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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os taleiros

 Na sexta-feira (e hoje ainda o camarada Jerónimo), na rádio, diziam muito dos taleiros -- os taleiros de Viana do Castelo. Assim definha a prosódia, porque, na verdade, estaleiros (ou Portugal) já não temos.


(O Observador, n.º 47, 7/1/1972, pp. 8-10, in Porta da Loja.)

4 comentários:

  1. Pois é, são os 'taleiros'... Eles é que precisavam de uns bons 'talos' nos focinhos, eles, os novos precursores do brasilês que escrevinham e verbalizam mal e porcamente a nossa sagrada língua-mãe.

    Mas já agora e nem de propósito. Os trabalhadores destes Estaleiros que andam abespinhados com os muitos problemas que a Empresa enfrenta para conseguir manter-se de pé e em polvorosa por grande parte deles ir ser despedido, mas estão contra a respectiva privatização, pensem por um só minuto qual a origem de todos estes graves problemas. Já lhes ocorreu por acaso que foram eles próprios, com a prestimosa 'ajuda' dos sindicalistas comunistas e socialistas encapotados mais a esquerda radical, quem levou uns Estaleiros que foram prósperos, bem organizados, com encomendas de monta do país e do estrangeiro, com milhares de trabalhadores com o seu posto de trabalho assegurado para a vida e portanto em total segurança para poderem executar o seu ofício devotadamente e em paz, factos estes que somados eram mais do que suficientes para sentirem o conforto material que lhes permitia cuidar dos familiares e, se fosse o caso, poder formar família com a firme convicção de que a sua protecção e sustento estariam assegurados?

    Depois..., bem depois veio Abril e toda a esquerda golpista que lhes vendeu ilusões a pataco e mil promessas cor-de-rosa repetindo até à náusea "patrões 'faxistas' para a rua" e "juntem-se a nós porque o povo unido nunca mais será vencido" e "vocês agora vão ser donos do vosso próprio destino e os lucros da empresa reverterão a vosso favor", etc.

    Evidentemente que todas essas grossas mentiras e promessas vãs, com o passar dos anos tornaram-se impossíveis de ser cumpridas, como de jamais virem a alcançar o mínimo sucesso. E isto por variadíssimas razões. 1ª.- pela total desestabilização da estrutura sólida e competente que mantinha em perfeito funcionamento os Estaleiros; 2ª.- pelo anteriormente correcto, respeitador e dedicado desempenho dos trabalhadores, recompensado com a manutenção dos respectivos postos de trabalho até à reforma... substituído da noita para o dia por um misto de degradação dos costumes e no abandalhar dos serviços a juntar à total falta de respeito pelos superiores e ao incumprimento dos deveres a que se tinham obrigado, etc.
    Resultado, os outrora trabalhadores irrepreensíveis viraram marginais num instante e o ambiente laboral num autêntico manicómio.

    Ponham a mão na consciência e com a honestidade que é intrínseca aos seres bem formados, digam lá se valeu a pena a destruição completa a que foi forçada por gente traidora sem escrúpulos e sem alma, aquela que havia sido até então uma bem sucedida Empresa de Construção Naval e um extraordinário exemplo de boa gestão, desenvolvimento e obtenção de riqueza para o país, reconhecida pelo seu valor e desempenho e pela mão d'obra qualificada, tanto cá como lá fora, destruição essa que só vos prejudicou e às vossas famílias muito para lá do humanamente razoável, vindo a beneficiar única e exclusivamente os integrantes dos partidos de esquerda e extrema esquerda (cujos membros terão sempre emprego fixo e ordenados generosos obtidos através dos partidos e sindicatos a que pertencem, auferindo ainda benesses e mordomias e protecção política bem como emprego vitalício para eles e suas famílias, pelos bons servicinhos 'prestados à Nação', isto é, pelas inúmeras traições à Pátria, obra e consequência do sistema que os protege porque o mesmo deles necessitou desde o início (e continua a necessitar) para começar por destruir a economia e finalmente o próprio país)?

    Com a sinceridade requerida e tendo em conta o estado deplorável em que se encontram desde há muito os Estaleiros - outrora um marco histórico e um exemplo de grandeza da nossa industria naval que tanto honrava o país, graças a quem os administrava e a todos os que abnegadamente neles desempenhavam funções - e o desespero que tal estado tem vindo a provocar ao longo de tantos anos na vida de todos vós, os ainda tralhadores, digam lá por favo

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  2. Uns valentes 'talos no focinho eram bem merecidos, sim senhora.

    O resto foi o bolchevismo a ditar modas com propaganda de rios de mel a correrem em leitos de preguiça.
    Cumpts.

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  3. Inspector Jaap4/12/13 18:29

    Os «taleiros» são próprios dos «tarolas» sem carolas que nos (des)governam; e, como o Português está no seu ocaso, os figurões encarregam-se de o enterrar aos poucos. De que se admiram?
    Cumpts

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  4. Bic Laranja4/12/13 22:50

    Pois. Enfim!...
    Cumpts.

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