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domingo, 31 de março de 2013

Ribeira do naufrágio

 Diz que o pavimento da nova Ribeira das Naus só durou um dia e vai ser reparado. Não espanta. Trabalho de qualidade é só no lançamento e adjudicação de empreitadas vistosas. Depois é o que se sabe: mais negócios e propaganda... A simples reparação de buracos no asfalto da cidade quotidiana, calçar passeios, etc., não faz parte desses planos; quem passe nas ruas Andrade Corvo, José Falcão, Dona Estefânia, Fernão Lopes [junte o benévolo leitor aqui as do seu itinerário quotidiano] as crateras que achar na calçada, no asfalto das ruas, são imagem do vai entre as orelhas da vereação e, principalmente, do presidente. Suponho ainda assim que cavidades como estas que digo [em ambos os casos], cheias de brita, fizessem serviço com mais proveito do aquilo que temos em Lisboa.


A abertura da Avenida da Ribeira das Naus em 1948, em Lisboa de hoje e amanhã -1948, in Metakinema.

6 comentários:

  1. Joe Bernard1/4/13 19:20

    Mas... estavam à espera de melhor?
    Com uma equipa de demagogos com é a da Câmara de Lisboa, estavam à espera de quê?
    E o trânsito na Avenida da Liberdade???
    É aborto após aborto. Felizmente já não é penalizado...

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  2. Um presidente que se muda dos Paços do Concelho para o Intendente, a ter de pagar renda em casa alugada, já diz tudo. Tem razão. É como ouvi há dias: «estamos no fundo do poço, mas podemos sempre continuar a escavar».
    Cumpts.

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  3. Acho que vou fazer uma pergunta tola.... quem vai pagar esta bodega que fizeram na Ribeira das Naus e a propósito o Bama do Intendente vai largar o gabinete no Intendente....

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  4. Inspector Jaap3/4/13 13:40

    Mas então não é essa a ideia? Ganha-se um concurso, se é que o houve, e depois faz-se a coisa derrapar pelo menos em 100%... Não contentes com isso, fazem a habitual lavagem ao cérebro do Zé Povinho com as tretas idiotas do costume nas inaugurações e lautos almoços – que para eles são mesmo grátis – e depois… Bem, depois, no dia seguinte começam as reparações.
    Comentários para quê? São artistas portugueses e só usam a «pasta» habitual «couto», essa mesma, a da coutada… E nós pagamos!
    Cumpts

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