Houve tempos em que refrigerantes à refeição - em todas as refeições - era coisa que não acontecia. Só no Verão, nas férias em casa do avô isso se tornava regra. Achava engraçadas as marcas das gasosas e das laranjadas que havia lá na terra. Nunca eram as que conhecia na cidade.
Esta era das da cidade.
Cirel, s.l., 2007.
Sandra Longo Fernandes, in Olhares.
'Uprel'! Eram umas garrafas de litro, bojudas, com rolhinhas simpáticas, e tinham ou laranjada, muito cor-de-laranja e borbulhante ou gasosa. Uma espécie de 'sprite', acho...
ResponderEliminarAh..., que belos pic-nics com aquilo...
Sabia tudo melhor. Sabia 'a vida'. Era diferente e tão ocasional, que era como um mimo...
Não. Era mesmo um mimo, pensando bem...
A Sprite e a 7Up é que são espécies de gasosas.
ResponderEliminarE o 'diferente e ocasional' é que fazia o encanto de tudo saber melhor.
Perdeu-se tudo isso com a horda massificadora das Sprites.
Cumpts.
Bom, isso acontecia porque nessa época havia muitas fábricas de carácter regional. Hoje em dia nem tanto, pelo que as principais marcas pertencem às grandes multinacionais ou grandes grupos.
ResponderEliminarOutros tempos onde a diversidade também contava.
UPREL - União dos Produtores de Refrigerantes de Estarreja, Limitada. Também bebia. Ainda existe.
ResponderEliminarMas eu tinha sorte (perdoe-me, BIC , sei que dá importância a estas coisas e que não é curial começar um parágrafo com uma adversativa), porque o meu pai tinha um inquilino que era o representante da Sepol " para o distrito de Aveiro e ele oferecia-nos uma grade todos os meses. Vinte e quatro garrafas de 33 cl. que eu partilhava com a minha irmã. Dava quase uma garrafa por dia para os dois.
Eles (elas, as multinacionais) bebem tudo...
ResponderEliminarCumpts.
Ena! Sortalhudo.
ResponderEliminarSe a distriobuição chegou à Golegã ainda posso ter provado alguma. Mas será possível ainda existir uma marca com um nome tão pouco comercial?
Cumpts.
É uma desgraça, BIC.
ResponderEliminarVeja o que descobri aqui aqui (http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=126&id=6643&idSeccao=1407&Action=noticia).
Bem vejo. Mas fechou porque o armazém estava uma porcaria? Credo! Com tantos parques de empresas novos que para aí há.
ResponderEliminarFico com pena.
Cumpts.
Boa a recordação que agora despoletou, Caro Bic, este seu postal. Lá por casa era a excepção acompanhada de brinde quando tínhamos direito a um pirolito ;) Nos restantes dias só leite à refeição (e ninguém dizia que fazia mal. e nunca fez mal) mas sempre e só depois do prato da sopa.
ResponderEliminarcoisas .. :)
Grato por saber. :) Cumpts.
ResponderEliminarEu prefería a B.B. ou, mais raramente porque era mais cara, a Canada Dry.
ResponderEliminarEstive há poucos dias em Estarreja e não soube o que se passou com a UPREL de que também fui cliente. Se calhar é foi uma crónica de uma morte anunciada.
A.v.o.
Calhando foi. Cumpts.
ResponderEliminara uprel União de produtores de refrogerantes de estarreja) continua a existir.
ResponderEliminartelf. 234 842 280
Talvez esteja em liquidação. Talvez o governo recupere algum dinheiro da Quimonda e ajude...
ResponderEliminarCumpts.
Em miúdos fazíamos “lá na quinta” muitas corridas e concursos, cujo prémio era uma destas garrafas, mas de litro… Destas, das B.B. e de outras...
ResponderEliminarO meu pai tem, curiosamente, algumas delas ainda guardadas. E eu tenho umas que comprei numa loja de “antiguidades” na baixa. Vou ver se dou com elas na dispensa… :-)
Abraço
Contou-me muitas vezes o meu pai que o “pirolito” foi proibido, porque havia crianças que se engasgavam com a bola.
ResponderEliminarResta-nos ainda a garrafa que ele guardou como recordação.
Abraço
Já dei com elas! E já lá estão na minha montra! :-)
ResponderEliminarAbraço
Não conheci os pirolitos. Acabaram antes do meu tempo. Cumpts.
ResponderEliminarEh! Eh! Já vi. Rica colecção!
ResponderEliminarCumpts. :)
Boa noite
ResponderEliminarVocê tem garrafas dessas de refrigerantes repetidas que queira trocar por outras marcas?
Atentamente
Lamento. Só tenho memórias e esta fotografia.
ResponderEliminarCumpts.