| início |

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Hotel Aviz

 Panorâmica abarcando a Av. de Fontes Pereira de Mello, a Rua Thomaz Ribeiro e a Rua Viriato. Ao centro o hotel Aviz, antigo palacete de Silva Graça. Chapa batida do n.º 4 ou 6 2 da Av. Cinco de Outubro.
 Do tempo em que o prédio de rendimento do gaveto da Rua Virato com a Latino Coelho tinha piso de mansarda que era habitado. Do tempo da praça de táxis diante da maternidade Dr. Alfredo da Costa, no primeiro troço da Latino Coelho. No mesmo tempo em que, nesse troço, na via descendente, circulavam livremente as camionetas dos vinhos Messias ou quaisquer outros veículos sem interdições de trânsito ou sentidos proibidos excepto acesso ao hotel... Sheraton. No tempo, enfim, da censura e do propalado fachismo, mas em que as vias públicas eram públicas e não ruas privadas particulares para serviço de hotel nenhum.
 Do tempo do requintado Aviz e não do tempo do kitsch e decadente Imaviz, afinal.


Hotel Aviz, Lisboa, c. 1960.
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

(Revisto às 10h05 da manhã.)

12 comentários:

  1. Mário Cruz7/6/13 11:06

    Caro Bic,

    Agora percebo a razão do Sr. Gulbenkian ter passado os últimos anos da sua vida neste hotel...
    Cumps

    ResponderEliminar
  2. Gulbenkian era amante de Arte. Apreciava o Belo pelo seu valor em si mesmo. Por isso não admira.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  3. Anónimo8/6/13 01:51

    Que maravilha de fotografias. O que delas ressalta e impressiona, além da sua beleza intrínseca, é a limpeza imaculada das ruas, a largueza e perfeição das avenidas e dos passeios, o ordenamento do trânsito. Tudo o está à vista é perfeito, qual óleo de um exímio pintor. Parabéns.
    Maria

    ResponderEliminar
  4. Estimado sr. Bic Laranja

    Quero agradecê-lo por mais uma vez facultar-nos tão belas imagens. Desconhecia a existência desse edifício onde se situava o hotel. Deliciei-me ao ver as linhas do eléctrico na Av. Fontes Pereira de Melo, seria a carreira que ia até ao Lumiar?Sou um aficionado desse meio de transporte que infelizmente foi desaparecendo das ruas de Lisboa. Ora porque se sobrepunha ao Metropolitano, ora porque os autocarros eram mais rápidos, ora porque não era "moderno". A realidade é que em termos de transportes públicos estamos cada vez piores.

    ResponderEliminar
  5. Bic Laranja9/6/13 17:31

    O eléctricos que subiam a Fontes eram as carreiras do Lumiar e Campo Grande (2 e 2A), sim, e também as circulares de São Sebastião (4 e 5).
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  6. Anónimo9/6/13 21:25

    Fui ver. Tudo muito lindo e bem observado. Até que cheguei aos magníficos painéis do Almada e parei (só por hoje...). A decoração do Hotel Avíz (do salão reproduzido) é espectacular, muito vitoriana, à semelhança dos interiores de muitos palacetes ingleses, òbviamente desses tempos, por cujo estilo aquela terá sido certamente influenciada. Demasiadamente pesada para o meu gosto, mas lá por isso não deixo de a apreciar bastante, não só pelo cuidado posto nos detalhes mas também pela elegância do conjunto.
    Muito agradecida.
    Maria

    ResponderEliminar
  7. o que fizeram no lugar deste hotel ?

    ResponderEliminar
  8. Um hotel com mais quartos.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  9. Marcos Pinho de Escobar11/6/13 22:33

    Chega a ser cobardia recordar como era Lisboa... Os prédios, a limpeza e a perfeição das ruas, a gente vestida a preceito. Um pavor os dias que correm!
    Abraço amigo.

    ResponderEliminar
  10. Sim. Parece bater no ceguinho. Mas é com cegos que não querem ver que lidamos. Por isso porrada neles.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  11. Bic Laranja17/6/13 20:55

    Cada coisa tem o seu tempo. Mas daí a destruir por sistema apenas porque não é moderno... Os antiquários hão-de ter chamado um figo a tal recheio.
    Cumpts.

    ResponderEliminar