A cada acontecimento funesto corresponde um outro luminoso, que o contrabalança. Assim, a este tristíssimo dia 5 de Outubro, de implantação forçada da negra república, corresponde outro, mais longínquo mas muito mais luminoso, o 5 de Outubro de 1143, data em que foi assinado o Tratado de Zamora, que marca a independência de Portugal, e o início da nossa 1ª Dinastia.
Assim, hoje é motivo para gritar três vezes, a plenos pulmões:
Sempre bem lembrada a data do começo da Iª Dinastia. E grave nem é ser também data do fim da última. Grave é ver como isto fica com os que chegam depois dos últimos. Cumpts. :)
Na excelente fotografia que teve a gentileza de publicar, é grato vermos a Bandeira de Portugal a flutuar ao vento. Porque o trapo verde e vermelho que os republicanos arvoram nunca foi a bandeira do nosso País, mas tão só a da loja da Carbonária que matou os nossos dois últimos reis (pois D. Manuel II foi, mais do que provavelmente, envenenado em Londres, em 1932, pela mesma Carbonária que lhe matara o Pai e o Irmão).
Assim, repito, faz-nos bem à Alma ver a mais bela bandeira do mundo (como chegou a ser chamada) hasteada, ainda por cima neste dia.
Confesso que como bandeira me chegam as armas de reais portuguesas em fundo branco - de mais a mais, como li algures que bandeiras bicolores e tricolores são maçónicas... - Mas admira-me o que diz de el-rei D. Manuel II ter sido envenenado! Pode elucidar-me? Cumpts.
Desculpe só agora lhe responder, mas tive um dia um tanto complicado (não fosse este um dia sombrio, dadas as comemorações do descalabro nacional no preciso dia da Sua independência!).
Quanto a D. Manuel II, tudo indica que tenha sido a Carbonária a perpetrar o seu homicídio. Com efeito, ainda no decurso do mês de Junho de 1932, a casa onde vivia no exílio o Rei D. Manuel II, em Twickenham-Richmond, perto de Londres, é assaltada e, para além de quase toda a biblioteca de valor do Rei (incluindo obras medievais), é sonegada a única cópia ainda existente do processo do regicídio. Até hoje desaparecido.
A partir de então, a polícia monta vigilância à casa, e, pelos últimos dias de Junho (se não me engano), é apanhado um português a tentar escalar o muro. Vem a saber-se que é de uma «cabana» da Carbonária. D. Manuel, sempre muito humano, pede para libertarem o homem.
Então, a 1 de Julho de 1932, D. Manuel II desloca-se a Fulham para uma partida de ténis. Está muito bem e almoça. Pouco depois, sente-se mal, um aperto na garganta. É levado para casa, com dificuldade em respirar. O médico diz-lhe para não sair. No dia seguinte, D. Manuel sufoca, o médico diagnostica um edema na glote. Em vez de operar uma traqueotomia, nada faz, deixando morrer o Rei de uma morte atroz. Horas mais tarde, quando se preparava uma autópsia, o corpo começa a desfazer-se, os tecidos - especialmente na garganta - liquefazem-se sem razão aparente. Sussurra-se que se trata de envenenamento por vitríolo, mistura de venenos usada pela «Grande Venda» da Carbonária para assassinatos rituais (embora a sigla maçónica V.I.T.R.I.O.L. tenha outro significado - dizem). Este teria sido introduzido na bebida do Rei, que pouco depois se queixava de um forte «ardor» na garganta.
É claro, Caro Amigo, que nada ficou provado, e só os arquivos da «Grande Venda» carbonária terão a resposta. Mas este «exército-sombra» da república destruiu o País na I República, e continua a destruí-lo na III... Com a ajuda e direcção, é claro, dos salafrários que agora comemoram o «grande feito» infame.
Quanto à Bandeira, dou-lhe toda a razão... Prefiro a branca, com as Armas de Portugal no centro, como a que flutuou, trágica e gloriosa nos campos de Alcácer-Quibir, no final feérico e violento daquele que foi o maior Império do mundo.
Grato pela detalhada resposta. D. Manuel II está no panteão de S. Vicente. Será porventura plausível pensar-se em investigar um pouco mais? Haveria todo interesse... - Com D. João VI sabemos que houve diligências do mesmo género. Do processo do regicídio sumiu-se então assim a última cópia? Cumpts. igualmente.
Não tem nada que agradecer, Caro Bic. Tive muito gosto.
Quanto ao Processo do Regicídio, este efectivamente levou sumiço. Cá, no caso do original e cópias, durante a I República, e lá (em Londres) no caso da cópia enviada a D. Manuel II...
