O prof. Marcelo de Sousa disse ontem com a ligeireza que lhe conhecemos que a porção de monárquicos em Portugal deve ser de 20-25%, contra 75-80% de republicanos.
É um palpite.
Com a mesma ligeireza podia também ser que a porção fosse 80% de monárquicos se amanhã restaurássemos a monarquia.
Comboio real, [s.l.], [s.d.].
Estúdio de Mário de Novais (1933-1983), in Biblioteca de Arte da F.C.G..
Caro Bic:
ResponderEliminarDuvidando, é claro, da justeza das declarações do Prof. Martelo, «a Voz do Dono» Bilderberg, eu também poderia dizer que a maioria desses 75% ou 80% de «respublicanos» nem sequer sabe a diferença entre uma Monarquia e uma república, para além de, possivelmente, saber que numa monarquia há um Rei...
Dizem-lhes que «a Monarquia é má», «que são privilégios para alguns», e os papalvos acreditam, e não vêem - ou não querem ver - a choldra que é a república.
Saudações monárquicas.
Possivelmente por assim ser é que são penduras. Os que sabem dos privilégios serão os adesivos.
ResponderEliminarSaudações igualmente.
Eu, por acaso, que até acho que porções são unidades de medida caídas em desuso desde o despertar ortográfico de 1911, também acho que é claramente óbvio que o professor Marcelo não tem razão por uma, razão, muito simples: entre monárquicos e republicanos dos primeiros conheço muitos, leio o que escrevem, escuto o que dizem, etc., agora republicanos republicanos própriamente ditos, convictos e tudo, acho que não existem. Para além dos fanáticos da república laika, não conheço. Portanto pressinto que não existam. Conformados com o regime é claro que existem; agora republicanos convictos? não me parece. É espécie cada vez mais em vinhas de extinção, como dizia o Sr. Joaquim enquanto me mostrava as seis macieiras sobrantes num terreno curto e caro que tinha à venda.
ResponderEliminarCumpts,
Esse terreno curto, se confina com as berlengas, há muito foi vendido. Parece que nem foi caro...
ResponderEliminarCumpts.
A República não tem sido boa para os portugueses o que não significa que a Monarquia tenha sido melhor. Deixo quatro pequenos exemplos que atestam as desvantagens da chefia do estado ser hereditária (agora os reis já não descendem directamente de uma qualquer entidade divina, não é?).
ResponderEliminar1 - Durão Barroso, abandonou o governo por um lugar melhor para si, mas não mergulhou o país numa guerra civil, como fez foi João VI, o cobardola que fugiu do país quando Paris e Madrid resolveram invadi-lo. Jurou a Carta Constitucional e depois, manobrado pela mulher, a espanhola Carlota Joaquina, desrespeitou-a, dando origem a uma luta fratricida violenta. Enquanto isso, dava dentadas em coxas de peru assado que invariavelmente trazia nos bolsos.
2 - José I, não passou de um atrasado mental nas mãos de um criminoso torcionário, o Marquês de Pombal, que nunca se cansou de perseguir e matar inocentes.
3 - D. Luís? Um dissoluto! Contaminou a rainha com uma real gonorreia que apanhou nos prostíbulos do Cais do Sodré, que frequentava diariamente e onde era conhecido por Dr. Tavares. Um belo exemplo de chefe do Estado.
4 - D. Carlos? Que pensar de um rei que manifestava o seu desprezo por Portugal chamando-lhe “A Piolheira?”. Deveria ter ficado para a história com o cognome de “O Piolho”.
Mal por mal, VIVA A REPÚBLICA!
Há muito quem embarque no primeiro comboio que apareça.
ResponderEliminarSão opiniões.
Cumpts.
Do que eu sei, porque os sofro na pele, é que os problemas do país sobrevivem, independentemente do regime que o governa. Da monarquia até agora, já conhecemos vários e ainda nenhum conseguiu, minimamente, carrilar esta composição em que seguimos. Será que a incompetência é epidémica ou os problemas não têm mesmo solução e não vale a pena pensar mais nisso? E por falar em composição, os cabos eléctricos que se veem na foto pressupõem uma linha electrificada, nada consentânea com o comboio. Será que a foto é mais recente do que parece?
ResponderEliminarA.v.o.
Talvez não sejam problemas; talvez sajam características. Talvez o melhor seja assumir e seguir adiante.
ResponderEliminarA data da fotografia é incerta. É encenada aí por 1960...
Cumpts.