« A respeito de soletrar, a morgada recebia cartas de um amanuense da camara de Barcellos; mas só abriu sete que ajuntára quando uma costureira lh'as leu. Felizarda creara-se sem lettras, e vivia, a respeito de litteratura, como as raparigas gregas antes de Cadmo, filho de Agenor, introduzir na Grecia o alphabeto phenicio; mas, em compensação, tinha muita flôr nativa e fresca [...]
A costureira interpretou a, e respondeu, vestindo a ideia de Felizarda, com palavras innocentes, mas facinorosas em orthographia. O amanuense amava-a deveras: leu a carta, em que era chamado Bem da menina com V.»
Camillo Castello Branco, «A Morgada de Romariz», in Novellas do Minho, 2ª ed., Parceria A.M. Pereira, Lisboa, 1903, p. 234 passim.
Passei por Varcelos nestes dias e bi que o amanuense da cámara deu em conselheiro Acácio e cunberteu-se, afinal, à facinorosa urtugrafia da custureira — saveis do que falo... — Má sorte é ber-lh' a redacçom pela prunúncia na Exposiçom da Casa de Vragança na cámara municipal. Seria de o primeiro duque bir da linhagem pleveia do Varvadão ou cuidaria que uma escrita assim tinha, em compensaçom, muita flor nativa e fresca, como calhava à iletrada morgada de Romariz...? — Mas que maçada!
já agora pode ser um cimvalino por fabor
ResponderEliminarCinvalino não temos.
ResponderEliminarentão dois copinhos de vinho branco!
ResponderEliminar- Ora sai dois Camilo Alves!
ResponderEliminarO meu caro Bic lê no meu espírito como num livro aberto; parabéns, que era isso mesmo! Cump.
ResponderEliminarDa mesma maneira que vossemecê leu o mote. Obrigado.
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