Por um qualquer milagre este casarão (moradia, segundo o arquivista) está de pé. Está à venda há um par de anos. Como foi classificado e não se pode demolir ninguém o compra.
Pode o benévolo leitor vê-lo na Av. da República ante o Campo Pequeno. Mas para deliciar-se com os horizontes daquele lugar -- o forte do Monsanto dum lado e o arvoredo da Azinhaga das Freiras (Rua da Beneficência) lá para os altos da Torrinha -- prima a imagem se faz favor.
Av. Ressano Garcia, 77, Lisboa, 1907.
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Uma perfeita maravilha! Isto é um sonho de casa (moradia) feito realidade. Vejo-a e revejo-a e nunca me canso:)
ResponderEliminarMaria
Conhece aquele mimo de moradia, transição Arte Nova pra Art et Decô, que, descendo a Av. Álvaro Pais, entrando na 5 de Outubro e virando imediatamente à direita, situa-se à nossa direita quase logo a seguir? É um completo assombro! De uma beleza que não tem explicação. Os proprietários têm-na (tinham-na, há pelo menos um ano ou por aí) extremamente bem cuidada. Ela é de tal modo bonita que aqui há uns anos não resisti e tirei-lhe uma fotografia.
ResponderEliminarSerá que é possível encontrá-la no Google, para saber mais um pouco da sua história (o nome, por exemplo) e quem a mandou construir? Calculo que tenha sido lá pelos anos 20 do século passado. Agradeço a quem souber que mo diga, por favor.
Maria
Cara Maria, é a esta moradia que se refere?
ResponderEliminarhttp://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/008/index.php?ml=4&x=0032.xml
Foi Prémio Valmor no ano de 1929, tendo sido projectada pelo Arquitecto Pardal Monteiro -
http://premiosvalmor.blogspot.pt/2005/11/19201929.html
Estava ladeada de dois formidáveis prédios de rendimento que faziam esquecer os horizontes que lhe havia por detrás (isto antes da edificação na Cinco de Outubro). O do gaveto com a Av. Júlio Diniz (n.º 85) já se foi. O do outro lado, o n. 89, está devoluto; firme mas devoluto. E uma beleza que é.
ResponderEliminarCumpts.
Conheço. Moradia António Maria Bravo. É propriedade particular e monumento classificado. Vejo-a fechada sempre que ali passo. Diz que foi mandada fazer por um certo Félix Ribeiro Lopes. Passou à posse de António Diogo Bravo em 52. Mutilaram-na das duas garagens no mesmo estilo há não muito; ajardinaram ao depois o terraplano que restou e não se perdeu muito porque se desafrontou o alçado lateral da casa. As garagens não eram do projecto original (cuido que era o lugar dumas capoeiras...).
ResponderEliminarA história casa está bem documentada no arquivo da antiga D.G.E.M.N.; só faltam as memórias de família para ganhar vida.
Cumpts.
Ficam as ligações directas.
ResponderEliminarhttp://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/008/index.php?ml=4&x=0032.xml
http://premiosvalmor.blogspot.pt/2005/11/19201929.html
Obrigado!
Muito agradecida pela informação e pela ligação que me deixou:) Vou já pesquisar a história desta moradia única. Sempre que lá passava frequentemente e já vão alguns anos, o aspecto geral era impecável. Também reparei, numa dessas alturas, que do lado direito da fachada havia um pequeno(?) jardim muito bem cuidado, que provàvelmente substituiu uma das garagens a que se refere.
ResponderEliminarSerá porque foi/é prémio Valmor que ainda não lhe caiu em cima o infamante camartelo? Hummm..., deve ser de certeza.
Parabéns aos proprietários - parece que permaneceu sempre na mesma família - pela conservação daquela peça de joalharia em tamanho gigante.
(Tive conhecimento de que é prémio Valmor pela preciosa informação do comentador José, que li ontem mas já demasiado tarde para lhe responder. O que vou fazer depois de dar uma olhadela à história da moradia).
Maria
p.s.: Saberá porque me interesso tanto por este tipo de edifícios, particularmente se do séc. dezoito mas também Arte Nova? Claro que sabe. Sobre a minha paixão pela Arte Nova em todas as suas facetas, falar-lhe-ei qualquer dia:)
José, muito obrigada pela informação que me forneceu sobre esta moradia, que foi prémio Valmor com todo o merecimento, mas que eu desconhecia por completo. Devo dizer que não fiquei nada admirada, antes pelo contrário.
ResponderEliminarSó agora estou a responder ao seu comentário por ter perdido horas, literalmente, a ler tudo sobre "todos" os prémios Valmor - a moradia em causa incluída, claro está - de cujas duas ligações o ilustre administrador desta casa (que, tal como eu, tem o saudável hábito escrever com esferográfica Bic Laranja:)), teve a amabilidade de igualmente me ceder.
Maria
Se bem entendi as suas palavras, esta moradia está à venda? Será possível? Se não é indiscrição como é que teve conhecimento desse facto?
ResponderEliminarDepois dir-lhe-ei porque pergunto.
Maria
Não faça caso da minha pergunta:), claro que é óbvio o motivo. Já estou como uma amiga minha holandesa que quando diz inadvertidamente algo fora do contexto, acrescenta logo "Don't pay attention, I'm senile!" Não é o meu caso (nem o dela) felizmente! Longe disso. Trata-se de pura distracção:))
ResponderEliminarNão passo por essa zona da cidade de Lisboa há anos, mas tenho que lá ir um dia destes propositadamente para ver essa moradia, lá isso tenho.
Maria
:) Desculpe-me andar distraído...
ResponderEliminarDeve ter decaído mas não na devem ter podido demolir por estar classificada. Tinha anúncio de venda para escritórios -- logo moradia já se lhe não pode chamar. -- Cuido que ninguém lhe pegasse pelo preço. Temo que se desiluda se for ali por ela. Está abafada pelas cérceas circundantes e pelo buliço infernal da cidade. Não é nada como em fotografia mais antiga.
Cumpts.
fui colaborador e Amigo do Sr ADB,
ResponderEliminarfundador do Instituto Luso-Fármaco e de outras empresas em Portugal, Espanha e Itália.
empreendedor fabuloso e pessoa de fino trato. tal como os descendentes.
nunca o esquecerei
Fica o testemunho. Que lhe agradeço.
ResponderEliminarCumpts.
Nunca conheci o meu tio-avô mas agradeço a suas palavras - é sempre bom ouvir falar bem da sua pessoa. Infelizmente a casa já não se encontra na família nos dias de hoje. Cumprimentos
ResponderEliminar... «terrapleno», digo.
ResponderEliminarBoa noite
ResponderEliminarNão lhe chamaria propriamente moradia.
Foi construída como prédio de rendimento, com pisos independentes.
Reformulados dois pisos pelo próprio Pardal Monteiro, como duplex ( r/c e 1o andar). Teve obras de redecoração- creio que pelo Lucien Donnat- em meados do século XX mas o último andar, mantido independente, conservou os estuques nas sobreportas, os frisos de azulejos aos quadrados pretos r brancos da cozinha e outros pormenores.
Manteve-se assim até há cerca de um ou dois anos, quando o fui visitar ( estava à venda pela sothebys).
Cumprimentos
M.
Informação preciosa.
ResponderEliminarObrigado!