Desenvolvimento da notícia d' A Bola de ontem.
"O Instituto Nacional de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR) pediu ontem justificações..." (Ionline, 18/8/2010).
O InIR (sintomática sigla que abrevia 'Nacional' com 'n' minúsculo) é um típico produto do estado a que chegámos. Dá impressão de emparelhar com a ex- J.A.E., com o sucedâneo da D.G.V., com um Observatório das Estradas, com as E.M.E.L., &c. na multiplicação das sinecuras para a rapaziada da situação.
Este InIR parece que teve o génio de criar uma empresa S.I.E.V., S.A. (de capital público) que haveria de licenciar os chipos certos para se cobrar portagem nas secutes (o InIR, só por si, não saberia como fazê-lo?). A S.I.E.V. por sua vez teve como presidente executivo um fulano a ganhar não sei quantos mil euros por mês e que meteu sabática a dada altura. Pois esse fulano apareceu sem espanto, depois, com bom cargo na justa empresa que fabricava os chipos cujos ele, como presidente executivo da S.I.E.V., licenciara. Entretanto para a abandonada S.I.E.V. foi enviado um funcionário do InIR porque parece que não havia lá mais ninguém para atender o telefone... (cf. Micael Pereira, «S.I.E.V. a empresa-fantasma que gere as portagens», Expresso, 26/6/2010).
(Em baixo a sede da S.I.E.V., empresa do InIR para o licenciamento dos chipos das portagens.)
Fotografia: Russell Lee, Dakota, 1937, in Shorpy.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Da piolheira (a infra-estrutura rodoviária)
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Só cá vim dizer que gosto das imagens. Eu sei que não são suas, mas teve bom gosto a escolhe-las.
ResponderEliminarQuanto ao resto... comentar o quê? Infelizmente, é mais do mesmo, chega a uma altura em que já nem apetece fazer comentários ao que se passa nesse "jardim [em chamas] à beira mar plantado".
O Shorpy tem uma colecção formidável.
ResponderEliminarCumpts. :)
This is a really great website, and I really like your essay. Thanks for your sharing.
ResponderEliminarhttp://www.linksestore.com/
Tudo isto é un nojo. Um verdadeiro cuspo. O problema não é o Estado, essa grande hidra, o problema é de quem o ocupa e o trata como uma coutada de votos, que se usa tantas vezes as necessidades de perpetuação no poder. E não há meio de pôr termo a isto. Talvez só à bordoada !
ResponderEliminarTalvez. Mas também não vejo meio disso.
ResponderEliminarCumpts.
Se eu for seguir todos os 'links' que encontro num 'blog', não faço mais nada. Assim, não segui a ligaçãoque tinha por baixo das fotografias. Mas quando o colocou no comentário, achei que devia no mínimo ir a ver a primeira página. Realmente só vi a primeira, mas eu quero ver tudo o resto. Muito bom mesmo!! Obrigada pela partilha.
ResponderEliminarSaudações.
Feliz por ter agradado.
ResponderEliminarCumpts. :)