Quanto à exumação e análise dos restos mortais do Rei, não deveria ser só plausível, mas um dever para com Ele. É claro que, quanto a interesse, certas «lojas» e «cabanas» secretas ou «discretas» não teriam nenhum, e tudo fariam para impedir ou adulterar tal investigação. Mais perto de nós, o caso de Camarate não deu no que deu, precisamente pelos mesmos motivos?
Apenas um "reparo" a propósito das duas bandeiras do Reino que aqui foram referidas :
As cores azul e branca foram as cores da Fundação, da primeiríssima bandeira de Portugal, e foram as cores do Constitucionalismo Monárquico. A bandeira era linda e guardo um exemplar autêntico ainda do Sec.XIX . Mas será que, como aqui se disse, esta bandeira tem alguma coisa a ver com a Maçonaria ?
Enfim a bandeira branca com as armas de Portugal ao centro, é geralmente conotada com a Monarquia Tradicional e com o Rei D. Miguel I.
Será que inclusa nos gostos estéticos de uns e outros, está a velha questão ideológica que ainda hoje divide os Monárquicos e alenta os seus adversários e inimigos ?
É muito pertinente o que diz e nem eu - falando por mim - lhe posso afiançar que não haja carga ideológica. Mais por aversão à maçonaria que por simpatias miguelistas. Quanto mais não seja porque o miguelismo é assunto arrumado pela História. Quanto a cores nacionais, propriamente, nada mais desgraçado que a assimilação das da Carbonária. Quanto a esta não há-de haver dúvidas sobre a sua origem maçónica; cuido inclusivamente que só a isso se deve o péssimo gosto das cores da bandeira portuguesa. Sobre a do Liberalismo não me custa crer que também seja coisa de loja (aliás, D. Pedro IV era maçon), mas como disse, tenho ideia apenas de ter lido algo algures sobre a origem maçónica de bandeiras bicolores e tricolores. Cumpts.
VIVA O REI||||
ResponderEliminarParece-me óbvio.
ResponderEliminar:) Cumpts.
Caros Bic e D. Afonso:
ResponderEliminarA cada acontecimento funesto corresponde um outro luminoso, que o contrabalança. Assim, a este tristíssimo dia 5 de Outubro, de implantação forçada da negra república, corresponde outro, mais longínquo mas muito mais luminoso, o 5 de Outubro de 1143, data em que foi assinado o Tratado de Zamora, que marca a independência de Portugal, e o início da nossa 1ª Dinastia.
Assim, hoje é motivo para gritar três vezes, a plenos pulmões:
«REAL, REAL, POR EL-REI DE PORTUGAL!»
Saudações monárquicas.
Sempre bem lembrada a data do começo da Iª Dinastia. E grave nem é ser também data do fim da última. Grave é ver como isto fica com os que chegam depois dos últimos.
ResponderEliminarCumpts. :)
Ainda um pormenor, Caro Bic:
ResponderEliminarNa excelente fotografia que teve a gentileza de publicar, é grato vermos a Bandeira de Portugal a flutuar ao vento. Porque o trapo verde e vermelho que os republicanos arvoram nunca foi a bandeira do nosso País, mas tão só a da loja da Carbonária que matou os nossos dois últimos reis (pois D. Manuel II foi, mais do que provavelmente, envenenado em Londres, em 1932, pela mesma Carbonária que lhe matara o Pai e o Irmão).
Assim, repito, faz-nos bem à Alma ver a mais bela bandeira do mundo (como chegou a ser chamada) hasteada, ainda por cima neste dia.
Bem haja!
Nem mais!
ResponderEliminarCumprimentos.
Confesso que como bandeira me chegam as armas de reais portuguesas em fundo branco - de mais a mais, como li algures que bandeiras bicolores e tricolores são maçónicas... - Mas admira-me o que diz de el-rei D. Manuel II ter sido envenenado! Pode elucidar-me?
ResponderEliminarCumpts.
Caro Bic:
ResponderEliminarDesculpe só agora lhe responder, mas tive um dia um tanto complicado (não fosse este um dia sombrio, dadas as comemorações do descalabro nacional no preciso dia da Sua independência!).
Quanto a D. Manuel II, tudo indica que tenha sido a Carbonária a perpetrar o seu homicídio. Com efeito, ainda no decurso do mês de Junho de 1932, a casa onde vivia no exílio o Rei D. Manuel II, em Twickenham-Richmond, perto de Londres, é assaltada e, para além de quase toda a biblioteca de valor do Rei (incluindo obras medievais), é sonegada a única cópia ainda existente do processo do regicídio. Até hoje desaparecido.
A partir de então, a polícia monta vigilância à casa, e, pelos últimos dias de Junho (se não me engano), é apanhado um português a tentar escalar o muro. Vem a saber-se que é de uma «cabana» da Carbonária. D. Manuel, sempre muito humano, pede para libertarem o homem.
