O que vem aqui descrevendo seria para rir se não fosse para chorar de vergonha pelo abastardamento ostensivo e permanente que criminosamente sofre há trinta e tal anos a riquíssima e belíssima língua portuguesa. Abastardamento este, apoiado e incentivado pelos reles poderes instituídos.
Quer-me cá parecer que estes meninos e meninas que escrevem em jornais e revistas e que supostamente são portadores de carteira profissional(?!), é que nos saíram uns bons jornalistas 'low cost'...
E que acha destes insuportáveis e desnecessários anglicismos e francesismos que os jornalistas e comentadores futebolísticos, jogadores e treinadores, repetem à exaustão há dezenas de anos nas televisões sem se aperceberem do ridículo a que se expõem?... Por exemplo e só dois por agora:
"Derby" (como se não existissem três palavras - encontro de futebol, jogo ou desafio - que significam exactamente o mesmo..., mas em português de gente, ou, se se quiser, mais decente)! No anterior regime, tão odiado por esta cáfila iletrada que nos rege - e para sua máxima vergonha se acaso a possuísse - era assim que se aprendia, falava e escrevia, ou seja em bom e correcto português).
"Equipe": vocábulo francês e usado tal e qual no Brasil - e 'praticado' cá, certamente por contágio de Scollari e quejandos - mas que não existe em português de Portugal. O que sim existe, é EQUIPA! Pronunciar 'equipe' e fazem-no há anos sem fim, é um erro de palmatória indesculpável e que fere os tímpanos do ouvinte menos atento.
Mas há mais destas 'delícias linguísticas' que se ouvem e lêem por aí, a fazer lembrar uma revista (Lux ou Vip, já nem sei bem) de há largos anos, em cuja capa metade dos títulos vinha escrita em português e a outra metade com chavões ainda por cima em inglês/americano... e no interior acontecia o mesmo. Era de um ridículo atroz, de que nem eles próprios teriam a perfeita noção. Parece que a revista procedia assim para o director mostrar muito orgulhoso e convencido (notava-se claramente ser este o propósito através dos editoriais) os seus dotes linguísticos... e porque de certeza pensaria que escrever desse modo seria muito mais 'fino'. De facto não há paciência para tanto analfabeto funcional.
Uma enorme tristeza invade-nos a alma ao verificarmos a traição que sistemática e inapelàvelmente tem estado a sofrer desde o 25/A a língua portuguesa. E trair a língua de um povo é trair a sua Pátria. Porque há uma interligação indissolúvel entre uma Pátria e a sua Língua materna. Ambas são um todo. Uma não existiria sem a outra. Tal como, por outras palavras, afirmou e bem o nosso maior poeta do séc. XX.
A Língua Portuguesa não pode morrer. Os verdadeiros portugueses nunca o deixarão. Se por absurdo isso algum dia pudesse vir a acontecer, primeiro teriam que desaparecer deste País e desta vida todos os seus traidores e potenciais assassinos. Maria
Há muito macaco e muita macaquice por aí. E gente esforçada por arrumar de vez com os escombros de Portugal. Não vejo que as coisas melhorem. Lamento! Cumpts.
Neste caso nem o barato sai caro, nem o barato (reles, mesquinho, baixo) sai. Mesmo a cair de maduro não sai. Por estrategiazinhas partidárias mascaradas de interesse nacional, não sai. Não sai. Ponto final. Cumpts.
Agora até as manifestações são de baixo custo??? Que quererá isso dizer??? Tenho que ler o artigo.
ResponderEliminarTento pensar em português (já se não usa, eu sei) e pergunto: "baixo custo", "custo baixo" ou "barato"?
ResponderEliminarCumpts. :)
E os "jovens precários"? :)
ResponderEliminarAbraço
Eh eh .. São jovens até muito tarde (tarde...) aparecem muito escangalhados...
ResponderEliminarCumpts.
Opção basaroca, realmente.
