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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nótulas de desprezo

 Há coisas com graça. O Facebook não é uma delas. No entanto fui lá «inscrever-me». Antes, porém, que venha aqui o benévolo leitor lembrar-me (e bem) o desprezo que manifestei por esse mundo Disney palpitante de publicidade, conceda-me a indulgência de um minutinho de sua atenção em que passo a explicar.
 Seguindo o rasto do Grupo Amigos de Lisboa (têm um novo sight) desaguei no seu livro das fuças e... -- Bom, a curiosidade moveu-me a «inscrever-me» lá para ver o que ali havia (quiçá foi para sublimar o desgosto de o vizinho do Sócrates me ter riscado a «inscrição» do posto da Caixa). E o que havia lá tinha graça (não foi justamente o que comecei por dizer?!).
 O que tinha mais graça, por conseguinte, era haver inúmeras fotografias sobre a Lisboa doutras eras, algumas já publicara eu aqui no blogo. -- Qual a surpresa? -- dir-me-eis -- Se são aqueles lá Amigos de Lisboa e se o blogo aqui roça por tanta vez a olisipografia! Natural é que as esferas duns e doutro se intersectem, pois claro.
 Sucede todavia que das imagens publicadas aqui e lá, uma parte era-o por notável afã duma Sr.ª Telma de Castro, pessoa estimável, e viam-se por lá com legendas tais e quais as eu tenho cá. Num caso até, com uma gralhazinha numa abreviatura B.º, que saiu B.ª. O copy paste decalque da empenhada Sr.ª Telma de Castro foi tão rigoroso que nem emendou a subtil gralha. Fico-lhe reconhecido. Pena não lhe ter sobrado rigor para mencionar a fonte. Ficou só assim, por seu punho, obra e graça (ora cá está ela outra vez). Ainda lá estará agora de sua tal e qual graça, cuido, embora não no possa dar eu por inteiramente certo porque, ao lhe manifestar interesse na sua amizade, a Sr.ª Telma de Castro -- pessoa urbana e estimável, decerto -- me ostracizou do seu particular livro das fuças. Um lastimável engano!...

Telma Castro brilha com o alheio... E mesmo assim, pouco.
Telma de Castro brilha com o alheio. E mesmo assim pouco. Espigado do Livro das Fuças, 1/IV/13.

Nota final:
 
A imagem em causa foi publicada por mim com elevada resolução porque a adquiri e paguei no Arquivo Fotográfico da C.M.L., a onde me desloquei para obtê-la. Quando a ofereci aos cibernautas, sem marca de água e com explicação detalhada do que ela mostra, sabia o que ia acontecer. Era fatal como o destino.

14 comentários:

  1. Anónimo2/4/13 03:37

    Mas ao apropriarem-se de determinada peça/poema/artigo/crónica/fotografia, pintura, etc., não é obrigatório citarem a procedência onde se inclui o nome do autor? Isto chama-se (ou chamava-se no tempo em que havia respeito pelo outro) "direitos de autor". Na minha humilde opinião acho que deveria exigir - se tal lhe aprouver - a retirada dessa tal página de algo que foi reproduzido sem autorização do autor (sim, autor) e que a este deu trabalho e despesa, pertencendo-lhe por direito próprio.

    Fui ver (reler) as ligações que deixou e gostei especialmente do que escreveu em comentário sobre o tratamento por "tu" nas internetes, facebooks, etc. Mas parece que já foi chão que deu uvas..., aprenderam com as reprimendas que levaram de todos os lados e ainda bem.
    Maria

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  2. A coisa no "feice" ainda consegue ser pior do que na "blogosfera". Se à canibalização do trabalho alheio se chama em geral "partilha" - com espantosa descontracção e não menos irritante desfaçatez -, naquela rede anti-social os canibais são aplaudidos, incentivados e até louvados... porque "toda a gente faz o mesmo".

    Há profissionais do mister, salvo seja, que mais não fazem (nem outra cousa) na vida, alguns deles vivendo mesmo disso e de cara alegre.

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  3. mujahedin2/4/13 16:48

    Vejamos: uma coisa é "partilha", outra é a apropriação da autoria de seja o que for.

    Tivesse a Sra. Castro feito a partilha da fotografia em causa, nomeadamente através da ligação para a correspondente nótula que a acompanha aqui no tasco, e penso que o nosso Bic com nada teria que se surpreender, senão antes congratular-se, pois teve desde logo a amabilidade de adquirir o trabalho e o oferecer aos cibernautas, como ele próprio o diz.

    Ora a Sra. não foi isso que fez. Pô-la(s?) lá como que sendo da sua autoria (dela), tanto a fotografia como a legenda que a acompanha. Isso é simplesmente copiar - no sentido que se lhe dá na escola! E, como na escola, é comportamento censurável.
    Não deixa de ser engraçado como se apanhou sem equívoco a intrujona de igual maneira à de que tantos são na escola apanhados - através da cópia dos erros ou gralhas do original! Quem sabe não lhe é já práctica antiga...

    :)

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  4. Anónimo2/4/13 18:57

    gostei do blog

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  5. Pô-zias, pô-zias. Uma carrada delas. É como diz, se fizesse menção ao tasco, nada teria de reprovável. Mas que quere, as boas maneiras agora são assim.
    Cumpts.:)

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  6. Aquilo não é feice », é foice, e assim vai a ceifa em seara alheia. A cara alegre e desavergonhada desfaçatez, neste caso, continua...Cumpts .

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  7. O que foi chão que deu uvas foi o tratamento deferente.
    Quanto ao resto campeia a boçal falta de maneiras e a gosma sobre o alheio. Nem pensam em mais nada -- Ó para cá que é meu!... -- Deus queira não tropecem na gadanha!
    Cumpts.

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  8. Bruno Santos2/4/13 23:03

    Que vergonha Sra. Dona Telma Castro (que, pelo que se vê, não a tem...), roubar e ser apanhada...

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  9. Vergonha é ser apanhada. É isso mesmo, pois...
    Cumpts.

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  10. ASeverino3/4/13 11:18

    E que me dizem ao novo embaixador da boa-vontade , Miguel (como o padrinho), um homem simples como ele se designou e boçou, um homem para quem tudo se resolve facilmente com iniciativa, força, persuasão, energia, pensamento positivo, crença de que somos capazes e prontos...
    Estamos mesmo entregues aos bichos.

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  11. mujahedin3/4/13 12:12

    Diz que é um criativo...

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  12. Um criativo que aprecia bater o punho....
    Também me cheira que usa avental, e não há-de ser da perspicuidade para a culinária.
    Cumpts.

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  13. Inspector Jaap3/4/13 13:28

    Mas, caro Bic , não tem por que se admirar, pois trata-se de mais um caso lamentável, tão lamentável como toda essa fauna de celenterados que por aí pulula; tenho ou não razão na classificação?
    Cumpts

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