequentemente recordo-me de uma anedota que se contava às crianças em que um menino ao andar de bicicleta dizia a sua mãe:"Olha mãe; sem pés, sem mãos..." A anedota acabava (claro) com já previsível tombo e o final (fatal) "sem cabeça!".
ResponderEliminarAssim vão os países europeus: sem fronteira, sem moeda e o fatal e inevitável final: sem futuro!!!
Estes já devem estar a ligar aos amigos: venham por este caminho que aqui basta ter pernas para conseguir entrar.
Estes já são os amigos dos amigos a que ligaram os primeiros que testaram a rota.
ResponderEliminarCumpts.