ResponderEliminarEu explico: tendo ouvido dizer que «o barato sai caro», expressa-se a intenção de fazer o homónimo do Filósofo Ateniense ficar a arder...
ResponderEliminarAbraço
O que vem aqui descrevendo seria para rir se não fosse para chorar de vergonha pelo abastardamento ostensivo e permanente que criminosamente sofre há trinta e tal anos a riquíssima e belíssima língua portuguesa. Abastardamento este, apoiado e incentivado pelos reles poderes instituídos.
ResponderEliminarQuer-me cá parecer que estes meninos e meninas que escrevem em jornais e revistas e que supostamente são portadores de carteira profissional(?!), é que nos saíram uns bons jornalistas 'low cost'...
E que acha destes insuportáveis e desnecessários anglicismos e francesismos que os jornalistas e comentadores futebolísticos, jogadores e treinadores, repetem à exaustão há dezenas de anos nas televisões sem se aperceberem do ridículo a que se expõem?... Por exemplo e só dois por agora:
"Derby" (como se não existissem três palavras - encontro de futebol, jogo ou desafio - que significam exactamente o mesmo..., mas em português de gente, ou, se se quiser, mais decente)! No anterior regime, tão odiado por esta cáfila iletrada que nos rege - e para sua máxima vergonha se acaso a possuísse - era assim que se aprendia, falava e escrevia, ou seja em bom e correcto português).
"Equipe": vocábulo francês e usado tal e qual no Brasil - e 'praticado' cá, certamente por contágio de Scollari e quejandos - mas que não existe em português de Portugal. O que sim existe, é EQUIPA! Pronunciar 'equipe' e fazem-no há anos sem fim, é um erro de palmatória indesculpável e que fere os tímpanos do ouvinte menos atento.
Mas há mais destas 'delícias linguísticas' que se ouvem e lêem por aí, a fazer lembrar uma revista (Lux ou Vip, já nem sei bem) de há largos anos, em cuja capa metade dos títulos vinha escrita em português e a outra metade com chavões ainda por cima em inglês/americano... e no interior acontecia o mesmo. Era de um ridículo atroz, de que nem eles próprios teriam a perfeita noção. Parece que a revista procedia assim para o director mostrar muito orgulhoso e convencido (notava-se claramente ser este o propósito através dos editoriais) os seus dotes linguísticos... e porque de certeza pensaria que escrever desse modo seria muito mais 'fino'.
De facto não há paciência para tanto analfabeto funcional.
Uma enorme tristeza invade-nos a alma ao verificarmos a traição que sistemática e inapelàvelmente tem estado a sofrer desde o 25/A a língua portuguesa. E trair a língua de um povo é trair a sua Pátria. Porque há uma interligação indissolúvel entre uma Pátria e a sua Língua materna. Ambas são um todo. Uma não existiria sem a outra. Tal como, por outras palavras, afirmou e bem o nosso maior poeta do séc. XX.
A Língua Portuguesa não pode morrer. Os verdadeiros portugueses nunca o deixarão. Se por absurdo isso algum dia pudesse vir a acontecer, primeiro teriam que desaparecer deste País e desta vida todos os seus traidores e potenciais assassinos.
Maria
Português precário.
ResponderEliminarCumpts.
Ontem, um politólogo qualquer da SIC Notícias disse que Cavaco Silva deveria ter uma postura mais «neutral».
ResponderEliminarNeutral? Dum presidente exije-se uma postura nacional. Isso de ser neutro e deixar de o ser é fazer de rolha com partidos.
ResponderEliminarCumpts.
Há muito macaco e muita macaquice por aí. E gente esforçada por arrumar de vez com os escombros de Portugal. Não vejo que as coisas melhorem.
ResponderEliminarLamento!
Cumpts.
Neste caso nem o barato sai caro, nem o barato (reles, mesquinho, baixo) sai. Mesmo a cair de maduro não sai. Por estrategiazinhas partidárias mascaradas de interesse nacional, não sai. Não sai. Ponto final.
ResponderEliminarCumpts.