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terça-feira, 5 de abril de 2016

Chafariz da Duque d'Avila (prox.)

Chafariz da Av. do Duque d' Avila, Arco do Cego (F.M. Pozal, 1953 [?] )
Chafariz da Av. do Duque d'Avila, Lisboa, 1953 (?).
Fernando Pozal, in archivo photographico da C.M.L.


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  Chafariz da Av. do Duque d' Avila, attr. a Fernando Pozal, photographo, anno de 1953...
  Duvido.
  Se o chafariz era onde cuido, no início da Duque d' Avila — onde confluiam nos annos 30 as ruas dos Açores, do Visconde de Santarem, a Av. de Rovisco Paes e a Rua do Arco do Cego — então o que vemos é a velha Rua do Arco do Cego virando para a Av. de Rovisco Paes. Os trilhos do electrico indiciam a última, cuja deliberação e alvará municipaes lhe officializaram o nome em Outubro de 1932.
  Os gailoeiros além do chafariz dão idéa de que não estariam para durar, o que percebeis sabendo como foi supprimida a parte inical da
velhinha Rua do Arco do Cego que ia a par do Instituto Superior Técnico: correu este trôço entre as avenidas do Duque d'Avila e do Visconde de Valmor e resistia ainda em 1940. A malha das avenidas impôs-se, porém, no plano da cidade e, com ella, obtivemos duas novas ruas: de Dona Filipa de Vilhena (edital de 1933) e do General Sinel de Cordes (actual Alves Redol); entre ambas era redundante a Rua do Arco do Cego e foi supprimida.
  Do que me parece, estas casas além do chafariz jaziam onde a Rua do General Sinel de Cordes veio a entestar á Duque d' Avila. Tambem deve ser aquella dos annos 30, mas, como o nome lhe foi mudado para Alves Redol em 1974 por «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» (C.M.L., Toponimia) fico sem saber quando foi feita.
  Todas estas datas são importantes para circumstanciar a photographia do chafariz, cuja data attribuida no archivo (1953) me parece tardia. O trôço inicial da Rua do Arco do Cego foi demolido pelos annos 40, cuido, e o prédio que (quase) occupou o lugar d'aquelles outros no gaveto da Duque d'Avila com a Sinel de Cordes é de 1951-52.

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