| início |

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Mistério da Estrada de Sintra

 O primeiro mistério da estrada de Sintra quando li O Mistério da Estrada de Sintra, para mim, foi o ponto da dita estrada em que se dá o encontro com os raptores. À semelhança da Villa Balzac, fez-me espécie onde seria justamente o lugar.


« Montávamos dois cavalos que F... tem na sua quinta e que deviam ser reconduzidos a Sintra por um criado que viera na véspera para Lisboa.
  Era ao fim da tarde quando atravessámos a charneca. A melancolia do lugar e da hora tinha-se-nos comunicado, e vinhamos silenciosos, abstraidos na paisagem, caminhando a passo.
  A cerca de talvez de meia distância do caminho entre S. Pedro e o Cacém, num ponto a que não sei o nome, porque tenho transitado pouco naquela estrada, sítio deserto como todo o caminho através da charneca, estava parada uma carruagem.»


Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, O Mistério da Estrada de Sintra, Europa-América, Mem Martins, 1988.


 
 Conhecia mal a estrada de Sintra, eu, na época (anos 80). Logo que a aprendi o caso levou menos a resolver-se que o autêntico mistério da Estrada de Sintra. Pela descrição, uma charneca mais ou menos a meio caminho entre São Pedro de Sintra e o Cacém, resta pouca margem de erro: trata-se com toda a certeza do troço da E.N. 249 entre Ranholas e o Rio de Mouro velho; com boa probabilidade no pedaço mais modernamente crismado Rua Francisco Lyon de Castro, o fundador das Publicações Europa-América. Não custa romancear que se desse a cena do rapto mesmo onde é a Europa-América. Pois se esta editora até publica edições do romance.



E.N. 249, Mem Martins, 2005
Estrada de Sintra (E.N. 249), Mem Martins, 2005.

2 comentários:

  1. meu amigo o teu blog é uma preciosidade e de facto boa parte dos livros que tenho são europa-américa; meio irónico, ou talvez coincidência.
    a tua jóia blog está nos destaques do sapo os meus parabéns

    ResponderEliminar
  2. Obrigado!
    Cumpts.

    ResponderEliminar