Hoje de manhãzinha, reportagem extensa na rádio sobre tirarem o Memorial do Convento do programa de Português dos liceus. Um côro de clamores: queixaram-se os vendilhões mafaricos (menos visitas de estudo à vila); queixou-se o director contabilista dos ingressos do palácio nacional (menos visitas).
São clamores por motivos legítimos, concedo-lhes. Mas que são toda uma cultura...
Comadres e compadres não deixarão de bradar pavlovianamente pelo menosprezo da literatura sem pontuação. É toda uma intelectualidade. Não chega a ser cultura.
Gravura: Cruelissima guerra que houve entre os caens, e gatos na grande praça da Real Villa de Mafra, in Biblioteca Nacional.
Tirar isso do programa, é um acto de cultura,ponto final! Perceberão eles a pontuação?
ResponderEliminarAgora a questão é: o que vão eles arranjar em sua substituição? Um livro «escrito» por um qualquer jogador de futebol, ou pelo «screenplay» de uma qualquer telenovela?
Cumpts
Ambos.
ResponderEliminarCumpts.
Li a trampa do livro só por teimosia.
ResponderEliminarNão gostei!
Pensei, devo ser eu, que sou estúpido.
Comprei a Jangada de Pedra.
Idem aspas.
Fiquei vacinado!
Cheguei à quinta página do «Memorial». Por duas vezes. Prosa sem pontuação não é literatura, é cifra: parece que nem assim desmereceu à comissão do Nobel (devem ser dados ao masoquismo), mas que necessidade tinha eu de me dar à tortura de decifrar aquilo?
ResponderEliminarBastaram-me às «Pequenas Memórias (http://biclaranja.blogs.sapo.pt/111355.html)» por curiosidade da Azinhaga antiga e arrumei a saramaguice.
Cumpts.