« El-rei mandou ao barão (*) que fosse da sua parte visitar ao imperador Carlos Quinto, seu cunhado, que chegara de Itália a Espanha. E o barão entrando já por Castela com dezoito homens com que corria à posta **), perguntou-lhe um castelhano, vendo-o tão bem acompanhado, se ia tomar Castela. E o barão respondeu-lhe:
— Se eu viera a isso, trouxera menos portugueses.
»
J. H. Saraiva (anot. e com.), Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do sécúlo XVI, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997, pp. 134-135 (342).
(*) D. Rodrigo Lobo da Silveira, 3.º barão do Alvito, vedor da Fazenda de el-rei D. João III.
(**) Corria à posta: correr à posta era a forma mais rápida da viagem na época, mudando os cavalos nas postas, escalonadas ao longo do caminho. [N. do A.]
Imagem do Escudo Português na Exposição de Arte Portuguesa na Academia Real das Artes, Londres, 1955-56.
Estúdio de Mário de Novais: 1933-83, in Bibliotheca de Arte da F.C.G..
Sublime, é o menos que se pode dizer deste verbete! E isto foi há mais ou menos há 150 anos; se fosse agora, o castelhano perguntava se iam todos pedir dinheiro.
ResponderEliminarCumpts
150 anos, Inspector??
ResponderEliminarQuanto à sublimidade do verbete, perfeitamente de acordo!
«Lapsus calami», de certo.
ResponderEliminarCumpts.
Raio de Alzheimer! 450 anos queria eu dizer! Obrigado pelo reparo.
ResponderEliminarCumpts
Justamente; o raio é que isso me anda a acontecer cada vez com mais frequência. Obrigado pela benevolência.
ResponderEliminarCumpts