Na sexta-feira (e hoje ainda o camarada Jerónimo), na rádio, diziam muito dos taleiros -- os taleiros de Viana do Castelo. Assim definha a prosódia, porque, na verdade, estaleiros (ou Portugal) já não temos.
(O Observador, n.º 47, 7/1/1972, pp. 8-10, in Porta da Loja.)
Pois é, são os 'taleiros'... Eles é que precisavam de uns bons 'talos' nos focinhos, eles, os novos precursores do brasilês que escrevinham e verbalizam mal e porcamente a nossa sagrada língua-mãe.
ResponderEliminarMas já agora e nem de propósito. Os trabalhadores destes Estaleiros que andam abespinhados com os muitos problemas que a Empresa enfrenta para conseguir manter-se de pé e em polvorosa por grande parte deles ir ser despedido, mas estão contra a respectiva privatização, pensem por um só minuto qual a origem de todos estes graves problemas. Já lhes ocorreu por acaso que foram eles próprios, com a prestimosa 'ajuda' dos sindicalistas comunistas e socialistas encapotados mais a esquerda radical, quem levou uns Estaleiros que foram prósperos, bem organizados, com encomendas de monta do país e do estrangeiro, com milhares de trabalhadores com o seu posto de trabalho assegurado para a vida e portanto em total segurança para poderem executar o seu ofício devotadamente e em paz, factos estes que somados eram mais do que suficientes para sentirem o conforto material que lhes permitia cuidar dos familiares e, se fosse o caso, poder formar família com a firme convicção de que a sua protecção e sustento estariam assegurados?
Depois..., bem depois veio Abril e toda a esquerda golpista que lhes vendeu ilusões a pataco e mil promessas cor-de-rosa repetindo até à náusea "patrões 'faxistas' para a rua" e "juntem-se a nós porque o povo unido nunca mais será vencido" e "vocês agora vão ser donos do vosso próprio destino e os lucros da empresa reverterão a vosso favor", etc.
Evidentemente que todas essas grossas mentiras e promessas vãs, com o passar dos anos tornaram-se impossíveis de ser cumpridas, como de jamais virem a alcançar o mínimo sucesso. E isto por variadíssimas razões. 1ª.- pela total desestabilização da estrutura sólida e competente que mantinha em perfeito funcionamento os Estaleiros; 2ª.- pelo anteriormente correcto, respeitador e dedicado desempenho dos trabalhadores, recompensado com a manutenção dos respectivos postos de trabalho até à reforma... substituído da noita para o dia por um misto de degradação dos costumes e no abandalhar dos serviços a juntar à total falta de respeito pelos superiores e ao incumprimento dos deveres a que se tinham obrigado, etc.
Resultado, os outrora trabalhadores irrepreensíveis viraram marginais num instante e o ambiente laboral num autêntico manicómio.
Ponham a mão na consciência e com a honestidade que é intrínseca aos seres bem formados, digam lá se valeu a pena a destruição completa a que foi forçada por gente traidora sem escrúpulos e sem alma, aquela que havia sido até então uma bem sucedida Empresa de Construção Naval e um extraordinário exemplo de boa gestão, desenvolvimento e obtenção de riqueza para o país, reconhecida pelo seu valor e desempenho e pela mão d'obra qualificada, tanto cá como lá fora, destruição essa que só vos prejudicou e às vossas famílias muito para lá do humanamente razoável, vindo a beneficiar única e exclusivamente os integrantes dos partidos de esquerda e extrema esquerda (cujos membros terão sempre emprego fixo e ordenados generosos obtidos através dos partidos e sindicatos a que pertencem, auferindo ainda benesses e mordomias e protecção política bem como emprego vitalício para eles e suas famílias, pelos bons servicinhos 'prestados à Nação', isto é, pelas inúmeras traições à Pátria, obra e consequência do sistema que os protege porque o mesmo deles necessitou desde o início (e continua a necessitar) para começar por destruir a economia e finalmente o próprio país)?
Com a sinceridade requerida e tendo em conta o estado deplorável em que se encontram desde há muito os Estaleiros - outrora um marco histórico e um exemplo de grandeza da nossa industria naval que tanto honrava o país, graças a quem os administrava e a todos os que abnegadamente neles desempenhavam funções - e o desespero que tal estado tem vindo a provocar ao longo de tantos anos na vida de todos vós, os ainda tralhadores, digam lá por favo
Uns valentes 'talos no focinho eram bem merecidos, sim senhora.
ResponderEliminarO resto foi o bolchevismo a ditar modas com propaganda de rios de mel a correrem em leitos de preguiça.
Cumpts.
Os «taleiros» são próprios dos «tarolas» sem carolas que nos (des)governam; e, como o Português está no seu ocaso, os figurões encarregam-se de o enterrar aos poucos. De que se admiram?
ResponderEliminarCumpts
Pois. Enfim!...
ResponderEliminarCumpts.