Dizem as modas que hoje é o dia internacional da mulher. As tolinhas lá se empolgam com o diazinho que lhes concedem, mas dá pena vê-las muito afanosas a lembrar a todos a piedosa esmola de um dia no calendário. Digno de maior dó, ainda, é a mentalidade da nova ordem mundial que lhe subjaz: uns são tão broncos a segui-la que mal distinguem o objecto da misericordiosa glorificação, do dia do calendário comum escolhido para o efeito; outros, ainda mais empenhados do que o estúpidos que dão em ser, propõem-se emendar o mundo pelo léxico «optimizando» os direitos do Homem em direitos humanos (cfr. o título do diploma na transcrição electrónica com o do Diário original impresso). Estas inteligências dominantes, em progredindo um tanto, não tardarão em abolir os géneros masculino e feminino da Gramática encastoando-lhe à bruta o monolítico género único. Por agora ainda se vêem à nora para perceber nomes comuns de dois. Hão-de (a)fundar uma civilização.
Placa toponímica nas Ruas com Dias, in H Gasolim Ultramarino.
Dia 8 de Março dia da mulher, uma grandessíssima ova. O dia da mulher era e sempre será, para mim e para milhões de portugueses, dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição.
ResponderEliminarEstes trastes que andam a brincar aos políticos há quatro décadas, dando-nos cabo da paz de espírito e da saúde, querem à força que o povo esqueça tudo quanto remeta para o anterior regime. Tentam os possíveis e os impossíveis para apagar da memória dos portugueses as tradições e efemérides relacionadas com o Estado Novo. Eles sabem que um povo sem memória é um povo sem identidade e é isto que eles querem firmemente - anular a identidade dos portugueses - mas não hão-de conseguir. Primeiro serão eles riscados do mapa. Que é o mesmo que dizer da vida do país.
As 'democracias' mundiais que se submetem incondicionalmente às regras políticas e sociais decretadas pelos E.U. - país que, não possuíndo História antiga nem tradições, tem de inventá-las por mais ridículas que sejam para manter o seu povo entretido, pois enquanto este comemora todos os dias qualquer coisa abstrai-se da infamante política praticada pelos seus governantes - só o fazem porque são obrigadas a isso... or else (ainda que eles, os governantes-mandados, não desdenhem a incumbência, antes p'lo contrário). As ordens emanam do vértice da pirâmide e são para cumprir à risca.
Lá que os norte-americanos inventem e comemorem diàriamente "um dia de qualquer coisa", estão no seu pleno direito. Agora obrigarem povos com milhares d'anos de existência, com tradições religiosas arreigadas e acontecimentos históricos heróicos comemorados anualmente, a fazê-lo, mais do que disparatado chega a ser insolente. Os povos antigos não necessitam (de celebrar por decreto de governos-fantoche) "dias de", para coisíssima nenhuma.
Maria
Obs.: Estive a ler alguns comentários relativos a este tema nos idos de Março/2010. Fartei-me de rir com o comentário engraçadíssimo do ilustre (ex-comentador?) Attenti Al Gatti.
Peço desculpa Maria mas creio que diariamente não leva acento (há uma data de anos) e não tem nada a ver com este acordo que nós aprovámos mas que o Brasileiros suspenderam até 2016...e já agora, se me permite, a nossa história não tem só quatro décadas...E o outro (democrata) queria o dia do cão (embora haja cães que o merecerão mais que certas pessoas).Esta coisa do dia da mulher, dia do gato, dia do peixe é mesmo uma treta dos saloios americanos e o resto é conversa.
ResponderEliminar«Estas inteligências dominantes, em progredindo um tanto, não tardarão em abolir os géneros masculino e feminino da Gramática encastoando-lhe à bruta o monolítico género único»
ResponderEliminarCaro Bic,
pois olhe que já por aí anda quem queira levar a empresa a cabo. Para já na Suécia; amanhã, quem sabe...
http://www.care2.com/causes/sweden-adopts-a-gender-neutral-pronoun.html
Que sorte a nossa...
ResponderEliminarDemência!