O Areeiro tem uma monumentalidade espantosa que os obreiros da Praça de Alvalade não souberam repetir. Da Praça de Londres, com aquilo do ministério do trabalhos, nem falo... Abraço.
De facto o que mais me salta à vista é a visão de futuro de quem construiu estas praças bem como os arruamentos da época. Ao tempo aquela largura das faixas de rodagem não se justifica pelo fluxo de tráfego tão baixo que havia, no entanto passados tantos anos imaginamos o que seria Lisboa se não fôsse a largueza de vistas de um Duarte Pacheco, para já não falar de um Sebastião José de Carvalho e Melo.
Pois vá-se lá agora ver a largueza de vistas nas Telheiras, na Azinhaga dos Barros ou na Expó. A moderna arquitectura não pensa cidades; expreme-as à avidez de promotores imobiliários. E com bastante mau gosto, por sinal. Cumpts.
O Areeiro, oficialmente Praça Sá Carneiro, também já viu dias melhores. Uma boa parte da impressão de grandeza advém da quase ausência de tráfego automóvel. Há artérias que parecem estreitas, mas bastava suprimir os automóveis estacionados para ganharem uma largura surpreendente. Mas como a realidade é exactamente o inverso, à conta disso lá se foram os eléctricos e lá foi a placa central relvada, substituída por um deplorável monumento. E também foi a Rosa-dos-Ventos que encimava a torre entre a Gago Coutinho e a Padre Manuel da Nóbrega e que piscando as luzes de neon, mostrava os pontos cardeais ora a vermelho, ora a verde. E também se foi o meu sonho de um dia subir ao último andar dessa torre... A.v.o
Tem razão. Os automóveis encolhem a cidade. O monumento ao Sá Carneiro é deplorável. Só não sei porque perdeu o sonho de subir lá acima. Eu ainda sonho. Cumpts.
grande cristino da silva. um senhor!
ResponderEliminarBelas imagens:)
ResponderEliminarE finalmente o Sapo selecciona um excelente blogue como o do senhor Bic nos seus destaques:)
Parabéns:) É mais do que merecido.
A equipa do Sapo foi muito generosa. Obrigado pela sua consideração também.
ResponderEliminarCumpts.
O Areeiro tem uma monumentalidade espantosa que os obreiros da Praça de Alvalade não souberam repetir.
ResponderEliminarDa Praça de Londres, com aquilo do ministério do trabalhos, nem falo...
Abraço.
De facto o que mais me salta à vista é a visão de futuro de quem construiu estas praças bem como os arruamentos da época.
ResponderEliminarAo tempo aquela largura das faixas de rodagem não se justifica pelo fluxo de tráfego tão baixo que havia, no entanto passados tantos anos imaginamos o que seria Lisboa se não fôsse a largueza de vistas de um Duarte Pacheco, para já não falar de um Sebastião José de Carvalho e Melo.
Pois vá-se lá agora ver a largueza de vistas nas Telheiras, na Azinhaga dos Barros ou na Expó. A moderna arquitectura não pensa cidades; expreme-as à avidez de promotores imobiliários. E com bastante mau gosto, por sinal. Cumpts.
ResponderEliminarO Areeiro, oficialmente Praça Sá Carneiro, também já viu dias melhores. Uma boa parte da impressão de grandeza advém da quase ausência de tráfego automóvel. Há artérias que parecem estreitas, mas bastava suprimir os automóveis estacionados para ganharem uma largura surpreendente. Mas como a realidade é exactamente o inverso, à conta disso lá se foram os eléctricos e lá foi a placa central relvada, substituída por um deplorável monumento. E também foi a Rosa-dos-Ventos que encimava a torre entre a Gago Coutinho e a Padre Manuel da Nóbrega e que piscando as luzes de neon, mostrava os pontos cardeais ora a vermelho, ora a verde. E também se foi o meu sonho de um dia subir ao último andar dessa torre...
ResponderEliminarA.v.o
Tem razão. Os automóveis encolhem a cidade. O monumento ao Sá Carneiro é deplorável. Só não sei porque perdeu o sonho de subir lá acima. Eu ainda sonho.
ResponderEliminarCumpts.
Achei melhor parar. Os sonhos estavam com tendência a tornarem-se pesadêlos.
ResponderEliminarA.v.o.