Um marco que a meu ver marca bem o tempo presente mas que não perpetuará a sua mensagem em futuro nenhum. Era da indústria milenar que os marcos viários fossem de boa pedra afeiçoada e gravados para a posteridade por laboriosos lapicidas. A indústria moderna afina mais pela inovação que pelo saber ancestral; prefere o cimento e a lambuzadela tipo grafitti à pedra gravada. Por uma questão de custo - ou custos, no plural, como parece moda agora dizer-se, talvez por disfarçar comissões de inúmeros intermediários, não sei... - O preço (que é o que se sempre paga, mas não sabe ser calculado por decisores alpacas - seria irracional esperá-lo) será o esbarrondar do marco às três pancadas e o erodirem-se-lhe os dizeres em poucochinhas estações do ano. E o esboroar-se no século, caso se livre de ser alvejado por automóveis. A indústria (arte e engenho de fazer algo) já não se quere milenar; quere-se empreendedorismo... De feito, só empreendendo algo mais viremos nós, no terreno, a saber o que diz (ou havia de dizer) este marco em Braga. A menos que o Bom Jesus no-lo revele. Haja fé!
E.N. 103-3 (Braga - Bom Jesus), km 0 - (c) 2011.
Adenda imaginada:
(E.N. 103-3, marco hipotético.)
sábado, 15 de outubro de 2011
Um marco
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Mais um que meto ao bolso.
ResponderEliminarOlhe para o lado. :)
Abraço
Olhe que desta tem lá um cromo mai' bonito.
ResponderEliminarCumpts.