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quinta-feira, 31 de março de 2016

Portugal soalheiro, 1973, pela Televisão do Tamisa

  Lisboa. O aeroporto. Aterragens da B.E.A. e da T.A.P. Desembarque e encaminhamento de passageiros — assistente de terra em uniforme de Louis Féraud vermelho; o equipamento de terra da T.A.P. ...
  O terreiro do Paço com indicação de destinos: Campismo, Castelo de S. Jorge, Estoril.
  Tráfego automóvel no Cais do Sodré: autocarros — um Daimler Fleetline na pintura original da Carris; um A.E.C. Regent V com pintura verde mais moderna —, táxis Mercedes Ponton.
  Gente que passa, gente que olha, gente que atravessa, gente que circula. Um polícia.
  A Rua do Alecrim. Um eléctrico que se esforça.
  O comboio do Estoril.
  Cacilheiros: o Nacional e o Recordação.
 
O Tejo. Um paquete estrangeiro como os nossos… eram.
  O Tejo e a ponte — travessias: o desembarque dum ferry no Cais do Sodré; um volvo de volante à direita com roulotte — outra vez campismo...
  E a ponte.
  O Cristo-Rei.
  Sesimbra.
  Sesimbra nos prolegómenos dum futuro de cimento... Botes emparelhando as cores duma bandeira dum país... dalgo que...
  Pescadores que vão...




  O filme foi transmitido na Thames Television em Março de 1974. As imagens tão estivais hão-de ser da colheita de 1973. Percebe-se.

18 comentários:

  1. Marcos Pinho de Escobar31/3/16 22:13

    Magnifica lembrança do meu país que foi...mas desistiu de ser.
    Obrigadissimo Caro Amigo!

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  2. Joe Bernard1/4/16 19:51

    Gostei de ver o Trident a aterrar, bem como a assistente de terra com a farda dos chapéus de pom-pom... A bordo era uma maravilha, quando se esticavam para por um casaco na bagageira... espectáculo!!!
    A musiquinha é que é chata...

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  3. Era mesmo uma estética muito mais bonita.

    Estupidamente algumas dessas coisas acabaram por peneiras próprias.

    Por exemplo, os taxistas que não queriam passar por taxistas e acharam o máximo pintar os carros à colonialista.

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  4. Anónimo3/4/16 03:48

    De que cor é pintar um táxi à colonialista.
    Eu não sei e não faço a ideia.

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  5. Anónimo3/4/16 11:26

    Caro BIC,

    Muito obrigada por proporcionar o visionamento desta pequena maravilha. Gostei tanto de ver. Como nasci em 1972 já só tenho lembranças muito vagas desta época e muito apreciei ver o Terreiro do Paço sem carros estacionados junto à estátua, coisa que persistiu durante anos e que era horrível.
    Muitos banhos de mar tomei na praia da Califórnia cheia de barquinhos de pescadores (ainda não havia porto de abrigo). Já lá estava o mamarracho onde funciona o tribunal, mas de facto eram ainda, como acertadamente afirma, os prolegómenos.

    Bem haja.




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  6. Carros cremes como os que traziam.

    Se não sabe, azar o seu- eu lembro-me.

    A que título tiveram de mudar as cores? por complexo de poderem parecer taxistas?

    Eram as cores dos taxis ingleses porque foram os ingleses que introduziram cá, tal como correios e muitas outras companhias.

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  7. E dizem que Portugal era um país a preto e branco, logo numa altura em que se verificava um pujante crescimento económico.

    Aquele AEC Regent V da Carris, todo verde é que devia ser bem quente no Verão...

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  8. Pois desistiu...
    Obrigado eu, do apreço.
    Cumpts.

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  9. Mudámos a cor dos táxis para sermos... isto.
    Cumpts.

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  10. Portugal desistiu de ser... em tudo.

    :(
    Cumpts.

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  11. Folgo que haja agradado.
    Obrigado eu!

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  12. Ná! Era tudo cinzento. Anos de chumbo.

    O Regent V tinha ar condicionado, primitivo. A democracia ao depois melhorou... Até passou a haver pronto-a-vestir.

    Cumpts.

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  13. Aleluia!

    http://www.cmjornal.xl.pt/domingo/detalhe/taxis-de-regresso-ao-verde-e-preto.html

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  14. A notícia é de 2003, mas são cada vez mais. Os amarelos são os mais envelhecidos.
    Cumpts.

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  15. Pois é. Nem tinha reparado.

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  16. Belíssimo vídeo e, permito-me destacar, o excelente trabalho de iluminação pois, como todos sabemos, vivia-se a longa noite e deve ter dado uma trabalheira este video :-) :-)

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