| início |

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Da piolheira

 Corria hoje por aí a notícia da factura duma subsidiária da Mota Engil (quem mais haveria de ser?!) por trabalhos nas portagens das auto-estradas onde não há portagem. Alguém me dizia que era, talvez, uma dessas artimanhas das centrais de propaganda, posta a correr para incutir na carneirada a ideia de as secutes darem agora ainda mais despesa à conta duns empecilhos ao bom governo.
 Não creio. Demasiado rebuscado para cabeças tão despenteadas.
 O que é natural e fica bem é cada um usar o cabelo com que nasceu: no caso, os despenteados do governo apressaram-se mais seus piolhos a ir assinar contratos que (n)os oneram sem antes cuidarem de poder obter receitas. Mas é apenas óbvio que assim seja. Nós já estamos carecas de saber que os piolhos lhes comem os cérebros.

Secutedo Pacífico, Califórnia/Oregon, 1928
Secute do Pacífico, América, 1928.
In Shorpy.

(Texto revisto.)

Sem comentários:

Enviar um comentário