Então, a 1 de Julho de 1932, D. Manuel II desloca-se a Fulham para uma partida de ténis. Está muito bem e almoça. Pouco depois, sente-se mal, um aperto na garganta. É levado para casa, com dificuldade em respirar. O médico diz-lhe para não sair. No dia seguinte, D. Manuel sufoca, o médico diagnostica um edema na glote. Em vez de operar uma traqueotomia, nada faz, deixando morrer o Rei de uma morte atroz.
Horas mais tarde, quando se preparava uma autópsia, o corpo começa a desfazer-se, os tecidos - especialmente na garganta - liquefazem-se sem razão aparente. Sussurra-se que se trata de envenenamento por vitríolo, mistura de venenos usada pela «Grande Venda» da Carbonária para assassinatos rituais (embora a sigla maçónica V.I.T.R.I.O.L. tenha outro significado - dizem). Este teria sido introduzido na bebida do Rei, que pouco depois se queixava de um forte «ardor» na garganta.
É claro, Caro Amigo, que nada ficou provado, e só os arquivos da «Grande Venda» carbonária terão a resposta. Mas este «exército-sombra» da república destruiu o País na I República, e continua a destruí-lo na III... Com a ajuda e direcção, é claro, dos salafrários que agora comemoram o «grande feito» infame.
Quanto à Bandeira, dou-lhe toda a razão... Prefiro a branca, com as Armas de Portugal no centro, como a que flutuou, trágica e gloriosa nos campos de Alcácer-Quibir, no final feérico e violento daquele que foi o maior Império do mundo.
Cumprimentos, e calorosas saudações monárquicas.
Grato pela detalhada resposta.
ResponderEliminarD. Manuel II está no panteão de S. Vicente. Será porventura plausível pensar-se em investigar um pouco mais? Haveria todo interesse... - Com D. João VI sabemos que houve diligências do mesmo género.
Do processo do regicídio sumiu-se então assim a última cópia?
Cumpts. igualmente.
Não tem nada que agradecer, Caro Bic. Tive muito gosto.
ResponderEliminarQuanto ao Processo do Regicídio, este efectivamente levou sumiço. Cá, no caso do original e cópias, durante a I República, e lá (em Londres) no caso da cópia enviada a D. Manuel II...
Quanto à exumação e análise dos restos mortais do Rei, não deveria ser só plausível, mas um dever para com Ele. É claro que, quanto a interesse, certas «lojas» e «cabanas» secretas ou «discretas» não teriam nenhum, e tudo fariam para impedir ou adulterar tal investigação. Mais perto de nós, o caso de Camarate não deu no que deu, precisamente pelos mesmos motivos?
Cumprimentos.
Tem razão. Isso arruma com o assunto.
ResponderEliminarMuito obrigado.
Cumpts.
A foto é linda. O diálogo nos comentários, melhor ainda.
ResponderEliminarApenas um "reparo" a propósito das duas bandeiras do Reino que aqui foram referidas :
ResponderEliminarAs cores azul e branca foram as cores da Fundação, da primeiríssima bandeira de Portugal, e foram as cores do Constitucionalismo Monárquico. A bandeira era linda e guardo um exemplar autêntico ainda do Sec.XIX . Mas será que, como aqui se disse, esta bandeira tem alguma coisa a ver com a Maçonaria ?
Enfim a bandeira branca com as armas de Portugal ao centro, é geralmente conotada com a Monarquia Tradicional e com o Rei D. Miguel I.
Será que inclusa nos gostos estéticos de uns e outros, está a velha questão ideológica que ainda hoje divide os Monárquicos e alenta os seus adversários e inimigos ?
Grato pelo apreço!
ResponderEliminarCumpts.
É muito pertinente o que diz e nem eu - falando por mim - lhe posso afiançar que não haja carga ideológica. Mais por aversão à maçonaria que por simpatias miguelistas. Quanto mais não seja porque o miguelismo é assunto arrumado pela História.
ResponderEliminarQuanto a cores nacionais, propriamente, nada mais desgraçado que a assimilação das da Carbonária. Quanto a esta não há-de haver dúvidas sobre a sua origem maçónica; cuido inclusivamente que só a isso se deve o péssimo gosto das cores da bandeira portuguesa.
Sobre a do Liberalismo não me custa crer que também seja coisa de loja (aliás, D. Pedro IV era maçon), mas como disse, tenho ideia apenas de ter lido algo algures sobre a origem maçónica de bandeiras bicolores e tricolores.
Cumpts.
Eu cá sempre gostei mais das gravatas azuis... ;-)
ResponderEliminarTem bom gosto. E seja bem-vinda de volta!
ResponderEliminarCumpts. :)