A Av. do Duque d' Avila tomada de Poente desde perto do cruzamento com a Estr. do Rêgo (actual Av. Marquês de Sá da Bandeira). Não está a imagem datada, mas, a julgar da planta 10K de José Antonio Passos, de 1925, onde não figuram estas moradias no trôço da Duque d' Avila em que «viajamos», a photographia há-de ser posterior. Conjecturá-la-ia por fins dos annos 1920, inicio dos 1930. Melhor n'estes ultimos: com a Rua do Dr. Antonio Candido a só ser rasgada sôbre a ancestral Tr. das Picoas em 1931 e, parecendo as imagens seguintes contemporaneas d'esta, como de feito parecem, mostrando uma d'ellas (tirada do outro extremo do quarteirão) já edificações na dicta Antonio Candido, o mais certo é serem todas já da decada de 30. Lisboa já da era modernista com fina apresentação. Infelizmente não sobrou nenhuma destas moradias. O que lá temos hoje é só progresso...
Av. do Duque de Avila, Lisboa [s.d.].
Col. de Cassiano Branco, in Archivo Historico da C.M.L.
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Avenida Duque d' Avila, Lisboa c. 1931.
Phot. não identificado.
Ainda conheci uma moradia neste quarteirão - a que se situava no gaveto com a Pinheiro Chagas e também já desaparecida -, mas a sua construção era de data posterior às aqui retratadas.
ResponderEliminarEra por ventura este?
ResponderEliminarCumpts.
O que lá temos hoje é só progresso...(lixo do mais ranhoso ou não será?)
ResponderEliminarIsso. Mais progressivo não podia.
ResponderEliminarCumpts.
Que pena não terem tido 1400 milhões de euros da Segurança Social para "reabilitar" o "património" urbano...
ResponderEliminarTenebroso fâchismo. Sem Estado Social.
ResponderEliminarCumpts.
Boa tarde,
ResponderEliminarComo sempre, a bic laranja é fonte de conhecimento. Ando há meses à procura da "casa às picoas" de uma gente ainda hoje em dia amiga da minha família. Ontem recebi um recorte de revista que os identifica como moradores na Travessa das Picoas. Na fotgrafia em que vemos a Rua António Cândido, vemos também a correnteza que ainda lá estava antes de ser acabada a Pinheiro Chagas. Nessa correnteza vemos duas casas, ligadas. A mais longe ainda lá está. A que escorrega para fora da imagem é, estou convencido, a casa que procuro. Casa essa, estou bastante inclinado, me parece aparecer pelas traseiras num outro post sobre uma fotografia de S. Sebastião da Pedreira tirada do telhado se um prédio, pelo Pardal Monteiro.
Se tiver algumas luzes sobre isto, muito lhe agradecia!!
Parece-me que identificou bem. Assim sendo, corresponde ao processo de obra n.º 7394 no archivo municipal (Rua Dr. António Cândido, 14 / Rua Pinheiro Chagas, 64 — demolido; o 64 da Pinheiro Chagas corresponde hoje aos 64-70 desta rua).
ResponderEliminarCumpts.
Se realmente a localização estiver certa, achará a confirmação nos visados pelo Decreto n.º 28 264, «Diário do Governo», I.ª Série, n.º 286, de 9 de Dezembro de 1937.
ResponderEliminarCumpts.
Muito obrigado!!
ResponderEliminarSão exactamente estes! Muito obrigado!
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